domingo, 8 de setembro de 2013

THE SOUND OF SILENCE

Paul Simon e Art Garfunkel obtiveram um sucesso considerável nos anos 60, enquanto dueto, mas separam-se em 1970. Contudo, nas décadas seguintes reuniram-se várias vezes em concertos e espetáculos, onde cantaram músicas conjuntas ou a solo, com o sucesso de sempre. 

Pessoalmente, ainda gosto de ouvir este "The Sound Of Silence", bem como vários outros temas:


A imagem, da net, representa "Simon & Garfunkel" num quadro labiríntico de Yonatan Frimer.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

EM TRÂNSITO CAMARÁRIO...

O Tribunal Constitucional decidiu que a lei que limita o número de mandatos camarários é "territorial", portanto nada impede que o presidente de uma Câmara que completou os 3 mandatos concorra a outra. Os juízes decidiram, está decidido!

O que é que se me oferece opinar sobre o assunto? Que a lei foi mal redigida e tal? So what, será a única? Se o espírito da lei era eliminar algum caciquismo local (ainda existente?!?), óbvio que não interessa  muito se o candidato concorre noutra Câmara, mesmo que ao lado - no fim de contas é outra população que o elege. Se era para acabar com o carreirismo político nas autarquisas, pois, não atingiu os objetivos....

Mas, há sempre um mas, o que realmente não entendo é o dito "espírito" da lei: à conta de uns autarcas mais prepotentes, todos os outros que têm ligações à sua terra natal ou onde cresceram, estudaram e trabalharam, que eventualmente queiram continuar a participar ativamente no desenvolvimento e progresso do município, são impedidos por uma norma destas? Porque aos políticos, já se sabe, tanto lhes faz ter raízes ou não, que saltitam de um lado para o outro a grande velocidade. Mas ainda bem que os juízes já decidiram e se acaba com uma controvérsia que tem "barbas". Pode ser que assim os candidatos se debrucem mais  sobre os principais problemas locais, em vez de perorarem sobre insterpretações legais.

Seguindo o exemplo dos juízes, também aproveito para desejar a todos um...

BOM FIM DE SEMANA! 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

IMPORTANTE!

Às vezes, não deixar para amanhã aquilo que se pode dizer hoje... é importante!

Imagem do facebook.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

COM OS OLHOS ÀS RISCAS...

... estrelas, quadrados e rectângulos, todas as formas nas mesmas cores de vermelho, azul e branco, estas são algumas bandeiras do mundo. Curiosamente, essa combinação/contraste de cores deve ser o mais escolhido para as bandeiras nacionais, só em África predominam outros tons. E, talvez devido a essa opção sistemática de diferentes países, baralho-me completamente quando as vejo assim todas ao molho, já não me lembro se a do país tal tem riscas na horizontal ou na vertical, qual deles também tem estrela e por aí fora.  Mas certamente haverá aí muita gente mais atenta, que saberá de cor e salteado a que países pertencem as seguintes bandeiras:

01 - Panamá

02 - Coreia do Norte

03 - República Checa

04 - Noruega

05 - Rússia

06 - Holanda

07 - França

08 - Chile

09 - Tailândia

10 - Cuba

Claro que com recurso à net é fácil (mas trabalhoso, para quem tem o mesmo handicap que eu!), mas devo esclarecer que já vi um miúdo de cerca de seis anos dar um "baile" a adultos, pois conhecia de cor quase todas as bandeiras do mundo. Entre estas 10, quantas identificam à partida?

ADENDA a 6 de setembro de 2013 - Legendas com a identificação do país a que pertence cada bandeira; a Catarina (ex- Poppy) identificou todas as bandeiras, segundo ela devido à troca de postais que tem efetuado com outros colecionadores de postais: parabéns a ela!; o Carlos Barbosa de Oliveira também andou perto da totalidade (7) e o Rui chegou à metade... todos sem pesquisas! Mais uma vez, obrigada a todos pela participação!  

Imagens da net.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NO REINO DA PATADA!

Já se adivinhava que a rentrée política ia ser "ensurdecedora", com o primeiro-ministro revigorado para dizer os disparates costumeiros, acusar tudo e todos da sua inépcia e incompetência e amedrontar os pacóvios que "depois dele só o caos". Confesso que nem eu esperava tanto desprezo pela Constituição - que lhe permitiu ser eleito democraticamente - nem pelo Tribunal Constitucional que zela pelo seu cumprimento, que ele teima em afrontar sistematicamente com medidas que contrariam o espírito constitucional.

