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sábado, 6 de junho de 2015

VIVAM AS CARACOLADAS!

Comecei a desconfiar que o ataque às caracoladas estava para breve, quando vi um masterchef (Nova Zelândia) a indignar-se com uma concorrente, por ter atirado uma lagosta para dentro de uma panela de água a ferver. Segundo a criatura, a lagosta precisava de ser morta com uma facada na cabeça antes de "mergulhar" no tacho. Porque era uma crueldade, blablablá. Isto vindo de um cozinheiro parece-me do mais caricato possível: óbvio que ninguém no seu juízo perfeito deseja ver os animais a sofrer antes de servirem de refeição, mas daí a uma facada ser mais "humana" do que um caldeirão, pois, são outros cinco paus. Aliás, embora nos últimos 30 anos nunca tenha cozinhado lagosta (por outros motivos que não o sofrimento da bicha), também foi assim que me ensinaram a cozinhá-la. E como não sei ao certo onde se deve espetar a faca para a tal morte rápida, desconfio que, no meu caso, a tentativa de lhe infligir menos sofrimento resultaria infrutífera. 

Mas quer dizer, se já estavam com esses pruridos com a lagosta (como com sapateiras, navalheiras, lavagantes e afins), de certo não iria faltar quem se lembrasse das amêijoas, cadelinhas, mexilhões e quejandos, bem como dos benditos caracóis. E foi assim que esta semana surgiu no facebook mais um grupelho a exigir que se acabassem com as caracoladas. Escusado será dizer que esta gente é vegetariana, vegan ou só parva, porque na verdade ninguém lhes diz que alfaces, tomates e outros vegetais e frutos gostem de ser comidos - e a maior parte das vezes "esquartejados", antes de ingeridos. Desconfio que não, mas isso sou eu!

Não façam confusão: não tenho nada contra vegetarianos ou vegans (já não direi o mesmo em relação a gente parva), desde que não tenham a veleidade de me "obrigar" a seguir a sua dieta. Tal como os nossos antepassados desde tempos imemoriais sou omnívora e não pretendo mudar a minha alimentação. Infelizmente, a insistência de que eles é que estão cobertos de razão e que portanto todos lhes devem seguir as pisadas é uma das características que costuma transformar vegetarianos (ou vegans) na tal gente parva...

Bom, mas verdade seja dita, que o que mais gosto nas caracoladas nem sequer são os caracóis: servem como pretexto para reuniões entre amigos, que por vezes já não se veem há muito. E há alguma coisa melhor do que pôr a conversa em dia com velhos amigos, frente a uma bela petisqueira? Foi o que aconteceu esta semana, quando me juntei ao Rafeiro Perfumado, à Gata Verde e ao FatiFer frente a uns belos caracóis, retomando assim uma antiga "tradição" - que teve um interregno no ano passado, por razões óbvias. Um encontro bastante animado, que nenhum activista anti-caracoladas se atreveu a interromper!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

CASTELO COM VISTA SOBRE A CIDADE...

... e cidade com vista sobre o castelo. Mas para ver as vistas, nada melhor que uma esplanadinha à beira-rio plantada. Ou não, que esplanadas não faltam por Lisboa. As sugestões não são minhas, nem tão pouco são exaustivas - só assim a priori, lembro-me de mais uns quantos quiosques espalhados pela cidade. Mesmo assim, para os lisboetas ou para os turistas e visitantes, aqui fica uma listinha de 50 aprazíveis esplanadas. Nas quais convém sempre verificar primeiro os preços da ementa, que alguns são upa upa.

A partir de amanhã e até dia 14 de junho, há que acrescentar mais umas quantas no parque Eduardo VII, como apoio à 85ª Feira do Livro de Lisboa. Churros e ginjinha já começam a ser uma tradição da feira, que nem só de literatura vive o homem (e a mulher)...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EM MAIO, VAMOS PASSEAR...

... por Lisboa, está claro! Nós e uns milhares de turistas, com a mesma ideia, como se viu este fim de semana. Espanhóis aos magotes e outros estrangeiros de muitas línguas, algumas totalmente desconhecidas aos nossos tímpanos. E não faltam razões para as passeatas:

A World Press Photo já está em exibição no Museu da Eletricidade e por lá permanecerá até dia 24 de maio. Ainda no capítulo fotográfico, a exposição "Génesis", de Sebastião Salgado, promete "uma homenagem à grandiosidade da natureza e uma alerta para a fragilidade da Terra" e estará patente até dia 2 de agosto, na galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, ali para a Junqueira.

De música também não estaremos nada mal servidos, com a 9ª edição do MEO OUT JAZZ, que regressa aos jardins, praças e miradouros lisboetas, num programa de fins de semana que se estenderá até finais de setembro. Jazz e não só, avisam os organizadores. O programa esse poderão vê-lo aqui... com uma lupa!


