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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PROPONHO UM REFERENDO...

... para despedir imediatamente e com justa causa o fulano que elaborou esta lista:

O caso até teria a sua piada - pela canalhice que é propor um referendo para um assunto que afeta apenas uma irrisória fatia da população, enquanto outros temas de relevância nacional e que tocam à esmagadora maioria dos portugueses nunca foram referendados. Já sabemos mesmo que deputados gostam mais de engonhar do que fazer, exceto quando se trata de exibirem o seu poder. No news!

Mas quando em causa estão direitos humanos e, sobretudo, o medo e enorme preocupação que estes pais e mães devem sentir  pelo futuro dos seus filhos menores, no caso deles próprios morrerem, não há piadola que cole. Ou então sou eu que estou a ficar lamechas e não consigo achar graça...

Imagem do facebook.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ADMINISTRADORES (MUITO) OCUPADOS?!?

Como alguns se lembrarão, em setembro/outubro estive 23 dias internada no hospital. Naquele serviço, as várias enfermarias são constituídas 4 camas cada e as equipas médicas costumam juntar-se uma vez por semana para conferenciar sobre o caso de cada paciente. Visitam uma por uma e, junto à cama de cada doente, um dos médicos relata naquele parlapié mais ou menos incompreensível qual é o problema, que exames foram feitos ou vão fazer e que tratamento está a ser ministrado. 

Se percebia minimamente do que estavam a falar sobre mim é porque já me tinham explicado aquilo tudo tintin por tintin, das restantes pacientes ficava apenas com uma vaga ideia do que se passava (muito até pelo que elas contavam). Impossível era não ouvir, porque estamos a falar de enfermarias relativamente pequenas e um grupo de 10 ou 12 médicos lá plantado a conversar normalmente.

Numa dessas ocasiões, um dos médicos suscitou o problema de uns exames que precisavam de autorização da administração do hospital para se realizarem, mas que essas autorizações estavam a demorar cerca de mês e meio a ser concedidas. "E de quem é a culpa?", perguntava ele aos colegas, sem necessitar de esmiuçar se se referia ao agravamento da doença ou à morte do doente. A discussão foi curta, pois uma médica afirmou logo não se sentir culpada pela incompetência da administração hospitalar e foram saindo da sala, falando vagamente nos cortes orçamentais a nível hospitalar. Obviamente, esperei ardentemente nunca precisar de um exame desses...

Mas preciso: no início da quimioterapia o médico tratou logo de pedir um PET, sabendo de antemão que é necessário um termo de responsabilidade da administração - pois o exame é efetuado num outro hospital privado - e este demora algum tempo. Pelo que entendi, o dito PET serve para verificar se o tratamento está a resultar e suponho que dará indicações sobre os procedimentos seguintes. Devendo ser realizado, portanto, mais ou menos a meio das sessões de tratamento, como é agora o meu caso. Já adivinharam, não já? Volvidos 3 meses, a autorização ainda não foi dada...

Longe de me considerar a única "vítima" desta burocracia - infelizmente, e pelas últimas notícias, há casos bem mais graves - a indiferença destes administradores perante o sofrimento que estas delongas acarretam para os doentes (e respetivos familiares) de quem deviam zelar, não devia ser punida, pelo menos com a sua demissão? Caramba, uma assinatura demora apenas meia dúzia de segundos a rabiscar!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014 À VISTA!

2014 é só um número, os chineses preferem associar os anos a um animal: este que vai entrar é o do Cavalo e começa a 31 de janeiro. Dizem os entendidos nestas chinesices que o signo está relacionado com mudança, portanto não percamos a esperança de ver um certo coelho a milhas...

Crendices e politiquices à parte, janeiro vai ser um mês importante para os amantes de cinema: não só estreiam uma série de novos (e aparentemente interessantes) filmes, como serão entregues os Globos de Ouro dia 12 e conhecidos os nomeados aos Oscar a 16. Contudo, a cerimónia de entrega do maior galardão da indústria cinematográfica só terá lugar dia 2 de março.

Devido a ter perdido tudo quanto é estreia nos últimos 3 meses, este ano não farei o habitual balanço dos filmes que mais gostei - depois dos Globo de Ouro e dos Oscar pode ser que tenha oportunidade de ver os que falharam e mais me seduziram nos trailers.