Para aliviar indignações e acalmar antecipadamente do que estava para vir, dediquei parte do fim de semana a observar e a fotografar patos. Há os vaidosos e impantes, os que preferem mergulhar a cabeça na água, os contorcionistas, os que se afastam, os que mostram as penas do rabo, os que andam em grupo e os que se aproximam sem receio, talvez na esperança de catar umas migalhas do que sobra nas mesas da esplanada. E, coitados dos patos, fiquei com a sensação que não eram assim tão diferentes dos restantes (políticos) portugueses: enquanto uns acorriam para apoiar os dislates do PM, outros fingiam ignorar e os restantes criticavam veementemente as suas declarações.

Com eleições autárquicas à porta, está-se mesmo a ver que as vozes dissonantes ainda vão subir de tom. Pior é que não sei se fotografar mais patos - para a minha vasta coleção de fotos dos mesmos - me vai ajudar a serenar nos tempos mais próximos...

Colagem através de PicMonkey.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

TRIP DE FAMÍLIA

David (Jason Sudeikis) é aquele fulano que não cresceu, desde os tempos da faculdade: se na altutra vendia uns charros, é isso mesmo que ele continua a fazer, sem qualquer compromisso familiar. Mas, à conta de Kenny (Will Poulter), um vizinho adolescente e ingénuo, recentemente abandonado pela mãe, acaba por se meter numa luta e ser assaltado. Más notícias, que evita dar ao seu boss, até que este o põe entre a espada e a parede: ou vai ao México, buscar uns "charrozitos", pelos quais ainda será pago, ou então a dívida fia mais fino. O sempre solícito Kenny avisa que o melhor é ele ir ao México disfarçado. E, por um acaso, ele tem a ideia que o melhor disfarce é o de  família feliz, viajando de auto-caravana, que não levanta suspeitas nas forças policiais. Kenny é o filho, Casey (Emma Roberts), uma garota sem abrigo será a filha, mas, infelizmente a vizinha Rose (Jennifer Aniston), uma dançarina de varão e strip-teaser profissional, não acede ao seu pedido para interpretar o papel de "mulher" e mãe dos seus "filhos". Mas será  que a ordem de despejo e as dívidas que tem não a fazem mudar de ideias? Óbvio que sim.

Realizado por Rawson Marshall Thurber, a comédia obtém a pontuação de 7.2/10 na IMBd. Fica o trailer, para quem quiser espreitar:  


Divertido q.b., mas sem pretensões de maior, também achei piada a alguns pormenores: que Jennifer Aniston é uma mulher lindíssima, ninguém tem dúvidas - mas apesar de uma cena de strip-tease (parcial), as suas potencialidades com a dança de varão ainda estão por provar*; suponho que nunca vi outras atuações do jovem ator britânico que faz de Kenny, mas o formato das suas sobrancelhas dá ideia de uma plástica mal sucedida ou de um papel de ingénuo (ou tonto) para a vida inteira; a mocinha é provável que se safe melhor no futuro, com a tradição e experiência familiar que Eric Roberts ou Julia Roberts, pai e tia respetivamente, lhe podem proporcionar.

* - Não sei se alguém se lembra de uma série intitulada "Inspector Max", da TVI (que era uma espécie de versão portuguesa de "Rex" uma série alemã, em que uma das personagens centrais é um cão - lobo da alsácia, pastor alemão ou por aí); bom, enquanto na versão original o cão estava bem treinado e fazia imensas habilidades (provavelmente algumas com recurso a técnicas de filmagem, mas pronto!), comparativamente o nacional não fazia rigorosamente nada além de correr. Como é que davam a ilusão de ter sido ele o herói do episódio a capturar todos os malfeitores? Simples! Eram os diálogos dos atores que o revelavam, com falas do estilo "reparaste quando o Max saltou para o carro em andamento, desarmou o criminoso e imobilizou o veículo? Extraordinário!"; não considero que a atriz tivesse a obrigação de dominar a dança de varão para aceitar o papel, mas serem os restantes atores a mencionar esse seu "talento", no mínimo, é caricato... eheheh!

Imagem de cena do filme, da net.

domingo, 1 de setembro de 2013

SOMEWHERE OVER THE RAINBOW

Esta deve ser das canções mais cantadas do planeta, desde que Judy Garland - a intérprete original - a tornou mundialmente famosa no filme "O Feiticeiro de Oz". E sempre agradável de ouvir, mesmo que as vozes que a interpretam optem por diferentes géneros musicais.

Israel Kamakawiwo'ole, também conhecido simplesmente por IZ, um nativo havaiano que sofria de obesidade mórbida (e que morreu prematuramente devido a complicações derivadas dessa doença), cantou uma das versões que mais gosto (sem desprimor para tantas outras), ao som do seu ukelele:



Imagem da ponte arco-íris, em Taiwan, da net.

sábado, 31 de agosto de 2013

QU' É DELES?

