segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PAUSA IMPREVISTA

Caros amigos:

Por motivos alheios à minha vontade, não tenho tido acesso à net.

De facto, encontro-me hospitalizada desde o passado dia 17 de Setembro, a realizar múltiplos e variados exames, para determinar a origem de uma infeção - o que, infelizmente, a equipa médica ainda não conseguiu.

Apesar de alguns picos de febre não me sinto particularmente doente, pelo que não esperava estadia tão prolongada. De qualquer das formas, espero regressar a casa dentro em breve.

Até lá, fiquem bem e uma grande beijoca para todos!

Teté

terça-feira, 17 de setembro de 2013

VIGARISTAS...

Escrito e apresentado por Alexis Conran e Paul Wilson (com a co-participação de Jessica-Jane Clement na apresentação), a série televisiva "The Real Hustle" tem a chancela da BBC e ensina uma série de vigarices em que qualquer pessoa pode cair, especialmente os mais distraídos. Simultaneamente, também alerta os para as muitas esparrelas que podem aparecer pela frente de qualquer um. De truques de magia, habilidades de mão, ilusões óticas, etc.há de tudo um pouco.

Todos os intervenientes no programa foram realmente burlados com um dos muitos "contos do vigário", mas o dinheiro foi devolvido e as pessoas autorizaram a utilização da sua imagem, para divulgar junto do grande público estes esquemas.

Basicamente, este trio chama a atenção para o seguinte: "O hábito não faz o monge!" Portanto, não é pelo facto de uma pessoa estar fardada de polícia, com uma bata branca e um estetoscópio ao pescoço, com o boné de motorista de táxi na cabeça ou à porta de um hotel com ares de porteiro que a torna num desses profissionais. Para ter a certeza, há que pedir a identificação. Em segundo lugar, que todos devem desconfiar de propostas demasiado vantajosas ou supostas promoções - ninguém dá nada a ninguém. Ah, e o descaramento dos "meliantes" costuma ultrapassar todas as marcas - falam delicadamente com as pessoas, não fogem a correr dos locais dos crimes, têm a aparência de verdadeiros gentleman. E se por acaso alguém chama a polícia, por exemplo, escapam o mais sorrateiramente possível...

Mas vejam lá um dos muitos esquemas que usam:


E sim, estar prevenido é muito útil, se bem que muitos destes contos do vigário nunca cheguem ao conhecimento da polícia, pois as pessoas envergonham-se de terem sido embarretadas com tanta facilidade!

Imagem da net, suponho que promocional da própria BBC.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O MORDOMO

Em 1926, Cecil Gaines é um rapaz negro que trabalha numa quinta do Sul dos EUA na apanha do algodão, mas o patrão abusa da mãe a mata o pai à sua frente. Enquanto o rapaz chora junto ao corpo baleado do pai, a matriarca dessa quinta (Vanessa Redgrave) diz-lhe que não é tempo de choradeiras, que vai ensiná-lo a ser um bom criado doméstico - tão discreto, como se fosse invisível! O que acontece realmente, mas quando o rapaz cresce resolve abandonar a quinta, com receio de não ser tão invisível assim para o homem branco que lhe matou o pai. Depois de um longo período de fome e vagabundagem, encontra por fim um emprego ao balcão de um bar, mais tarde é convidado para um clube chique de Washington e, em 1952, para mordomo da Casa Branca.

Os 34 anos que se seguem são a servir os presidentes americanos - aí já a interpretação está a cargo de Forest Whitaker - ao longo de 8 administrações, em que estão em causa os direitos civis dos negros, bem como várias guerras. Mas se ele continua um poço de discreção e de alheamento político, o mesmo já não se pode dizer do seu filho mais velho, Charlie (Isaac  White), que é detido e preso várias vezes, por aderir a movimentos negros. E é do dia a dia do modesto mordomo, sempre ocupado a engraxar sapatos, a limpar pratas ou a servir tão ilustres homens que o filme se debruça, bem como na sua má relação familiar com o filho mais velho, das discussões com a mulher Gloria (Oprah Winfrey)  ou das gargalhadas com o mais novo, que acaba por morrer na guerra do Vietnam. sem esquecer o relacionamento com os rstantes mordomos da Casa Branca, todos eles negros, até que em 1986 e durante a presidência de Reagan acaba por pedir a sua demissão...