Quanto a literatura, o balanço dos 28 livros lidos este ano será feito, mas só após escrever sobre o último livro lido, que não houve tempo para postagem (sim, o PC continua de amoques, mas não foi esse o único motivo - fins de semana que intercalam feriados baralham um bocado os timings), mas será feita em breve. 

Porém, antes de todos esses escritos e conversas, e porque já está quase na hora, desejo a todos... 

UM 2014 PLENO DE FELICIDADE!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

PONTES PERIGOSAS?

Quando as notícias são tão deprimentes ou ridículas - umas tais de pontes sobre o Tejo que já foram cenário de anúncios publicitários a detergentes e à EDP, almoçaradas, maratonas e sei lá que mais e agora são consideradas perigosas para manifestações - resta-me apenas desejar-vos um...

MARAVILHOSO FIM DE SEMANA!
(e esperar que a silly season fora de época passe...)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O PARECER DE RAP

"Caro Sr. primeiro-ministro, O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma. O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois ou três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a ser aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN. Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa: 1. Aumento da idade de reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito. Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que 20 anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria. 2. Exportação dos velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, um jardim. 3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMa de Nova Iorque. Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as suas políticas. 
Cordialmente, Nicolau Maquiável"

Como andei um bocado a leste das politiquices nacionais, fui apanhada de surpresa pelo tal de Orçamento de 2014, que não parece augurar nada de bom. Até ver ainda ando a tentar digerir o que me dizem, mas sem acreditar muito em tamanho despudor. Assim, fica um texto humorístico de Ricardo Araújo Pereira, encontrado no facebook... Neste caso, não sei se rir é o melhor remédio! 

Imagem do facebook.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SINOPSE

A sinopse de David Horsey sobre o "Homem e a Religião". O cartoonista e comentador político norte-americano é colaborador do jornal "Los Angeles Times" e se estiverem interessados poderão ver alguns dos seus cartoons publicados recentemente aqui. Porque a política também se pode comentar com humor... 

Cartoon de David Horsey, via facebook.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

QUANDO OS SONHOS MORREM...

Há 12 anos estava na praia de Islantilla, a apanhar conchas com o filhote e uma das sobrinhas, com o intuito de decorar uma sereia esculpida na areia. O dia estava cinzento e a praia praticamente deserta  e os miúdos já estavam sem paciência para os trabalhos manuais, resolveram ir dar uns mergulhos com a minha irmã. Mas já contei a história aqui, não vou repeti-la.

Há 40 anos não sei o que estava a fazer, mas provavelmente não soube imediatamente do que se estava a passar em Santiago do Chile - tanto porque o telejornal da RTP não me interessava minimamente, como porque essas notícias de golpes militares eram dadas com alguma contenção, cuidado e censura.

O que vou repetir - porque a história não se apaga com uma esponja e é importante não esquecer - é um dos relatos mais comoventes do que se passou antes, durante e depois das tropas de Pinochet, com o apoio dos EUA, bombardearem o palácio presidencial e assassinarem Salvador Allende, presidente eleito pelo povo chileno. Na versão de Pablo, porque obviamente existirão outras políticas e económicas para explicar as razões que levaram os EUA a apoiar esse regime ditatorial. Aviso que o vídeo, com a duração de quase 11 minutos, é impróprio para pessoas mais sensíveis:


Passado é passado, mas é importante também não esquecer as muitas vítimas inocentes que pereceram e todas as famílias que enlutaram - quer no ataque às Twin Towers de Nova York, quer ao palácio de La Moneda em Santiago do Chile (e todas as outras, nos anos seguintes). Resta a ténue esperança que estas histórias não se repitam, que tanta gente morra devido à vingança de uns e à ganância de outros, que, enfim, o passado sirva de aprendizagem para o futuro... Será que é pedir muito?

§ - A foto é a da própria "sereia" inacabada há 12 anos, que encontrei no álbum fotográfico de 2001. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

EM TRÂNSITO CAMARÁRIO...

O Tribunal Constitucional decidiu que a lei que limita o número de mandatos camarários é "territorial", portanto nada impede que o presidente de uma Câmara que completou os 3 mandatos concorra a outra. Os juízes decidiram, está decidido!

