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sexta-feira, 25 de julho de 2014

OUTRA VEZ?!?

O quê, é outra vez fim de semana?!? Bom, mas já que tem de ser, com ou sem férias, aproveitem-no bem e... DIVIRTAM-SE!!!

ps - não se nota muito que estou com uma crise de preguicite aguda, pois não? Diz que é um "bom" pecado, pois tira a vontade de cometer todos os outros...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

PREGUIÇA

Há dias assim... em que bate uma preguicite aguda, até nos exercícios de teclado! Mas também ela há de passar. Até lá, tenham um...

EXCELENTE FIM DE SEMANA!

Cartoon de Jim Davis, do facebook.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENFIAR O NARIZ NOS LIVROS!

Sempre foi um prazer, mas, simultaneamente, um escape, especialmente quando a realidade que nos rodeia não é minimamente agradável. Tem sido assim desde sempre e constato agora que o número de livros que leio anualmente tem vindo a crescer... Bom sinal por um lado, mau sinal por outro!

A bagagem de férias nunca chegou a este exagero, mas um saco bem recheado com uns cinco ou seis livros nunca faltou. Não que pretenda ler todos, mas importante é que não faltem...

Como também nunca fui uma consumista empedernida, daquelas que pára em frente de todas as montras e quer comprar tudo o que vê e o stock da loja e da próxima coleção, por vezes até me rio quando vejo a exorbitância dos preços tabelados. 

Mas, de alguma forma, sinto que esse doce descanso acabou!

Aquele pecadilho de não resistir a um livrito, ainda que barato e de bolso, vai ter de acabar. Não é que eles não sejam lidos - os que compro leio todos, alguns oferecidos... nem por isso! - mas com este roubo constante aos nossos bolsos, não haverá orçamento que aguente extras e "supérfluos"...

Se bem que ainda tenha muitos livros na estante para ler, a curto prazo, a longo terei de arranjar uma nova solução. Não sei se as bibliotecas serão uma - já que não existe nenhuma por perto e implicam transportes e deslocações - a outra será esta: 

abandonar o velho e preferido sistema de folhear página a página cada história, na encantadora ilusão que tudo se resolve no mundo real como na ficção...

Se souberem de outra avisem, sim?

Imagens do facebook.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

BOLOS E BOLINHOS

O Califa sempre foi uma referência na pastelaria fina (como costumava dizer-se!) de Benfica ou até de Lisboa. No início da adolescência mudámos para um apartamento das redondezas, de vez em quando a minha mãe pedia que fôssemos comprar lá uns bolos, especialmente quando íamos visitar os meus avós, o que acontecia quase todos os domingos. E ditava a encomenda: dois pasteis de nata, dois duchesses, duas delícias de morango, dois palmiers e por aí fora, consoante lá supunha o número de pessoas presentes na  hora do lanche. Raramente era inferior a uma dúzia de bolos, porque nunca se sabia se as vizinhas eram convidadas, o que também acontecia quase sempre, desde que elas próprias não tivessem visitas.

Também era certo e sabido que a sôdona Emília, que não era obrigada a comer pão antes de atacar os bolos, como nós, não se inibia nada em começar a comer o bolo que já tínhamos apontado a dedo como sendo aquele que queríamos comer a seguir às torradas. OK, era falta de chá da nossa parte, mas fazer o quê perante aquela gulosa empedernida? Por vezes até comia o meu e o da minha irmã, passando às torradas em seguida...

Porém, a partir de determinada altura era raro comer bolos, como ainda hoje em dia é. A minha irmã, que durante os tempos de liceu teve quase sempre aulas no turno da manhã (enquanto eu tinha de tarde!), ia ao Califa frequentemente, a pedido da minha mãe, comprar o lanche de ambas: nada menos que dois bolos para cada uma! Obviamente, nas férias contavam comigo, mas não sei se enjoei ou coisa, deixei de comer. Dai que a minha irmã, um ano mais nova e alguns centímetros mais alta, tenha terminado o liceu com mais 20 quilos que eu! Que foi perdendo durante os tempos universitários, quando já não lanchava diariamente dois bolos com chantilly!

Apesar disso, continuamos a encomendar os bolos de aniversário no Califa, que a pastelaria de confeção própria continua fresca e cinco estrelas. Mas nunca frequentámos o snack-bar ou o restaurante, porque os clientes habituais eram demasiado "queques" para o nosso gosto....