E quando os cinemas têm tendência a fechar portas, eis que reabre o cinema Ideal, um pequeno cinema de bairro ali na rua do Loreto, perto do largo Camões.


Quiosques e esplanadas também não faltam ali para a zona do Chiado e, em maio, é bom lembrar que estamos em plena época de caracóis, portanto a convidar para o petisco. Mas podemos sentarmo-nos apenas para beber uma imperial ou refresco...

... enquanto artistas de rua vão ganhando uns cobres petrificados como estátuas, tocando com a sua banda ou executando enormes bolas de sabão para divertimento da criançada. No ar paira um agradável cheiro a flores, talvez provenientes desta loja...

... ou das árvores, arbustos, jardins e vasos e vasinhos das redondezas.

Para um lanchinho mais à maneira, nada como ir experimentar a nova cervejaria "100 montaditos", que segue em tudo a conhecida cadeia espanhola, excepto no espaço, que aqui já na zona do Príncipe Real é reduzido a cerca de uma dúzia de mesas:

Mas vale a pena, para quem é fã destas sandoscas variadas e em conta.

A biblioteca itinerante estava no sítio do costume, recordando que ainda este mês tem início a 85ª edição da Feira do Livro de Lisboa - de 28 de maio a 14 de junho, para ser mais exata.


Então, temos ou não temos boas razões para passear este mês?

Todas as fotos e colagens são minhas, excepto a do programa do MEO OUT JAZZ.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O MEU AMOR É VERDE

Há nomes muito bem escolhidos e o desta loja de plantas captou a nossa atenção. A tal ponto que o maridão me deu de presente este lindo e pequenino cato, para juntar à reduzida "coleção" deste ano - ainda não plantei nem a salsa, nem os coentros da praxe, mas está para breve. Para compensar, já floriu timidamente uma primeira orquídea, mas os botões existentes prometem muitas mais. 

O espaço onde fica a loja de "O Meu Amor É Verde" (não, não se trata de nenhuma clubite aguda num estádio de futebol), foi outra agradável surpresa, onde já não punha o pé desde os meus tempos de esbórnia - ou seja, vai para cerca de 30 anos. Remodelado e adaptado aos novos tempos: a praça da Ribeira.

Da velha tradição do cacau - que, diga-se em abono da verdade, nunca bebi - aos chefes e restaurantes de gabarito vai um grande passo, mas foi essa a opção para o local. E não me parece que ninguém se possa queixar, alguns dos melhores e mais famosos paladares da gastronomia nacional estão ali representados, além da sofisticação de alguns pratos gourmet.

A multidão pode ser um incómodo, pessoalmente visitámos sempre "fora de horas" - tanto quanto percebemos o serviço é "non stop" - portanto nunca tivemos problema em sentar, que o espaço é bastante amplo. Ainda longe de termos provado todos os pitéus, os que mais nos surpreenderam pela positiva foram:

as bochechas de porco preto, com puré de batata, couve lombarda e bacon, no restaurante de Henrique Sá Pessoa;

e o pudim de Abade de Priscos da chefe Marlene, que assim à primeira vista pode parecer uma porção diminuta, mas é tão docinho que chega perfeitamente.

Cacau para quê... se nem gosto de leite?!? 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

HOME SWEET HOME

Por vezes os sonhos são tramados. Anda uma pessoa uma vida inteira a sonhar com uma viagem de alguns dias a Roma, já se visualizando no Coliseo, na Fontana di Trevi ou na Capela Sistina naqueles minutos que antecedem sonos mais profundos, para depois na véspera ir parar ao hospital e acabar internada. Há quem apelide estas "contrariedades" de Grande Galo Universal mas, independentemente da denominação, para pessoas de menor tolerância e paciência (como a je), a vontade de rosnar em vez de falar civilizadamente ataca desde o primeiro instante.

Contudo, não há dúvida que a mente humana se adapta e muda constantemente. E se a vontade rosnar ainda não passou inteiramente - coitados dos que me aturaram, com enorme paciência! - os sonhos sobre Roma depressa desapareceram, para dar lugar a outros mais prosaicos... e repetitivos. Este era um dos mais frequentes:

Desejo esse já satisfeito ontem ao jantar, logo após o regresso a casa de 23 dias de internamento hospitalar. OK, era um sonho mais modesto, mas que o franguinho estava uma delícia, lá isso...

BOM FIM DE SEMANA (E BOM APETITE)!

Imagem da net.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SALADAS, PETISCOS E MARISCOS!

Como é óbvio não tirei fotografias a tudo o que provei ou comi em férias. Até porque a maior parte dos jantares foram em casa, com comida igual à que comemos todo o ano - não há orçamento que resista a 6/7 pessoas jantarem fora diariamente durante uma quinzena. Ou se há, não é o meu...

De qualquer das formas, ainda houve azo a uma mariscada caseira (com amêijoas à bulhão pato, gambas da costa, percebes e navalheiras, que há fregueses para todos os gostos) ou a uma petisqueira num dia em que três amigas foram ter connosco. Contudo, quase todos os registos fotográficos gastronómicos são de dias mais calmos e sobretudo em fins de tarde.