O que é que se me oferece opinar sobre o assunto? Que a lei foi mal redigida e tal? So what, será a única? Se o espírito da lei era eliminar algum caciquismo local (ainda existente?!?), óbvio que não interessa  muito se o candidato concorre noutra Câmara, mesmo que ao lado - no fim de contas é outra população que o elege. Se era para acabar com o carreirismo político nas autarquisas, pois, não atingiu os objetivos....

Mas, há sempre um mas, o que realmente não entendo é o dito "espírito" da lei: à conta de uns autarcas mais prepotentes, todos os outros que têm ligações à sua terra natal ou onde cresceram, estudaram e trabalharam, que eventualmente queiram continuar a participar ativamente no desenvolvimento e progresso do município, são impedidos por uma norma destas? Porque aos políticos, já se sabe, tanto lhes faz ter raízes ou não, que saltitam de um lado para o outro a grande velocidade. Mas ainda bem que os juízes já decidiram e se acaba com uma controvérsia que tem "barbas". Pode ser que assim os candidatos se debrucem mais  sobre os principais problemas locais, em vez de perorarem sobre insterpretações legais.

Seguindo o exemplo dos juízes, também aproveito para desejar a todos um...

BOM FIM DE SEMANA! 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NO REINO DA PATADA!

Já se adivinhava que a rentrée política ia ser "ensurdecedora", com o primeiro-ministro revigorado para dizer os disparates costumeiros, acusar tudo e todos da sua inépcia e incompetência e amedrontar os pacóvios que "depois dele só o caos". Confesso que nem eu esperava tanto desprezo pela Constituição - que lhe permitiu ser eleito democraticamente - nem pelo Tribunal Constitucional que zela pelo seu cumprimento, que ele teima em afrontar sistematicamente com medidas que contrariam o espírito constitucional.

Para aliviar indignações e acalmar antecipadamente do que estava para vir, dediquei parte do fim de semana a observar e a fotografar patos. Há os vaidosos e impantes, os que preferem mergulhar a cabeça na água, os contorcionistas, os que se afastam, os que mostram as penas do rabo, os que andam em grupo e os que se aproximam sem receio, talvez na esperança de catar umas migalhas do que sobra nas mesas da esplanada. E, coitados dos patos, fiquei com a sensação que não eram assim tão diferentes dos restantes (políticos) portugueses: enquanto uns acorriam para apoiar os dislates do PM, outros fingiam ignorar e os restantes criticavam veementemente as suas declarações.

Com eleições autárquicas à porta, está-se mesmo a ver que as vozes dissonantes ainda vão subir de tom. Pior é que não sei se fotografar mais patos - para a minha vasta coleção de fotos dos mesmos - me vai ajudar a serenar nos tempos mais próximos...

Colagem através de PicMonkey.


sábado, 10 de agosto de 2013

TECNOCRATAS EUROPEUS...

... ou serão políticos tugas?

Imagem do facebook.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PELAS ESTRADAS DESTE PAÍS...

...  o lema é evitar as SCUT! Outrora sem custos para o utilizador (daí a sigla), já  há uns dois ou três anos que são pagas. Não que sejam particularmente onerosas para quem faz meia dúzia de viagens esporádicas, mas pelo sistema de pagamento em si, para quem não tem via verde. Aí a legislação já mudou desde aqui e o prazo foi alargado, mas a possibilidade de pagar via multibanco limita-se a 48 horas, sendo indiferente que calhe em dias úteis ou fins de semana.

Ou seja, à mínima distração lá vamos nós de charola para os CTT - que como todos sabem andam em remodelações muito sui generis e a funcionar com um "gás" ainda não identificado. Ainda não foi desta que revisitámos a Via do Infante sem via verde, mas em trabalho o maridão percorreu uma lá para o Norte, que obviamente tinha de pagar.

Assim, demos por nós numa estação dos CTT algarvia, cuja máquina "inteligente" nos deu uma senha a 24 de distância do número em atendimento, augurando 14 minutos de espera. 6 balcões só com 2 a funcionar - enquanto uma funcionária se entretinha a repôr os CD de Tony Carreira, Marco Paulo e Quim Barreiros nos escaparates, a par de uns livrecos infantis de grande interesse para os utentes presentes - adivinhavam uma espera mais longa...