Ontem, esporadicamente, passei pelo Califa! Era tarde, não tinha almoçado, pensei sentar-me na esplanada e comer uns croquetes (que, por sinal, também costumam ser bons), mas não havia lugar. Fui ao balcão pedir, com a intenção de fazer a refeição ligeira em casa. E qual não foi o meu espanto quando, em vez dos bolos de outrora, observo uma vitrina pejada de miniaturas. Bolinhos muitos, bolos no tamanho original poucos! Vale que ainda não reduziram nos croquetes, mas de caminho aproveitei para trazer estes dois para a sobremesa do jantar:

Escusado será dizer que do tamanho original, não? (e sim, cada um comeu o seu bolo inteirinho!)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

OS SNOBS DO COSTUME...


Imagem de Ian Britton
(alvorecer, em Praga)

Por muito que se pretenda disfarçar, a blogosfera não deixa de refletir a personalidade dos seus escrevinhadores que, tal como no mundo real, não se cinge ao preto no branco: há malta com feitio para tudo, incluindo o de atazanar a vida dos outros!

Se, à primeira vista, não simpatizamos com os temas ou opiniões aflorados num blogue, não voltamos lá, certo? Hummm... acaba por não ser exatamente assim, até porque a tendência é a de visitar quem nos comenta ou os amigos que fomos fazendo por aqui. Uma discordância ou outra acontece inevitavelmente, por vezes até "discussões" mais renhidas, porque não pensamos todos da mesma maneira, nem temos os mesmos gostos. Felizmente...

Portanto, confesso ter um certo horror a gente "iluminada", arrogante ou moralista, cujo intuito blogosferante parece ser o de influenciar ou de subordinar todos os outros às suas pouco humildes opiniões. OK, cada um faz o que bem entender no seu canto, nada contra! Mas "policiar" os alheios, porque não estão conformes com o que consideram correto, pela forma ou conteúdo, arvorando-se de maior cultura ou "experiência de vida" (leia-se, idade)? Epá, não há pachorra!

Já há vários anos que deixei de ter aqui a hora dos comentários, à conta de uma sujeita que me enxofrou, por ter feito um tardio, num post alheio igualmente tardio. Pergunto eu: apita alguma buzina no ouvido do bloguista, quando entra um comentário na caixa, que o acorde sobressaltado e o faça sair da cama num pinote, para responder? A duração e o horário do merecido descanso está longe de ser igual para todos...

Também é um facto que me estou nas tintas para pipocas e afins, mas se estão felizes e contentes, o que é que tenho a  criticar? Pior, muito pior até, parecem-me os tais críticos "iluminados" (será inveja?)! Certa vez, uma delas escreveu uma barbaridade deste calibre (mais coisa, menos coisa): "Há uma gentinha que coloca fotografias maravilhosas de um pôr-do-sol paradisíaco, de um local onde nunca porá os pés, para depois debitar para lá uns poemas manhosos ou umas lamechices." E então, o que é que a fulana tinha  a ver com isso? 

Last but not least, nunca visitei Praga, nem tenciono visitar em breve, mas gostei da fotografia. Cruxifiquem-me!

terça-feira, 29 de março de 2011

CONSUMISMOS...

