domingo, 9 de junho de 2013

FOTO ANTIGA

Ainda a propósito de elevadores, funiculares e elétricos - sendo que estes últimos também circularam pela praça dos Restauradores e Rossio em tempos idos - alguém tem ideia da data em que esta fotografia foi tirada? Não se pede o dia exato (que desconheço), apenas o ano e o mês. As pistas, está claro, estão na própria foto...

Fácil, não é?

ADENDA  a 11 de Junho de 2013 - Mais difícil do pensava e o JP depressa leu o mesmo que eu aqui, concluindo que a foto foi tirada em 8-3-1947; acontece que se "Kitty", o segundo filme em cartaz, foi estreado a 5-4-1947, é improvável que o cartaz já lá estivesse quase um mês antes. Contudo, a data de estreia em Portugal de "São Francisco de Assis", referida nesse blogue, como sendo a mesma da foto, não confere com a data que anuncia a IMDB - 28-3-1947. Daí ter concluído que provavelmente há um erro na data da fotografia, sendo esta de abril de 1947. Obrigada a todos pela participação e especialmente ao JP, que seria o justo vencedor deste mini-desafio, não fosse esse lapso alheio. E os homens todos de chapéu ou boné na cabeça, hein? Outros tempos mesmo...   

Imagem da net.

sábado, 8 de junho de 2013

PASSEIO NO ELEVADOR DA GLÓRIA...

... sai caro, como a São evidenciou em comentário ao post onde o referi: 3,60 €, ida e volta por pessoa. Porque não dá hipótese de ser só subir ou descer, tem de se comprar logo o conjunto. Isto para quem não tem passe, quanto aos módulos não sei se tornam a viagem mais barata. Mas adiante: fomos à mesma, que nenhum de nós se lembrava qual foi a última vez que entrámos lá. Neste ou noutros - no de Santa Justa tenho apenas a vaga noção de ter andado uma vez, em miúda. E a esse também está programado ir, já que funciona simultaneamente como um dos miradouros da cidade, em geral, e da baixa pombalina, em particular.

A ideia de os vestir a condizer com as festas lisboetas foi brilhante: por um lado, porque os vândalos dos gatafunhos os têm como um dos seus alvos preferidos, que lhes deixaram muitas mossas e "cicatrizes" pavorosas; por outro, porque o projeto vencedor do concurso camarário, da autoria de Mariana Cidade, tem tudo a ver com a emblemática da cidade - azulejos e calçada portuguesa. A bem dizer, nunca vi tanto frenesim a fotografar elétricos e afins. E não era a única tuga  entusiasmada com os 'cliques', no meio dos turistas... 

Refira-se que o passeio em si é bastante curto, mesmo que o funicular circule a passo de caracol - nos dois sentidos. Certo é que, pelo que pude observar, vem muito mais carregado na subida do que na descida. O que tem toda a razão de ser, basta um pequeno tropeção numa pedrinha da calçada e é rebolar por ali fora, num instante se chega lá abaixo, sem ajuda de santo nenhum. Mais rápido, inclusive. E se o pavimento fosse menos irregular, até se podia fazer como nas pistas de neve: pôr um saco de plástico no chão, sentar o rabiosque em cima e, ala que se faz tarde, escorregar até aos Restauradores. (num desporto radical, ainda não suficientemente explorado!)

Voltando aos trajetos nos dois funiculares, mesmo com a mesmíssima "velocidade", na descida a viagem foi aprazível e à vontade, se bem que estivesse perto da lotação escarrapachada no interior (salvo erro, 22  lugares sentados e 11 de pé). Na subida já foi encher até fartar, não sei se pelo volume dos turistas (alguns bem grandes e fortes, para não dizer gordos!), mas de certeza que os viajantes duplicavam a lotação. Tanto que quando chegou lá acima o motor ficou a roncar um bom bocado... não sei se em protesto!

(embora ainda não tenha visto ao vivo, as "fatiotas" no elevador da Bica são estas, numa fotografia do facebook.) 
Lindas, também! 
  

sexta-feira, 7 de junho de 2013

DESTAQUE E LEMBRETE!

