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domingo, 6 de outubro de 2013

NUVEM PASSAGEIRA

E porque hoje é domingo, sai mais uma musiquinha de sempre, desta feita de autoria de Hermes Aquino, cantor e compositor brasileiro, que fez grande sucesso com esta "Nuvem passageira" em 1975, quando ela foi integrada na banda sonora da telenovela "O Casarão".


O portátil que me foi emprestado no fim de semana vai voltar para a sua legítima dona, pelo que o meu acesso à net vai ser ocasional, mas não deixarei de espreitar os vossos cantinhos sempre que possível.

Imagem da net.

sábado, 6 de julho de 2013

RACHACUCA

Os brasileiros têm expressões giras, esta da "cuca" é uma delas, com o significado de "cabeça", "tola", "mente" ou qualquer outro do género.  Que tanto quanto me lembro ouvi pela primeira vez na telenovela "O Casarão", que havia lá uma fulana sempre muito "encucada" (protagonizada por Renata Sorrah), que por sinal me chateava à brava, sempre com crises existenciais, conjugais e não sei que mais.

Mas do que recordo melhor da telenovela (e a introdução delas deu-nos a conhecer muito boa música brasileira) é este tema que acompanhava o reencontro entre as personagens principais, cujo amor contrariado pelas famílias determinara o seu afastamento - "Fascinação", na voz de Elis Regina:


Bom, pelo meio do enredo também havia um velhote com Alzheimer ou demência (não me lembro se especificavam ao certo), doenças essas que segundo alguns  entendidos se podem precaver exercitando a mente com problemas de lógica, sudokus ou outros. Se é verdade ou mito não sei, mas como não quero que vos falte nada, é aqui que entra este site de "RachaCuca", que tem jogos desses para (quase) todos os gostos. Igualmente brasileiro - portanto há que ter em consideração algumas diferenças linguísticas - pelo menos proporciona algumas horas de boa diversão, para quem aprecia este tipo de passatempos....

DIVIRTAM-SE!

Imagem da net.

sábado, 13 de outubro de 2012

GABRIELA - antes e depois!

Fiasco, é a palavra certa para designar a questão que vos coloquei na segunda-feira passada: uns não viram a primeira versão da Gabriela (em Portugal, porque houve uma anterior no Brasil), outros não veem a segunda, de modo que não há termos de comparação entre os protagonistas de uma e outra.

Pessoalmente, considero que há algumas grandes diferenças de interpretação, caracterização, cenários envolventes e por aí adiante, com pontos positivos e negativos para ambos os lados. Uma coisa é certa: a mística e a surpresa da primeira telenovela exibida na nossa televisão, numa época em que éramos todos mais novos, sonhadores e ainda sem preconceitos em relação a ser programa destinado ao mulherio (oh, oh, as pernocas e os decotes da Sónia Braga devem ter sido o deleite de muitos "machos"!), comporta algum espírito (demasiado?!?) crítico em relação à atual. Tanto quanto percebi, os que só assistem a esta estão a gostar...

Não será só cá, segundo li, houve uma grande dificuldade no casting dos novos atores e diversas recusas até de alguns mais conceituados. Se por temer comparações não sei, nem vem ao caso. Mas os que aceitaram estão aí a enfrentar esse desafio profissional e, certamente, a merecer o aplauso das novas gerações! 

Sem consenso também não existem conclusões a tirar, portanto fica apenas uma das músicas românticas comuns a ambas as telenovelas, na voz de Maria Bethânia:



Colagem de fotos da net.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

GABRIELA - quem te viu e quem Te Vê?

Em 1977, quando a RTP exibiu a primeira telenovela brasileira em Portugal - "Gabriela, Cravo e Canela" - baseada no livro de Jorge Amado, o êxito foi retumbante: toda a gente via, mesmo os que diziam que não, que era coisa que só interessava ao mulherio! Claro que estavam reunidos os condimentos certos para ser do agrado geral: vários romances que se entrecruzavam numa sociedade dominada pelos coronéis, grandes proprietários das plantações de cacau e que detinham o poder político em Ilhéus, grandes defensores da moral e dos bons costumes da Igreja Católica nas suas famílias e em público, mas (quase) todos frequentadores assíduos do Bataclan, o bordel dirigido por Maria Machadão. As mulheres legítimas, as amantes, as filhas ou netas, para além de não terem direito a voto nas eleições, ainda tinham de se submeter a todos os seus desejos, que incluíam casamentos por conveniência. Em casa tratavam eles, na rua e perante algum prevaricador a "paz" era restabelecida por jagunços que não se acanhavam com o dedo no gatilho... Se a história era atraente e bem-humorada, porque estes desmandos dos coronéis eram retratados num misto de verdade e bom-humor, a banda sonora, dando a conhecer grandes temas musicais da música brasileira a tanta gente, não lhe ficava atrás!