Há vários anos, uma tia contou-me os problemas que tinha tido com um cartão de crédito. Como inglesa,  quando os cartões de crédito apareceram no Reino Unido ela aderiu a um, satisfeita por lhe dar oportunidade de trocar os sofás da sala e de fazer mais umas comprinhas para a casa. Mas, como muitas vezes acontece nestes casos, esticou-se. Quando as primeiras contas apareceram eram elevadas, foi protelando alguns pagamentos, mas continuava a usar o bendito plástico sem grandes preocupações, já que ganhava bem. Como é habitual no sistema bancário, os juros dessas dívidas também foram aumentando, até que um dia descobriu que o próprio ordenado não chegava para fazer face à quantia de que era devedora. Aí, assustou-se! E, sem ver outra alternativa, pôs o meu tio a par da situação. Ele, português de uma geração habituada a fazer poupanças, mesmo auferindo uma remuneração inferior à dela, prontificou-se a pagar o montante devedor, desde que ela prometesse deixar de utilizar o dito cartão. E assim foi: ele pagou (ela depois fez questão de lhe devolver o dinheiro, em suaves prestações), enquanto ela garantiu a sua promessa cortando o plástico em pedacinhos.
Vem isto a propósito de quê? Que há muita gente por aí que caiu na mesma esparrela da minha tia e agora anda aí "ó tio, ó tio", sem ninguém que possa abonar? Também, mas pronto, não é novidade para ninguém que a sede consumista dos últimos anos muito contribuiu para isso e alguma daquela inveja de "se o vizinho tem, porque é que não hei-de ter?", idem! Com os bancos e outras instituições de crédito a facilitarem esse endividamento, mas agora não vem ao caso...
O que realmente queria evidenciar com o exemplo acima é que qualquer comparação do meu tio com a CE ou a Merkel, em relação ao nosso país, não passa de mera coincidência, por mais tendência que tenhamos em acreditar em milagres, em D. Sebastiões a aparecerem em dias de nevoeiro, em salvadores da pátria. A única e exclusiva preocupação dessa "gente" é com os credores, fecham os olhos às constantes mudanças das regras do jogo (mesmo que usurárias), exibem uma enorme indiferença perante as populações em geral. Importante é manter o sistema em vigor e castigar exemplarmente os culpados pelo não cumprimento. 
Nem sequer é necessário entender muito de política ou de economia para perceber isto. Escusado será dizer que também ninguém precisa de amigos assim!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

EXPULSA DO CONVENTO!

Maria Jesús Galán não era uma freira como outra qualquer: quando lhe pediram para organizar o arquivo da biblioteca do convento, achou que a tarefa seria mais fácil com um computador. Deram-lho e ela concretizou o pedido em tempo tão útil que até recebeu um prémio de mérito das entidades regionais. O que não agradou nada lá às restantes freiras de Santo Domingo, em Toledo - Espanha, pois passou a ser conhecida como "Irmã Internet" por também ter aderido ao Facebook, onde encontrou centenas de amigos. Nem à hierarquia eclesiástica de Toledo, que resolveu expulsá-la ao fim de 35 anos de serviços em nome da Igreja. Explicações? Nenhuma!
Assim, aos 54 anos regressou a casa da mãe, anda à procura de emprego compatível para as suas qualificações e... multiplicou os seus amigos internautas de centenas para milhares! Segundo consta, afirma que não está especialmente preocupada: "Nasci feliz, vivo feliz e morrerei feliz!"  E está disposta a viajar e conhecer o mundo...
Acho graça a estas invejas conventuais, que trocam o mel com o fel nos ingredientes da doçaria. Coisa para Gordon Ramsay esganar alguém. A Igreja Católica não precisa, determinada em dar tiros no próprio pé ou... em suicidar-se!

Imagem da net.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SINCERAMENTE...

... cada vez tenho menos pachorra para pessoas que acreditam ser muito honestas, sinceras e  verdadeiras, mas analisando mais friamente são apenas estúpidas e malcriadas, quando não até conflituosas. E se antigamente era coisa de velhotes taralhocos com os neurónios baralhados, cada vez mais aparecem jovens ou adultos dizendo "umas verdades" quando lhes dá na veneta, sem se preocuparem se magoam ou ofendem alguém.
Claro que todos têm direito à sua própria opinião, que por vezes não entendemos por ser diametralmente oposta à nossa, já para não falar de questões políticas, religiosas, científicas ou até futebolísticas, que envolvendo crenças e paixões originam discussões mais acesas. Mas entre pessoas civilizadas aceitam-se pontos de vista diferentes e cada um fica na sua, sem se resvalar para o insulto.
Recentemente, a minha mãe foi lanchar com o seu  grupo da terceira idade e voltou muito magoada com uma amiga de infância que, a propósito de banalidades, afirmou com toda a "franqueza": "Ah, mas o teu marido era muito antipático!" Ela ripostou que não, que era apenas um homem calado (realmente não tinha propensão nenhuma para conversas de chacha, ainda menos para boatos baseados na leitura da "Hola"), mas a outra insistia, que até podia contar umas "verdades"! A conversa só não azedou mais, porque os restantes convivas esforçaram-se para mudar de assunto. Mas isto é ser sincero?  Não alinho naquelas correntes em que morrer é igual a  ter sido um santo em vida - nem em relação ao meu pai, nem a ninguém - mas parece-me  necessária  uma grande cara de pau para fazer críticas destas em relação a alguém que já morreu há um tempão, especialmente dirigidas à mulher que o amou!
Enfim, obviamente aconselhei-a a não ligar, que a outra estava xexé. Passou! Mas, aos poucos, estou a descobrir que existem criaturas que merecem que sejamos muito francas com elas, postura que só podem aplaudir. Assim, se porventura encontrar a tal amiga da minha mãe, garanto que vou ser extremamente sincera...