O filme é um pouco longo e bate muito na mesma tecla de coitadinhos dos negros que foram tão injustiçados durante tantos anos - e foram, mas toda a gente sabe isso e não era necessário evidenciá-lo ao ponto de mostrar dois homens enforcados nas ruas - sendo que também dá ideia que o papel de Oprah foi desenvolvido demais, dando azo a que a apresentadora e atriz pudesse brilhar. Dito isto, o filme vê-se bem e a pontuação de 6.5/10 da IMDb ao filme de Lee Daniels é uma rematada sovinice. Sobretudo se compararmos com aquele grande "sucesso" de Spielberg que dá pelo nome de "Lincoln" e que foi o maior pastelão que vi este ano, que embora a descer significativamente ainda vai em 7.5/10. Whitaker arrisca-se até a ser candidato ao Oscar de melhor ator do próximo ano... Mas o filme está também recheado de estrelas em pequenos papéis, como podem verificar no trailer:



Imagem de cena do filme, da net.

domingo, 15 de setembro de 2013

AMOR É...

... comemorar todos os aniversários de casamento a dois, ao longo dos anos. Com um jantarinho num restaurante mais inusitado, para quebrar a rotina.

Por acaso, festejamos hoje o 23º aniversário! E fiquei muito satisfeita por (re)encontrar uma série de recortes de cartoons publicados diariamente no jornal "A Capital" dos anos 70 e assinados por Kino, que colecionava romanticamente na adolescência. Ou seja, este hoje caiu que nem uma luva... (também há alguns assim a dar para o machista, mas facto é que, embora lentamente, as mentalidades têm tido algum progresso positivo) 

E já que a data convida ao romantismo, "O Meu Amor" de Chico Buarque é a "música de sempre" escolhida, já que ambos adoramos o vasto repertório do cantor e compositor brasileiro:


Imagem

sábado, 14 de setembro de 2013

PATOS... AO DESAFIO!

Que fique claro que não se trata de um novo desafio: estou a referir-me ao desafio fotográfico do Rui Espírito Santo (ex-da Bica), no blogue "Coisas da Fonte", que esta semana decorreu em grande animação, com a participação de 18 bloguistas - muitos deles "conhecidos", outros nem tanto.

Como é óbvio, só posso dar os parabéns ao Rui pela iniciativa e pela enorme trabalheira que estes desafios acarretam, uma vez que é necessário responder aos muitos comentários, para manter o interesse. 

Contudo, o que não sabia (e provavelmente o Rui e muitos outros também não) é que ao fim de mais de 200 comentários o blogger não permite visualizar os últimos, a não ser que se clique lá num link (e mesmo assim, só às vezes!), o que veio criar alguma confusão. Aliás, devo acrescentar que no passado dia 11 o blogger estava em dia de "travadinha" - pronto, OK, não é habitual, mas às vezes acontece - e também se recusou a fazer atualizações (ou só as fez parcialmente).

O desafio era mais difícil do que o costume e estive para desistir à partida. Depois, o entusiasmo da Ematejoca e da Afrodite foram-me contagiando, porque "certezas" eram poucas (e uma delas errada). E já estava para desistir novamente, sem conseguir ver a resposta ao meu último palpite, quando a Afrodite me enviou um mail a explicar como conseguiria ter acesso aos novos comentários. 