"Um remake da 'Gabriela' para quê, 35 anos depois?" - pensei. Mas como a curiosidade "não mata mas mói", lá fui espreitar, desta vez na SIC. A comparação é inevitável, mas mesmo desprezando a diferença do preto e branco para a cor, o aproveitamento parcial da banda sonora e as inquestionáveis inovações técnicas, nesta fase inicial, a dúvida de quem interpreta melhor a personagem mantém-se, com raras exceções...

Portanto, fica a questão para quem viu (OK, calculo que alguns sejam demasiado jovens para se lembrarem!) e quem vê (mesmo que esporadicamente...): quais os atores/atrizes preferidos no desempenho do papel, comparativamente?

GABRIELA - Sónia Braga ou Juliana Paes?

NACIB - Armando Bogus ou Humberto Martins?

CORONEL RAMIRO BASTOS -  Paulo Gracindo ou António Fagundes?

MUNDINHO FALCÃO - José Wilker ou Mateus Solano?

JERUSA - Nívea Maria ou Luiza Valdetaro?

MALVINA - Elizabeth Savalla ou Vanessa Giácomo ?

PROFESSOR JOSUÉ - Marco Nanini ou Anderson di Rizzi?

TONICO BASTOS - Fulvio Stefanini ou Marcelo Serrado?

SINHÁZINHA - Maria Fernanda ou Maitê Proença?

CORONEL JESUÍNO - Francisco Dantas ou José Wilker?

Esta espécie-de-votação fica em aberto até sexta-feira e os resultados serão divulgados no sábado. Pedem-se meras opiniões pessoais, no todo, em parte ou no geral, nada mais...

Imagens (colagens fotográficas) da net.

domingo, 1 de julho de 2012

DE INSPIRAÇÃO MEXICANA?!?

Em tempos idos, segui (mais ou menos) uma telenovela mexicana, que era um dramalhão pegado... mas que me fazia rir à gargalhada! Não eram só os atores que pareciam apatetados, o argumento não tinha ponta por onde se lhe pegasse: uma jovem pobre, mas muito trabalhadora e estudiosa, apaixonava-se pelo professor que por acaso era da fina nata da sociedade e rico até mais não, ele por ela, mas depois mete-se pelo meio uma megera que queria casar com o ricaço e a relação complica. Uma amnésia, um paraplégico e, salvo erro, até um ceguinho depois, a rapariga permanentemente chorosa casa com o paraplégico, por julgar ser a sua obrigação moral (ou coisa do género!), por ter sido um soco do namorado que colocou o amigo naquela situação. Mudam de cidade (e de cenários) e vão viver para uma zona rural (que por acaso parecia um estúdio, mas pronto!), metade do elenco desapareceu como por artes mágicas, mas claro que o bonzão do ex-namorado tinha uma fazenda naquela zona, acabam por se encontrar e, ainda por cima, descobrir que o paraplégico só estava a fingir, para casar com ela...

Li agora que essa telenovela, intitulada "Maria José", era um remake de outra chilena, de uns 20 anos antes, que é sempre coisa que me custa a entender - não há ninguém para escrever mais, melhor e com maior atualidade do que aquilo? E as indumentárias e penteados, mesmo há 20 anos, não eram de cair pró lado? 

Julgava já ter visto o pior do que se pode exibir em telenovela (e sim, cenas mais-que-parvas também já vi em brasileiras, até recentemente, mas agora não vem ao caso!), quando ontem tive a ocasião única de perceber que estava redondamente enganada! Com o capítulo final de "Rosa Fogo", transmitido pela SIC. O único que vi, diga-se!

Não conhecendo as personagens ou o enredo, pasmei com várias cenas: numa há um bolo "milagroso" cheio de luz que esvoaça para as mãos de uma fulana e ficam todos muito contentes; noutra, uma mulher grávida que tinha aprisionado um latagão, que afinal conseguiu fugir para se encontrar com a sua amada, consegue algemar esta numa velha casa a que deita fogo, mas, coincidência das coincidências, chegam-lhe as dores de parto e ficam para lá as duas até que o herói de ambas as salva, com uma indolência que não lembra, ela tem o filho logo ali e morre; entretanto, outro mau da fita rapta uma miúda que afinal é filha dele, deixa-a ir embora para depois ir para a campa da mãe desta com insultos e cuspidelas, a menina assiste e insurge-se, chegam lá uns outros "heróis" que dão um tiro nas costas do gajo, este agarra a criança, clímax, um súbito tremor de terra, abre-se uma brecha no chão e o mau... é "engolido"! Quer dizer, parece que é, porque mesmo no final ele volta a aparecer, para vislumbrar de longe o tal casal que está num piquenique (no mesmo local?), com a filha dele e o filho da outra megera, já mais crescidinhos.