sexta-feira, 5 de março de 2010

MANIAS DE SEMPRE!

Fotografia de Ian Britton

O desafio e o selinho chegaram da Teresa do blog "Ematejoca Azul" e segue para todos os 'linkados' na faixa lateral que os queiram apanhar, no todo ou em parte. Podem copiar o selo que está lá no final (não confundir com as maçãs, eheheh!) e o desafio resolve-se respondendo aos seguintes temas:

MANIA
Algumas crises de onicofagia...

PECADO CAPITAL
Se capital aqui significa mortal, daqueles 7 com que a Igreja não se compadece (transformados em 13 pelo actual Papa), será preguiça, sem sombra de dúvida!

MELHOR CHEIRO DO MUNDO
Maçãs! Na tarte que está no forno, no pomar, no shampoo...

SE O DINHEIRO NÃO FOSSE PROBLEMA
Viajava muito mais, quase pelo mundo inteiro! O quase deriva de alguns locais que teria medo de visitar!

HISTÓRIA DE INFÂNCIA
Houve um tempo em que a minha avó alimentava sete cães e um gato. Um dia, estando no jardim, vi o Tareco a fugir perseguido pela matilha dos sete cães, o que teve a sua piada, pois os cães tinham portes e ladrares diferentes, desde o possante Lord cor de mel, com Jollies, Bobbies e Negrita pelo meio da fila indiana, terminando com outro Lord, de raça anã e um latido fininho. Tive receio pela integridade do bichano e fui avisar a minha avó, que disse que eles estavam a brincar. Não me parecia brincadeira, mas como percebi que o Tareco tinha conseguido escapar, não voltei a preocupar-me.
Alguns dias depois, numa tarde soalheira, encontrei-os todos espojados a dormitar no chão do quintal, o gato estava quase encostado ao grande Lord, sem receio algum. Aí entendi que a minha vovó tinha razão!

HABILIDADE NA COZINHA
São várias, até porque adoro cozinhar! Faço um soufflé de bacalhau muito bom, modéstia à parte, mas o principal segredo desta receita é que tem de ser servida logo após sair do forno, caso contrário encolhe e enrijece, prejudicando o seu paladar.

FRASE PREFERIDA
"Só sei que nada sei!" Sócrates, o filósofo.

PASSEIO PARA O CORPO
À beira-mar ou em jardins.

PASSEIO PARA A ALMA
Nas mesmas praias e jardins.

O QUE ME IRRITA
Arrogância, deslealdade, manipulação e mentira!

PALAVRAS QUE MAIS USO
Segundo um teste no FB, essencialmente advérbios (de lugar, modo, etc.).
Mas as minhas preferidas são amizade, vida, esperança, alegria, brincadeira, verdade, petisco, colorido, estaminé, quiproquó e felicidade, entre tantas outras...

PALAVRÕES
Merda! É corriqueiro, mas é o que sai em momentos de maior irritação.

TALENTO OCULTO
Ui, tantos! Mas tão ocultos...

NÃO IMPORTA QUE ESTEJA NA MODA, JAMAIS USARIA
Tatuagens!

QUERIA TER NASCIDO A SABER
Tudo! Continuo a tentar, vida fora...

BOM FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!

domingo, 22 de novembro de 2009

O DIA DO PASTEL DE NATA

O ser humano é um animal de hábitos. Ora se durante anos raramente comia uma fatia de bolo (nem em aniversários, diga-se de passagem), porque é que nos últimos tempos, todos os Domingos, começámos a comprar um bolinho, daqueles tipo caseiro, em que raramente sobrava uma migalha para amostra no dia seguinte? (se bem que não seja eu a comer a maior porção, note-se!) E depois dessa fase, começou a dos pastéis de nata: que se vendem aos magotes, no mesmo local, havendo até gente a fazer fila para a gulodice dominical. Na verdade, têm um folhadinho estaladiço e um creme delicioso, de deixar a um canto os famigerados pastéis de Belém...