Como faits divers, um dos funcionários ao balcão advertiu uma mulher com um vestido largo e uma ligeira barriga que ela tinha direito a tratamento prioritário. Ela declinou, mas o homem que foi chamado a seguir reiterou a mesma "delicadeza", ao que ela respondeu, numa espécie de resmungo: "Dava-me muito jeito, mas não sou prioritária!" Porque será que estas "confusões" só acontecem com homens? Nenhuma das mulheres sentadas lhe deu o lugar e não foi por desatenção!

Enfim, 46 minutos de espera, 2 de atendimento e 2,44 € depois (já com o acréscimo do "maravilhoso" serviço), lá regressámos às férias. Felizmente com bastantes desistentes pelo meio e com ainda maior vontade de preferir as outras estradas deste país... 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A LUA MUDOU...

... e a eventual futura rainha de Inglaterra pariu o primeiro filho. Ela e o marido declararam estar muito felizes, como é normal. It's a boy... George?!?

... e o Papa Francisco decidiu visitar o Brasil, quando as contestações populares andam pelas ruas e a influência da Igreja Católica diminuiu significativamente... Será que chega para acalmar os ânimos exaltados?

... e na Tugolândia, uma espécie de governo irrevogavelmente desacreditado pelas medidas de austeridade seguidas durante dois anos, regressa após uma remodelaçãozeca e com o apanágio do presidente da República?

OK, vou ali dar mais uns mergulhos... e já volto!

sábado, 13 de julho de 2013

A INTELIGÊNCIA FOI DE FÉRIAS?

Evo Morales, o presidente da República da Bolívia, esteve em Moscovo e parece que declarou numa entrevista ter alguma simpatia pelo ex-agente americano Edward Snowden, que revelou ao mundo que os serviços de espionagem dos EUA continuam a funcionar em grande e a vários níveis, incluindo indústrias, empresas ou simples privados, dentro e fora do seu território. Mas alguém tinha dúvidas nesse capítulo?

Claro que os governantes norte-americanos não simpatizaram com a divulgação dos casos e andam a perseguir Snowden, que de momento está em Moscovo e à espera de asilo político em algum país da América latina. Isto porque Putin concorda em asilá-lo, mas ele tem de permanecer de boca fechada. (ou a fazer o mesmo serviço, para as autoridades russas?!? Hummm...)

Pior é que o presidente Morales estava de regresso à Bolívia no dia 3 de julho - nós por cá a assistir a demissões sucessivas... - e a suspeita (não se sabe lançada por quem?!?) de que o ex-espião americano estava escondido no avião, determinou que Portugal, Espanha, França e Itália recusassem o reabastecimento do aparelho, necessário para prosseguir viagem. Acabou por aterrar de emergência na Áustria e as autoridades locais revistaram o avião, não encontrando o "criminoso" a bordo...

Agora se isto pode acontecer com um avião presidencial - que não era só o presidente a ir lá, mas toda a comitiva e tripulantes - já imaginaram num vulgar voo comercial, com pessoas anónimas? Medo, muito medo!

Mas o ponto da situação é este: tanto quanto se sabe, Julian Assange continua alojado na embaixada do Equador, em Londres, sem poder seguir viagem para o país que lhe concedeu asilo, com estes "polícias" à porta...

E cartazes e manifestações em defesa de Snowden também não faltam, pelo mundo inteiro, porque por muito medo que nos queiram inculcar, uma coisa é certa:

nenhuma destas arbitrariedades revela o mínimo de dignidade em relação aos direitos humanos, à liberdade ou à democracia. Verdade seja dita, nenhum sensato cidadão comum aprova estes métodos de invasão e profanação de tudo o que é elementar para uma salutar convivência em sociedade.

A inteligência dos "donos do mundo" também foi de férias? Perseguir, enclausurar (mesmo noutro território), prender, "julgar", condenar, matar ou executar sumariamente numa qualquer esquina o dito "inimigo", fará com que todas as vozes se calem? Pois...

Imagens da net e do facebook

quarta-feira, 3 de julho de 2013

741, 742, 743...

No meio de todo este imbróglio político em que mais uma vez somos mergulhados - em que provavelmente só os próprios protagonistas percebem tantas jogadas de bastidores (ou não?!?) - só tenho pena de Vasco Palmeirim, que pelo andar da carruagem ainda vai ter umas quantas noites em claro...