Agosto chega ao fim e com ele o final das férias de muita gente - se bem que alguns ainda vão gozar o merecido descanso nos primeiros dias de setembro - mas os "cientistas" franceses e os "bordas d'água" desta terra sumiram do mapa, depois de terem "previsto" que em 2013 o verão não se faria sentir em Portugal. E como alarmistas existem por aí aos pontapés, o assunto foi amplamente divulgado pelo jornalismo nacional e nas redes sociais (já não se sabe quem anda a reboque de quem!), como se essas previsões fossem a realidade nua e crua. Enganaram-se redondamente, que o verão continua belíssimo, nalguns dias até abrasador demais.

O que a malta gosta de videntes, gurus e afins, especialmente dos alarmistas, é coisa que me transcende e não entendo. Nem me interessa entender pessimismos exacerbados, porque mesmo que este verão não fosse tão bom climaticamente (a nível político foi um non-sense pegado, mas essa é outra conversa...), também não era caso de fim do mundo. Que, aliás, todos os anos vem sendo anunciado por seitas muito veementes, igualmente publicitadas por todos, talvez na ânsia de angariar mais fiéis - ou totós que lhes ofereçam todos os seus bens, para conquistarem o paraíso?

Ah, last but not least, pró ano esses alarmistas "climáticos" regressam, como se fossem realmente os "peritos" que dizem ser, com bases científicas ou conhecimentos ocultos! Até lá, aproveitem mais um...

EXCELENTE FIM DE SEMANA DE VERÃO!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O SENHOR VENTURA

Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha) manteve uma longa e prolífica carreira de escritor, poeta, dramaturgo, ensaísta, contista e memorialista e é sempre uma boa aposta de leitura. Mesmo quando o próprio escritor considera esta sua novela de 1943 "o elo mais fraco" da sua vasta obra:  "Escrito de uma assentada há mais de quarenta anos, na idade em que os atrevimentos são argumentos, nele deixei a nu toda a fantasia descabelada e toda a canhestrez expressiva que se tem impunemente na juventude.  Mas tão embaraçado fiquei, quando na maturidade o reli, que fiz os possíveis por esquecê-lo e por que fosse esquecido. Hoje, porém, nesta vertente da vida em que se olham com lucidez e benevolência os verdores da mocidade, resolvi recuperá-lo. Pacientemente, limpei-o das principais impurezas, dei um jeito aos comportamentos mais desacertados, tentei, enfim, torná-lo legível. Por ele e por mim. Por ele, porque, apesar de tudo, conta uma história portuguesmente verosímil, dado que somos os andarilhos do mundo, capazes em todo o lado do melhor e do pior; por mim, porque nenhum autor gosta de deixar no espólio criações repudiadas." (no prefácio do livro, de maio de 1985)

Nascido e criado em Penedono, no Alentejo, aos 20 anos Ventura é chamado a Lisboa para cumprir o serviço militar. Analfabeto, sempre trabalhou como pastor ou com a enxada, mas é até com um certo entusiasmo que abandona a sua terra - tem sede de aventura na guelra. Corajoso e desenrascado até começa por se dar bem, mas a indiferença a algumas ordens de comando - se não sabe o que escrevem na sua caderneta, porque é que há de preocupar-se? - e as rixas nos bares acabam por lhe dar guia de marcha para Macau. A constante rebeldia de Ventura torna-o desertor, embarcadiço, garagista, criado de mesa numa casa de pasto e sócio da mesma, traficante de armas ou drogas, por terras da China. Embora, infelizmente, o pelo na venta que trouxe da sua terra natal também deixe um rasto de sangue atrás de si, somando aventuras e desventuras num território em conflitos permanentes, na época. Até ao encontro com Tatiana, a mulher da sua vida, e ao nascimento de Sérgio, o filho de ambos...

175 páginas divididas em três partes, cada uma com diversos pequenos capítulos que constituem a história do senhor Ventura, não isenta de crimes e infelicidades várias - o "cor-de-rosa" não condiz com a personalidade viril (para não dizer abrutalhada) do protagonista. Também é óbvio que uma novela dá aquela sensação de romance pouco amadurecido, mas Torga é um mestre como poucos. Ou seja, não será o livro da vida de ninguém, mas de agradável (e rápida) leitura é de certeza!   

Citações:

"Desígnios complicados lá do alto, que o alentejano só entendeu  quando se encontrou de coração a sangrar pela primeira vez."

"A mesma coisa de sempre: vêm, matam, esfolam, arriscam a vida, e acabam nas mãos de uma marafona qualquer..."

"Desde que se conheciam que no Farrobo, do céu, caía apenas chuva e vinha sol."

"Você parece uma borboleta: tinha na sua terra o sol inteiro para se aquecer, e vem queimar-se numa labareda..."