Em miúda costumava ouvir a minha avó citar uma frase popular: "Não há Sábado sem sol, Domingo sem missa, nem Segunda sem preguiça!" Como os tempos mudam! Sábados soalheiros este ano foram raros, mesmo quando a malta passava a semana a suar as estopinhas e a sonhar com a praia ao fim-de-semana, que amanhecia invariavelmente chuvoso ou nublado.

Hummm... Domingo sem missa, pois, contam-se pelos dedos de uma só mão os católicos que conheço que ainda lá vão. Porque não simpatizam com o prior da freguesia, preferem ir passear ou ficar na cama a dormir. Obviamente são opções, mas eles é que acreditam em pecado e Inferno... Por aqui o único ritual é o do pastel de nata domingueiro (nham nham) e quando falha, como hoje, porque havia jogo na Catedral (ai, ai!) e a zona estava mais densamente povoada do que o costume, faz cá uma falta. Tanta que tive de a compensar com uns chocolatinhos - e ainda me admiro de ter engordado cinco quilos nos últimos 3 anos! (ai, ai!)

Onde o provérbio continua actual e a fazer todo o sentido é na preguiça de Segunda-feira... (ai, ai!)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

PETULÂNCIAS...

Fotografia de PreDatado, neste blogue.

Não tenho paciência para gente petulante ou arrogante, nem nunca tive!

A rapariga considerava-se o suprassumo da beterraba lá na terra: bonita, elegante, inteligente, estudiosa, de "boas famílias", católica como os pais mandavam, não falhava uma para agradar a todos. Todos que interessassem, obviamente, que a restante populaça tratava como humildes serviçais ao seu dispor. Com um sorriso encantador nos lábios, para uns, ou a atirar pedregulhos em cada palavra, aos outros.

Ria-se imenso quando elogiavam todos os seus predicados - de modesta tinha pouco - lançava chispas, através da voz metálica ou do olhar, a quem discordasse de uma simples opinião dela. Era Miss ou Princesa, o pódium ninguém lhe iria tirar!

Gostei do novo look tipo baleia, quando a (re)vi recentemente... (sou sempre uma queriducha, com as antipatias de estimação!)

D I V I R T A M - S E ! ! !

domingo, 5 de abril de 2009

RAISTAPARTIÇA...

... era uma expressão que o meu avô usava de vez em quando, em momentos de irritação! Actualmente suponho que queria dizer "raios te partissem!", embora nunca o tivesse ouvido dirigir a imprecação em relação a pessoas, mais a contrariedades do dia a dia.

E isto vem a propósito do único pecado mortal que confesso ter, sem sombra para dúvidas: a PREGUIÇA! Tinha estipulado preencher ontem a declaração de IRS, mas, não sei porquê, mais um saltinho ao blogue, comentário aqui ou ali, um telefonema prolongado, um passeio, uma compra inadiável, umas páginas do livro, um pouco de televisão, TARUZ, 3 da matina e népias!

'Tá que ando enressabiada com os impostos camarários - esgotos e IMI, mesmo que divididos em duas prestações cada - que se sucedem a um ritmo alucinante. Vivo em algum palacete para pagar este montante? Será que todos os portugueses pagam assim, ou é só em Lisboa? O ordenado mínimo nacional não está em 450 euros? Não chega, para o conjunto dos dois impostos anuais.

Raistapartiça! Para além da preguiça, a esta hora já não há cabeça para a matemática...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A GALINHA DA VIZINHA...

Fotografia de Ian Britton

Não tenho galinhas! De modo que se uma vizinha tiver uma franguita assim a dar para o depenado, num galinheiro improvisado na banheira da casa de banho, de certeza que é mais gorda que a minha... descontando as pernocas de frango armazenadas no congelador, até ao dia em que chegarem ao tacho, evidentemente!