Resumindo: fui a primeira a identificar todas as fotos, mas há vitórias muito injustas, que tanto uma como outra já tinham chegado mais perto e há bastante mais tempo. Mais teimosia e lógica, vasculhando os palpites da Rosa, que na foto dela não havia meio de acertar... Mas esclareço ainda que numa coisa a Ematejoca se enganou redondamente: embora os patos possam parecer todos iguais, nunca publiquei aqui a foto que enviei ao Rui. (e era isto que gostaria de comentar no seu post, caso a caixa não estivesse "entupida" e pouco visível para a maioria dos leitores...)

BOM FIM DE SEMANA!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SINOPSE

A sinopse de David Horsey sobre o "Homem e a Religião". O cartoonista e comentador político norte-americano é colaborador do jornal "Los Angeles Times" e se estiverem interessados poderão ver alguns dos seus cartoons publicados recentemente aqui. Porque a política também se pode comentar com humor... 

Cartoon de David Horsey, via facebook.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

JESUS CRISTO BEBIA CERVEJA

O título estranha-se, a tal ponto que numa tarde, numa sala de espera que mais parecia uma sauna, uma mulher perguntou se o livro era meu, pousado que estava na cadeira ao lado. Respondi que sim - quase a medo, não estivesse perante uma daquelas almas cristãs que tentam converter os outros à sua Fé, custe o que custar - e acrescentei rapidamente: "é humorístico!" Ela riu e comentou que "por alguma razão ele tinha transformado a água em vinho"... numa insinuação pouco subtil que Jesus gostava da pinga!

Bom, ao terminar a leitura fiquei com menos certeza de se tratar de um livro humorístico - o que Afonso Cruz nos propõe é uma espécie de viagem intemporal pelo Alentejo e um rápido vislumbrar das gentes que o habitam, cruzando histórias de vida que se sucedem a um ritmo alucinante e muitas vezes inverosímil. Rosa, abandonada pela mãe e que perde o pai depois de um acidente com um trator, vê-se a tomar conta da avó Antónia, que já não está no seu juízo perfeito e cujo maior sonho na vida é visitar Jerusalém. Apesar de pobre, a moça atrai as atenções masculinas da terra, desde o padre que gosta de a açoitar, ao pastor Ari, tão abrutalhado quanto amigo, ou até ao professor Borja, um setuagenário que perdeu a filha e a mulher e que se dedicou à ciência para compensar, mas cujos textos cheios de sabedoria são ignorados por todos. E é este que sugere que levem a avó a uma viagem fictícia a Jerusalém, sem saírem do Alentejo,  apenas a uma aldeia próxima que foi comprada e restaurada por uma excêntrica miss Whittemore, que se prontifica a ajudá-los no plano.

Original, imaginativo e pleno de humor, o livro vai semeando mortandade ao longo das suas 248 páginas. A que não deve ser alheio o facto das leituras preferidas de Rosa serem westerns...

Ah, e a leitura é um dois em um, já que na badana lateral está um mini-livro (um fascículo, digamos assim), com a história preferida de Rosa, intitulada "A Morte Não Ouve o Pianista".
  
Citações:

"Os bombeiros deveriam andar a combater o fogo, o elemento de Heráclito. Em vez disso, lutam contra o tempo. Uma luta quimérica. Para combater o fogo usam o seu grande inimigo, a água, mas para combater o tempo só têm uma maca, um medidor de tensão e uma garrafa de oxigénio. E, claro, os velhos continuam a morrer. Os bombeiros deveriam ter mangueiras a deitar juventude, deveriam andar a apagar a velhice." 

"Quando uma pessoa é criança, é ele; quando é velho, também é ele. Mesmo que entre essa criança e esse velho haja mais distância e menos semelhanças do que entre outras duas crianças ou entre dois velhos." 

"Parece-lhe que se a morte de um animal não acabar no forno, não valeu a pena a vida. Curiosamente, nunca pensaria isso de si mesmo.  Ser comido depois de ter sido atropelado não seria jamais o culminar de uma vida plena." 