Desculpem lá, estes guionistas drogam-se, ou quê?!? Como é que um ator/atriz, por muito bom que seja, pode dar credibilidade a cenas destas? Coitados...

Imagem da net, da telenovela "Maria José", com Cláudia Ramirez e Arturo Peniche.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TELENOVELAS HUMORÍSTICAS

1 - Roque Santeiro
Desde 1977, quando a RTP começou a exibir a telenovela "Gabriela, Cravo e Canela", baseada no livro do mesmo nome de Jorge Amado, fiquei fã de telenovelas. Bem sei que não é de bom tom dizer isto, mas é a pura da verdade, vi muitas durante os anos que se seguiram, "Escrava Isaura" incluída. Coisas de fazer chorar as pedrinhas da calçada...

2 - Chocolate com Pimenta
Acontece que a partir de certa altura deixei de ter paciência para tanta choradeira, amnésias, filhos que não são exatamente do pai que conhecem (e até da mãe, embora mais difícil), acidentes que põem os protagonistas cegos, paraplégicos ou coisa do género, já para nem falar dos que passam para o Além, em idas e voltas fantasmagóricas.


3 - O Cravo e a Rosa
E aí comecei a seguir apenas as humorísticas, por vezes completamente non sense, mas que tinham a grande vantagem de me fazer rir.

4 - Guerra dos Sexos
Assisti a quase todas estas, mais capítulo menos capítulo, que o "seguir" é relativo! E ainda hoje gosto, quando posso vejo a atualmente em exibição na SIC, lá para as 7 e picos da tarde. (bem sei que começa antes, mas a repetir o episódio da véspera!)

5 - Uga-Uga
Acredito que não seja tema que interesse a muita gente - sim, porque nesta terra ninguém vê telenovelas, nem programas afins de big brothers, as audiências televisivas devem ser todas inventadas! - mas deixo o desafio para quem o quiser apanhar. Com conhecimento, pesquisa ou "batota", tanto faz...

Adenda a 1 de Fevereiro de 2012 - As legendas a verde, indicando a que telenovela pertencem as fotografias. Obrigada a todos pela participação! Porque embora ninguém veja telenovelas (cóf, cóf, cóf), vejam lá a coincidência de muitos terem acertado, especialmente nas duas primeiras. Mas fica aqui só para nós, não vá alguém confundir-nos com essa malta que vê telenovelas... Pfff! :)))

Imagens da net.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

TELENOVELA PIRATA!

Há muito tempo que não me ria tanto com uma telenovela! O drama... a surpresa... a emoção... do primeiro capítulo:


Pirata porquê? Porque "Ikea heights" foi inteiramente gravada na loja IKEA de Burbanks, na Califórnia, sem autorização da empresa e à socapa dos funcionários, por um grupo de jovens amigos que engendrou a brincadeira, ao reparar que constituía o cenário ideal para uma telenovela...
Demoraram cerca de seis meses a concretizar o plano, nem sempre conseguiram escapar ao olhar atento dos empregados e chegaram a ser expulsos duas vezes, para gravar os 7 mini-episódios, todos a rondar os 5 minutos. Podem ler a notícia aqui ou ver a sequência de vídeos no Youtube.
Tem um piadão! Não tenho a certeza é se os patrões e administradores do IKEA vão achar o mesmo...

(Obrigada, Ana!)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A PEDIDO...

1 - Johnny Whitaker - "As Aventuras de Tom Sawyer", de Mark Twain
... de várias famílias... OK, de poucas... bom, nem tanto assim (cóf, cóf)... só de uma Nina, segue um desafio para adivinharem: 

2 - Elizabeth Savalla - "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado
À partida, alguém se lembra do nome de todos estes actores e actrizes?

3 - Renée Zellweger - "O Diário de Bridget Jones", de Helen Fielding
Estão todos a modos que misturados, sendo de épocas completamente diferentes, alguns mais fáceis que outros, pois ainda andam por aí pelos ecrãs de cinema ou TV.

4 - Julie Christie - "Doutor Jivago", de Boris Pasternak
Mas não é só isso que têm em comum.

 5 - João Perry e Nicolau Breyner - "Crónica dos Bons Malandros", de Mário Zambujal
Já adivinharam que mais?

6 - Julie Harris - "A Leste do Paraíso", de John Steinbeck
Pronto, é isso mesmo...

7 - Liam Neeson - "Os Miseráveis", de Victor Hugo
... todos os filmes/séries/telenovelas tiveram origem num livro. Portanto há que acrescentar o título do livro e o nome do seu autor! 
Boas pesquisas e divirtam-se!

Imagens da net.

ADENDA A 14/04:  Parabéns à Ematejoca e à Maria, que adivinharam quase todos e obrigada a todos os restantes por terem participado - quase todos unânimes na "Gabriela". As legendas correctas acrescentadas a azul.