Assim, no seguimento do desafio da Ematejoca, confesso ser totalmente isenta do pecado da INVEJA. Aliás, por de todos os 7 (ou 13?) ser o que mais me perturba e confunde os neurónios. Suponho que todos desejamos ter uma vida boa, com o conforto necessário e sem grandes preocupações com os euritos a escassear, no fim do mês. Uma ambição comum! Mas se a vizinha tem carro novo, ou o amigo uma aparelhagem B&O ou o colega de emprego comprou um ecrã plano gigantesco para a sua sala? Que bom, não é?! Haja felicidade, cada um a seu modo!

Outra ambição normal, para lá da questão material, é garantir uma profissão onde se tem prazer em trabalhar (independentemente da remuneração mensal e de horários a extravasar o estipulado), um bom marido/mulher que partilhe connosco alegrias e tristezas no dia a dia, eventualmente um bando de filhos alegres, simpáticos, saudáveis e inteligentes. Quem consegue este "pacote" todo é, sem dúvida, afortunado! Uma coisa é desejar tudo isso, outra é ficar enressabiada por alguns atingirem essa meta...

Pecado talvez seja ter pena, como a galinha, dos dotes artísticos não serem fabulosos - nem pouco mais ou menos - para várias áreas que admiro bastante. Mas se não sei tocar guitarra e nem sequer tenho unhas para isso, porque é que haveria de ser invejosa?

Quase santa, não é?!

*******
Adenda:

Parabéns, Myllana!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SEM SOMBRA DE PECADO?!


Nunca vos aconteceu começarem a escrever um texto e acharem que não interessa a ninguém? Então, depois de meditar longamente sobre o assunto - no caso, um desafio da Ematejoca* - concluí que sou quase uma santa (cóf, cóf) e que pecados mortais quase não moram aqui! Além do mais, ainda detesto moralismos (religiosos ou outros), paternalismos e maniqueísmos. Mas a discussão do tema parece-me interessante, dá "pano para mangas", pelo que decidi debatê-lo aqui, em fatias, começando pela GULA.

Como certamente todos saberão, os 7 pecados mortais - gula, avareza, inveja, ira, soberba, luxúria, preguiça - foram recentemente ampliados para 13, por decisão do Vaticano, que resolveu conceder uma nova dimensão social aos comportamentos pecaminosos. Portanto, manipulação genética, pedofilia, aborto, poluição ambiental, consumo de drogas e riqueza desmesurada associaram-se ao rol anterior. Hummm... não é estranho acrescentarem mais uns quantos aos que figuravam nos textos ditos bíblicos, assim de repente, porque apeteceu? Não é caso para perguntar, se não foi com a mesma ligeireza que um dia um Papa qualquer acordou indisposto, por ter comido demais na véspera, e decretou a gula como pecado? É que já lá vão mais de dois milénios e se foi tão fácil assim no ano passado, imagine-se como teria sido ao longo de todo esse tempo...

Entendendo-se por gula comer mais do que o necessário, quem é que nunca cometeu esse excesso? Exceptuando aqueles casos extremos, de pessoas que se sentam à mesa e limpam tudo até à última migalha, sem se preocupar se as que as rodeiam comeram ou não, que motivo seria o de Deus para proibir isso? Omnipotente, omnisciente e omnipresente, certamente compreenderia que os mais humildes apóstolos de Cristo, quase todos pescadores, nos dias de boas marés comeriam mais, para contrabalançar os outros em que as redes voltavam vazias. Como eles, toda a restante humanidade. Dito isto, é certo que alguns se empanturram, enquanto outros morrem de fome. Mas deixavam de ser comilões (atenção que estou a referir pessoas, não governantes) e resolviam a fome no mundo? Todos sabemos que não!

Ah e tal, sou uma lambona (como a outra da Planta) e não quero confessar? Ná! Aliás, sou tida como "pisca", mas uma vez ou outra já exagerei na dose, especialmente com alguns dos pitéus favoritos. Corri para o confessionário? Não! Então já tenho o destino traçado pela Igreja Católica: repouso eterno lá nas profundezas do Inferno!

"Perdida por 100, perdida por 1000", se o vaticínio é esse por um pecadilho esporádico, vou continuar a analisar o tema, à medida do apetite...

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*O desafio consiste em relacionar os 7 pecados mortais com o comportamento de cada um de nós, pessoalmente, e está aberto a todos que lhe queiram pegar. Ao desenvolver a temática não se pretende ofender ninguém, católicos, agnósticos, ateus ou de qualquer outra religião.


Imagem daqui.