"É certo e sabido que o final feliz é uma invenção humana, uma necessidade de obliterar a morte. A via nunca acaba bem. Porque todas as histórias de seres vivos acabam misturadas com a terra, acabam no caixão."

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

QUANDO OS SONHOS MORREM...

Há 12 anos estava na praia de Islantilla, a apanhar conchas com o filhote e uma das sobrinhas, com o intuito de decorar uma sereia esculpida na areia. O dia estava cinzento e a praia praticamente deserta  e os miúdos já estavam sem paciência para os trabalhos manuais, resolveram ir dar uns mergulhos com a minha irmã. Mas já contei a história aqui, não vou repeti-la.

Há 40 anos não sei o que estava a fazer, mas provavelmente não soube imediatamente do que se estava a passar em Santiago do Chile - tanto porque o telejornal da RTP não me interessava minimamente, como porque essas notícias de golpes militares eram dadas com alguma contenção, cuidado e censura.

O que vou repetir - porque a história não se apaga com uma esponja e é importante não esquecer - é um dos relatos mais comoventes do que se passou antes, durante e depois das tropas de Pinochet, com o apoio dos EUA, bombardearem o palácio presidencial e assassinarem Salvador Allende, presidente eleito pelo povo chileno. Na versão de Pablo, porque obviamente existirão outras políticas e económicas para explicar as razões que levaram os EUA a apoiar esse regime ditatorial. Aviso que o vídeo, com a duração de quase 11 minutos, é impróprio para pessoas mais sensíveis:


Passado é passado, mas é importante também não esquecer as muitas vítimas inocentes que pereceram e todas as famílias que enlutaram - quer no ataque às Twin Towers de Nova York, quer ao palácio de La Moneda em Santiago do Chile (e todas as outras, nos anos seguintes). Resta a ténue esperança que estas histórias não se repitam, que tanta gente morra devido à vingança de uns e à ganância de outros, que, enfim, o passado sirva de aprendizagem para o futuro... Será que é pedir muito?

§ - A foto é a da própria "sereia" inacabada há 12 anos, que encontrei no álbum fotográfico de 2001. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O CLUBE

"The Breakfast Club", no título original, é um filme de 1985 realizado por John Hughes, tendo obtido um sucesso considerável, tanto que ainda hoje mantém a classificação de 7.9/10 na IMBd. Revi-o ontem no canal Hollywood.

Cinco adolescentes passam o sábado retidos na biblioteca do liceu, para cumprir o castigo ditado por Vernon (Paul Gleason), o diretor da escola. Mas se Bender (Judd Nelson) já é useiro e vezeiro no castigo, sendo encarado como um criminoso em potência, os restantes colegas não parecem ter problemas escolares de maior: Claire (Molly Ringwald) é uma menina rica e fútil, que foi castigada por faltar às aulas para fazer compras, Andrew (Emilio Estevez) é um desportista e Brian (Anthony Michael Hall) um marrão, enquanto Allison (Ally Sheedy) é a eterna inadaptada, que ninguém conhece ou sabe sequer o nome, incluindo o próprio diretor. Mas como é que 5 jovens tão diferentes passam nove horas de castigo em conjunto? Pois, apesar das ordens de Vernon, a fazer umas quantas asneirolas apenas pelo prazer de desobedecer, após algumas discussões e conversas terem derrubado algumas inibições e darem a conhecer aos outros mais do que a fachada que usam habitualmente.

Além do filme focar essas inseguranças e "hormonas aos saltos" próprias da adolescência, também tem graça por ver estes atores em cena, ainda tão jovens. E, claro, a música típica dos anos 80  assenta que nem uma luva (em vez do trailer):


Valeu a pena rever! Como curiosidade, ainda encontrei esta foto de alguns dos atores, que se reuniram em 2005 para comemorar o 20º aniversário do filme. Em boa hora... porque há encontros que não se repetem!


Imagens da net.