Lembram-se de passatempo "Sol de inverno"? Creio que sim, que não foi assim há tanto tempo... Pois a Poppy deu-lhe destaque esta semana, chamando a atenção para o novo passatempo "Contrastes primaveris", cujo prazo de envio (para o meu mail: quiproquo.tete@gmail.com) finda no próximo dia 21 de junho, às 23h59m. Faço minhas as suas palavras... 

Obrigada, Poppy

E pronto, o fim de semana está a chegar, desta vez prolongado com o feriado do dia de Portugal e de Camões, portanto resta-me desejar a todos que tenham um...

EXCELENTE FIM DE SEMANA!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

HORA H

Só no ano passado descobri que havia uma hora H na Feira do Livro de Lisboa: de segunda a quinta-feira, entre as 22 e as 23 horas - quer dizer, imediatamente antes de encerrar aos dias de semana. Durante essa hora, e na maior parte dos stands, os livros publicados há mais de de ano e meio são vendidos com 50% de desconto no preço de venda habitual. Um maná, para os leitores compulsivos!

Uma amiga que vive perto do marquês de Pombal convidou-nos para jantar e o passeio valeu umas boas compras. Este ano, repetimos o jantar e a ronda na hora H - e decidimos não voltar à feira novamente, tal foi a perdição. Como diz o povo, isto do barato sai caro. E a tentação de encontrar livros que gostaríamos de ler a metade do preço habitual é grande. Sendo apenas uma hora, também não convêm grandes indecisões...

Já andava com uns quantos livros nos braços, quando um empregado da Leya me veio entregar um cestinho, como aqueles de compras do supermercado. As filas para as caixas eram enormes, vale que despachavam relativamente rápido, que estava tudo no marchar a grande velocidade para o escaparate seguinte, para não perder as boas oportunidades.

Calculei que já não desse tempo para mais compras e parei a beber uma ginjinha de Óbidos, em copo de chocolate. Mas ainda deu para comprar mais um livro, antes de soar o "gongo". E no final do circuito lá nos encontrámos, de sorrisos de orelha a orelha e... carregados de livros! Ah e tal, como é que em tempos de crise se compram e vendem mais (assegurado pelos contactos numa editora)? Não sei como é com as outras pessoas, mas o reembolso do IRS nesta altura deu uma maior margem para fantasias...

A propósito de hora H, alguém sabe a origem da expressão? Li esta explicação, que parece fazer sentido. Foi há 69 anos! 

post-scriptum - a fotografia foi tirada na primeira ronda, que desta vez a onda não era  fotografar!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

RESPEITINHO...

Que o respeitinho é bonito e toda a gente gosta, não há dúvida! Mas então o que fazer quando a noção não é igual para toda a gente?

Em miúda ensinaram-me - de uma forma bastante elitista, diga-se! - que as mulheres da média e alta  sociedade deviam ser tratadas por "senhora dona" não sei das quantas. E se por acaso tinham algum grau académico, o doutora ou engenheira também deviam figurar no tratamento cerimonioso. Às mulheres do povo ficava reservado só o "senhora" ou só o "dona". Distinção difícil para qualquer criança, se bem que com exemplos práticos, do tipo a professora primária faz parte da "elite", a leiteira ou a mulher que vende hortaliça na praça não. 

Nunca percebi bem o ensinamento, até porque duas das minhas avós (fui uma sortuda, porque tive três!) eram mulheres do povo. Mas acatei! Vale que não as tinha de tratar por nada para além de avó, a vovó era só uma - e da qual tenho uma imensa saudade...

Facto é que à medida que os tempos evoluem, essas "regras" de tratamento vão mudando. Já houve uma época de "tias" postiças e tudo! Pessoalmente, prefiro que me chamem pelo nome próprio ou por Teté (para quem conhece o diminutivo), sem "encavalitar" mais nada. Mas também ainda existem mulheres que se enxofram se não o acham adequado. E para os dois lados: umas porque faltaram os substantivos, outras porque os consideraram a mais!

