Uma noite destas sonhei que andava a "caçar" patos. Com uma máquina fotográfica, está bom de ver, já que não sou adepta da caça propriamente dita. Assim, mesmo que o fim de semana não estivesse particularmente soalheiro, sempre teve umas abertas que deram para um pequeno passeio. À Gulbenkian, que visitamos invariavelmente no início da primavera, mais até pela fauna do que pela flora. Se bem que o cheirinho primaveril já se faça sentir agradavelmente nos seus jardins...
Isto porque árvores e arbustos se encontram carregados dos primeiros botões e flores. Mas pronto, desta vez a ideia era dar o gosto ao dedo e clicar, "apanhando" alguns patos. Ou aves. Ou qualquer outra novidade interessante.
Patos havia para todos os gostos: os que ficavam quietinhos em pose para a fotografia,
os que viravam costas,
os que brincavam ao pé coxinho,
os que vestiam outras roupagens,
os que dormiam ou...
os que pareciam estar de choco.
Pombos também eram aos magotes, uma gaivota também se deixou fotografar, mas as restantes aves eram mais ariscas: nem uma pluminha para amostra deixaram captar.
No entanto, o que considerei mais estranho foi a quantidade de gente que encontrei a fazer pequenos esboços coloridos de alguns recantos. Não como numa escola, todos no mesmo local, mas espalhados pelo jardim, de várias idades e usando materiais diversos.
Não sei se a ideia é realizar um "quadro" semelhante a este que se encontra exposto nos relvados - que me pareceu desenhado a giz ou crayons em cartolinas pretas - mas o resultado foi bem feliz: qualquer um identifica os jardins da Gulbenkian ao primeiro olhar...