Locutor, animador e humorista das manhãs da Rádio Comercial, habituou os seus ouvintes a alterar as letras de temas musicais conhecidos, para dessa forma brincar com as politiquices nacionais (em parceria com Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Nuno Markl, note-se!). Ontem, dedicou esta a Vitor Gaspar, após este se ter demitido do governo:


E agora, quando é que ele vai conseguir dormir, se Paulo Portas se demitiu no 742º dia e, segundo consta, ao 743º ainda haverá mais duas demissões? E Pedro Passos Coelho também não tem direito a uma cançonetazinha, com o "não me demito" ou o "não aceito a demissão do parceiro da coligação"? E Cavaco Silva a empossar a nova ministra das Finanças - no que mais parecia uma cerimónia fúnebre - não merecia um novo versejar? Coitado! Não vai ter mãos a medir, que o governo está a cair em duodécimos... como já li por aí!

(por via das dúvidas, vou manter a garrafa de espumante no frigorífico! Ou fazer um swap com outra de vinho branco, já que adormeci enquanto Seguro estava a discursar...)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

DESDE 1867?!?

Apanhado ao acaso, na montra de uma loja lisboeta, este pequeno cartaz com uma frase lapidar de Eça de Queiroz, que infelizmente se mantém atual até hoje e reza o seguinte:

"ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém são nulos a resolver crises. Não têm austeridade, nem a concepção, nem o instinto público, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. A política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Não sei se será de grande consolo para Pedro Passos Coelho e respetivo elenco governamental afinal não estarem assim tão sozinhos. Certo é que a imagem que nos fica na retina - ao fim destes dois anos de desvarios ministeriais e contestações populares, organizadas ou espontâneas - é muito semelhante à deste cartoon de Henrique Monteiro, do blogue HenriCartoon:


(um desperdício, até, usar tomatinhos tão luzidios!)

terça-feira, 4 de junho de 2013

E A NOSSA FEIRA POPULAR?

Todos os anos, sem exceção, uma ou duas visitas à Feira Popular de Lisboa estavam garantidas, normalmente à noite, para jantar umas sardinhas assadas. Não era prato que eu e a minha irmã em miúdas apreciássemos (os gostos mudam com o tempo!), mas ficávamos sempre entusiasmadas com a saída noturna raríssima - e a perspetiva de darmos uma voltinha nos diversos divertimentos.

Note-se que não íamos a todos, tínhamos de escolher entre "A Selva"" ou o "Comboio Fantasma", posteriormente entre a "Roda Gigante" ou a "Montanha Russa", mas a volta no carrossel das bolas nunca faltava. Nem o algodão doce ou as farturas. Nesses tempos de criança e adolescente transformava-se numa noite mágica, cheia de luz, cor, música e animação. Era o arrepio daquelas "teias de aranha" que nos  roçavam a cara na escuridão de um dos comboios, as "bruxas" já automáticas que nos prediziam o futuro, a vertigem de ver lá do alto as luzes cintilantes da nossa cidade e a tentativa (por vezes falhada!) de acertar um soco nas bolas do carrossel, entre tantas outras aventuras.

Nos anos que se seguiram passeei, namorei, almocei, jantei, petisquei e convivi com amigos e familiares naquele espaço tão popular. Aprazível, apesar de alguns problemas logísticos notórios. De igual modo, o filhote e três das quatro sobrinhas partilharam o nosso entusiasmo de outrora pelas várias diversões - até andei na "Lagarta", a acompanhar! A sobrinha mais nova já não teve tanta sorte...   

A nossa Feira Popular encerrou portas há 10 anos - numa negociata camarária pelo terreno de Santana Lopes e de Carmona Rodrigues com um indivíduo de Braga, que tinha um projeto para construção de edifícios no local, mas o dito fulano foi suspeito num processo de corrupção (quer dizer, mais que suspeito, foi condenado a pagar uma multa irrisória para o seu bolso, que a justiça portuguesa é branda nestes casos!)  - e até hoje estão por cumprir as promessas de reabertura de uma nova Feira noutro local. 

Consta que o terreno vale milhões, mas excetuando breves incursões de circos natalícios, está abandonado e ao deus-dará  desde 2003. Assim... não vale nada! E em ano de eleições autárquicas era bom que os candidatos à presidência da CML pensassem na solução para o problema. Sem promessas vagas e falsas...