Uma amiga defrontou recentemente uma cena caricata, ao falar com uma mulher desconhecida e uns 20 mais idosa, sem esquecer a forma "educada". E a conversa esfriou logo ali, que a fulana julgou que a estava a chamar de VELHA! E então, como se consegue não ofender ninguém?!?

terça-feira, 4 de junho de 2013

E A NOSSA FEIRA POPULAR?

Todos os anos, sem exceção, uma ou duas visitas à Feira Popular de Lisboa estavam garantidas, normalmente à noite, para jantar umas sardinhas assadas. Não era prato que eu e a minha irmã em miúdas apreciássemos (os gostos mudam com o tempo!), mas ficávamos sempre entusiasmadas com a saída noturna raríssima - e a perspetiva de darmos uma voltinha nos diversos divertimentos.

Note-se que não íamos a todos, tínhamos de escolher entre "A Selva"" ou o "Comboio Fantasma", posteriormente entre a "Roda Gigante" ou a "Montanha Russa", mas a volta no carrossel das bolas nunca faltava. Nem o algodão doce ou as farturas. Nesses tempos de criança e adolescente transformava-se numa noite mágica, cheia de luz, cor, música e animação. Era o arrepio daquelas "teias de aranha" que nos  roçavam a cara na escuridão de um dos comboios, as "bruxas" já automáticas que nos prediziam o futuro, a vertigem de ver lá do alto as luzes cintilantes da nossa cidade e a tentativa (por vezes falhada!) de acertar um soco nas bolas do carrossel, entre tantas outras aventuras.

Nos anos que se seguiram passeei, namorei, almocei, jantei, petisquei e convivi com amigos e familiares naquele espaço tão popular. Aprazível, apesar de alguns problemas logísticos notórios. De igual modo, o filhote e três das quatro sobrinhas partilharam o nosso entusiasmo de outrora pelas várias diversões - até andei na "Lagarta", a acompanhar! A sobrinha mais nova já não teve tanta sorte...   

A nossa Feira Popular encerrou portas há 10 anos - numa negociata camarária pelo terreno de Santana Lopes e de Carmona Rodrigues com um indivíduo de Braga, que tinha um projeto para construção de edifícios no local, mas o dito fulano foi suspeito num processo de corrupção (quer dizer, mais que suspeito, foi condenado a pagar uma multa irrisória para o seu bolso, que a justiça portuguesa é branda nestes casos!)  - e até hoje estão por cumprir as promessas de reabertura de uma nova Feira noutro local. 

Consta que o terreno vale milhões, mas excetuando breves incursões de circos natalícios, está abandonado e ao deus-dará  desde 2003. Assim... não vale nada! E em ano de eleições autárquicas era bom que os candidatos à presidência da CML pensassem na solução para o problema. Sem promessas vagas e falsas...

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H A P P Y   B I R T H D A !
Para a minha mana (quase sempre acompanhante nessas "noitadas" da Feira Popular) 
e para a  Ana, aka Vani, amiga destas lides blogosféricas. 


Imagem da net.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

AFINAL... ATÉ TIREI!

Solução 1:
O medo irracional de abelhas, vespas ou afins denomina-se apifobia (ou melissofobia, aprendi agora na wikipédia) e é um daqueles que não ultrapassei com o passar dos anos...

Diz o povo, e com razão, que nunca se deve dizer nunca. O que evita muitas contradições. Mas o "mal" está feito e, ainda por cima, em duplicado!

Nada de confusões, fugi a sete pés à mesma quando vi a abelha, mas assim a uma distância razoável tentei acertar com o zoom na bicha. E a chata não parava sossegada! Quando vi as fotos no computador, supus que tinha errado a pontaria. Mas depois olhei melhor e descobri-a, se bem que meio camuflada pelas flores e imperícia. 

Alguém consegue "apontar" o local  preciso onde ela pairava?!?

Solução 2:
Luisa, ainda tenho muito a aprender contigo, tanto em termos de fotografia, como no mundo dos insetos. Se bem que no das abelhas, duvide...


ADENDA a 4 de junho de 2013:  As fotografias da solução 1 e 2, a verde (clicar nas fotos, para quem quiser ver melhor); a Nina foi a primeira a "topar" a bicharoca, logo seguida por alguns dos restantes comentadores - parabéns a ela pelo "olhómetro" bem treinado (e apurado) e obrigada a todos pela participação!

domingo, 2 de junho de 2013

LISBOA EM FESTA - 2013

Junho é o mês das festas populares e em Lisboa decorrem várias atividades recreativas e culturais, a par dos tradicionais arraiais nos diferentes bairros. Com início marcado para as 19h30m de ontem, no Rossio, com toda a pompa e circunstância... mas já lá vou!

Como já referi anteriormente, também havia a manifestação contra Troika e a austeridade, essa marcada para as 16h em Entrecampos, que depois percorreria a avenida da República - com paragem obrigatória em frente à sede do FMI em Portugal - e seguiria para a alameda D. Afonso Henriques. Há pernas para tanta caminhada pelas ruas da cidade, quando se quer ir  todas? Haverá, mas não são as minhas...

Carripana estacionada próximo da Gulbenkian (um bambúrrio!) e toca de atravessar os jardins. Onde  igualmente se festejava, mas desta vez o Dia da Criança, com uma espécie de 'pedi-paper' que requeria a participação da miuçalha em diversas brincadeiras.

- Oh, Constança, se tu me foges outra vez... - a mulher nem concretizou a "ameaça", que a miúda já tinha fugido.

Enfim, uma animação pegada por tudo o que era canto do jardim, bom de ver que no regresso por ali não haveria descanso ao ar livre, entre os dois eventos. Mas compensou ver tantas crianças felizes e entusiasmadas com a iniciativa!

Em frente à sede do FMI já se encontravam umas dezenas de manifestantes: aqui o entusiasmo e empenho eram outros e vigiados de perto pelas forças policiais - as presentes no local e outras, de choque, meio a dormitar na carrinha que encontrámos no percurso, já que a manifestação em si tardava em passar. Não passou enquanto por ali cirandámos, nem se via de longe, já passava das cinco da tarde.  Portanto, o nosso protesto não passou de uma vontade de sermos solidários com o movimento "Que se lixe a Troika" e o restante povo manifestante.

Meia volta volver, rumo ao miradouro de São Pedro de Alcântara, com uma breve pausa numa esplanada e  uma imperial, para recuperar energia para a etapa seguinte.

O elevador da Glória (que a bem dizer são dois funiculares, que funcionam em sincronia e ligam a praça dos Restauradores ao Bairro Alto) despiu a habitual capa amarela e vestiu-se de "azulejos", em traje de festa junina. Lindo! Foi só apanhar (e pagar, que isto de festas gratuitas tem que se lhe diga!) e descer...

No Rossio a festa começou atempadamente, segundo o tema "PIGS" e com a participação de vários grupos voluntários de canto, dança e de capoeira, por exemplo, sendo estes últimos os primeiros a inaugurar as festividades. Tendinhas de comes e bebes com movimento q.b., se bem que duvidoso que acompanhassem as 7 horas de espetáculos anunciadas. Dúvida lógica, para quem tanto calcorreou pelas ruas citadinas e regressa a casa muito antes do final...

Já o crepúsculo pairava sobre Lisboa, o cansaço falava mais alto. Mas não houve arrependimentos por amar mais a terra que nos viu nascer, do que detestar os tipos da Troika...

post-scritpum - este blogue não é um diário! (faria se fosse...)

sábado, 1 de junho de 2013

HANDS OFF!

Foi este o cartaz exibido no Parlamento Europeu por alguns dos seus deputados, exigindo que a Troika abandone os países intervencionados. A foto é do facebook, já que o facto foi ignorado ou pouco divulgado na imprensa portuguesa.

Hoje, o movimento "Que se lixe a Troika" promove manifestações em 102 cidades de 12 países europeus, 18 delas a decorrer em Portugal. Será que o povo português vai sair à rua e manifestar-se ou correr para as praias e trabalhar para o "bronze"? Não sei, não, só tenho a certeza que vou andar pelas ruas...