*******
H A P P Y   B I R T H D A !
Para a minha mana (quase sempre acompanhante nessas "noitadas" da Feira Popular) 
e para a  Ana, aka Vani, amiga destas lides blogosféricas. 


Imagem da net.

sábado, 1 de junho de 2013

HANDS OFF!

Foi este o cartaz exibido no Parlamento Europeu por alguns dos seus deputados, exigindo que a Troika abandone os países intervencionados. A foto é do facebook, já que o facto foi ignorado ou pouco divulgado na imprensa portuguesa.

Hoje, o movimento "Que se lixe a Troika" promove manifestações em 102 cidades de 12 países europeus, 18 delas a decorrer em Portugal. Será que o povo português vai sair à rua e manifestar-se ou correr para as praias e trabalhar para o "bronze"? Não sei, não, só tenho a certeza que vou andar pelas ruas...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

LARANJAS DOCES E SUMARENTAS...

... só nas árvores! E mesmo essas, nem todas...

E como hoje é o primeiro dia-feriado-que-deixou-de-ser - por vontade expressa do primeiro ministro Passos Coelho, com aquele autoritarismo próprio de um tiranete  - segue uma programação leve e fresca, para "esquecer" estes desmandos governativos.

Perguntava a Tétisq, um dia destes, quais tinham sido as nossas canções preferidas nos festivais da canção nacionais de outros tempos. Gostei de várias, mas uma das minhas preferidas foi esta, que ficou em 2º lugar, decorria então o ano de 1979:


Um resto de bom não-feriado para todos!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

VOTAÇÃO RENHIDA!

A Assembleia da República aprovou sexta-feira passada que os homossexuais possam coadotar os filhos adotivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou a viver em união de facto. Uma surpresa, dados os preconceitos ainda tão arreigados nesta sociedade. E, simultaneamente, uma questão que não tem a ver com cores partidárias, mas sim com a sensibilidade pessoal de cada deputado, daí este resultado de 99 votos a favor e 94 contra.

Mas o que é que isto quer dizer, trocado por miúdos? Não se trata da possibilidade de casais homossexuais adotarem uma criança, mas apenas de uma equiparação aos outros casais. Assim, se alguém tem um filho biológico ou adotivo, o companheiro ou companheira pode requerer a coadoção da criança. Com o mesmo requisito de que, se o menor for maior de 12 anos, esta depende da sua concordância. 

Note-se que a situação de facto já existe: a criança vive com ambos, sendo que só um exerce o poder paternal. O que não quer dizer que o outro não o faça no dia a dia, em questões práticas. Estipulem as leis o que estipularem, pais são os que criam, levam à escola ou ao médico, trocam fraldas, contam uma história ao deitar, passam noites em claro quando adoece, alimentam, vestem, educam e acarinham, ao longo de todo o processo de crescimento. A que propósito é que os gays haviam de ser piores pais do que os outros?

Bom, se a nova lei nem levantou grande celeuma - até pelos contornos de situação de facto já existente, que vistas bem as coisas nem abrangerá assim tantas crianças (mas não deixa de ser importante para o caso da mãe ou do pai morrerem, por exemplo) - Marinho Pinto, o bastonário da Ordem do Advogados, tem-se afadigado em declarações mais do que polémicas, afirmando que a lei "desrespeita" e "maltrata" as crianças e insistindo em falar em nome dos advogados e da "maioria dos portugueses". Quem lhe terá dado essa "procuração" é que não sei... pela minha parte, não tem nenhuma! Outra voz em discordância, que também já li por aí, é a de uma bloguista que chega ao desplante de defender que as instituições são melhores que muitas famílias.

Fico na dúvida se estas posições extremas são apenas resultado da sede de protagonismo de ambos - isto de polémicas rende muitos convites e/ou comentários no blogue (se bem que alguns insultuosos) - ou se é só homofobia pura. Quando pensamos que há uma ligeira abertura nas mentalidades, a brigada do preconceito avança logo com a cavalaria...

Imagem do facebook.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

'TÁ DE VOLTA!

Outra vez! Naquele que ficará para a posteridade como o ano de todas as chuvadas. E da pior governação de sempre, pós 25 de abril, se bem que esse já se esteja a encaminhar para o terceiro ano consecutivo. Que esses factos não vos impeçam de ter um...

BOM FIM DE SEMANA! 


Imagem do facebook.