Um dos meus preferidos foi realmente aquela saladinha de mexilhão com molho vinagrete, na foto acima. Uma delícia!

A de frango também tem um aspeto saboroso, mas a de gambas reproduzi algumas vezes em casa: não fica tão bonita, nem é exatamente assim, mas também há que lhe dar um toque pessoal...

Coisa rara de comer em Lisboa são estes jaquinzinhos fritos, que encontrámos na praça de Armação de Pêra - aqui não vejo há bué! Um aperitivo que "marchou" num instante!

Outra noite, a minha sobrinha mais nova, que aos 14 anos já se interessa por culinária e tem muito jeitinho, serviu-nos esta entrada:

meloa, canónigos e salmão enrolado numa tira de pepino, polvilhado com ovas de salmão (no caso, creio que um sucedâneo, com gosto a caviar) e borrifado com vinagre balsâmico. Muito bom, se bem que a meloa deveria estar mais madura!

Enfim, mas na ronda das esplanadas também não faltaram uns caracolitos...

... nem na dos restaurantes a bela sardinha assada em cima no pão, acompanhada de salada algarvia.

Cerejinha no topo do bolo foi a descoberta deste Jardim da Cerveja, em Porches (isto de evitar a via do Infante também compensa!), com comida tradicional alemã, onde por acaso jantámos no Dia Internacional da Cerveja, nas vésperas do regresso a Lisboa. Do repasto, bem mais pesado, não há fotos, mas escolhemos umas salsichas com mostarda e salada de batata de entrada, um pernil de porco assado com salada de couve (tipo chucrute) e strudel de maçã de sobremesa. Gostei especialmente do pernil, da salada de batata e da sobremesa. E, claro, do ambiente muito agradável, mesmo que a música não fosse a típica alemã (a cargo de um brasileiro, como aliás em quase todo o Algarve onde passei). Desmoer a jantarada é que já foram outros 5 paus...

Bom apetite! 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

QUATRO EFES: FÉRIAS, FESTIVAIS, FEIRAS E FOTOS!

As férias estão a chegar ao final, pelo menos para já! Mas no início do agosto algarvio não faltam festivais gastronómicos e regionais de sardinhas, mariscos e petiscos, sendo impossível ir a todos - por várias razões. Por outro lado, a Feira do Livro na zona ribeirinha de Portimão já está aberta ao público (e até dia 22 de agosto), mas desta vez resisti à tentação...

Contudo, antes do regresso a Lisboa não consigo organizar as fotografias: são bastantes, algumas parecem giras, mas num portátil alheio e sem programa adequado (Picasa ou outro) é quase uma aposta no escuro. Portanto, essas ficarão para outros dias... dentro em breve.

Até lá, tenham um MARAVILHOSO fim de semana, com ou sem férias no cardápio!

(Nota: a foto é minha, que ainda passei algumas das primeiras, mas não quis sobrecarregar com as restantes...)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ELE E ELA

É verdade, os caracóis voltaram a fazer parte das ementas de cervejarias e tascas, abrindo a época propícia ao petisco. Adivinham-se pois agradáveis momentos em torno dos mesmos, enquanto se aproveitam essas tertúlias para colocar as conversetas em dia.

Contudo, por vezes deparamos com o reverso da medalha, como aconteceu um destes dias. Quatro homens já estavam sentados noutra mesa do pequeno estaminé, adivinhava-se que já tinham bebido uns copos: falavam mais alto do que o necessário! Também não íamos demorar muito, portanto não nos iam incomodar por aí além.

Mas, de facto, a estupidez humana incomoda bastante. Em resposta a um comentário que não ouvi, dizia o mais "entusiasmado" de todos, em voz ainda mais alta: "Essa?! Bastava eu ligar-lhe que ela vinha logo a correr." O outro pareceu incentivá-lo. E ele, com uma risadinha de desprezo: "Não, eu é que não quero!"  Ora que necessidade terá um homem destas gabarolices baratas e em público?

Quando saímos, não resisti a olhar para a cara do fanfarrão, já que anteriormente não a via do local onde estava sentada. E até tive vontade de rir - uma fraca figura, aparentando os seus 40 e tal anos, com um bigode farfalhudo a lembrar tempos revolucionários e ar de labrego q.b, de elegante e sedutor não tinha o mínimo vestígio. Quer dizer, das duas uma: ou o fulano é um aldrabilhas dos antigos ou então há mulheres realmente muito carentes nesta terra. Outra hipótese é que o cervejame lhe tenha inchado o ego e já estivesse a falar só para não ficar calado...

Já praticamente tinha esquecido o episódio, quando ontem deparei com esta publicação no facebook (que, obviamente, não sei se é da autoria de quem a reproduziu) e relembrei a cena:


quarta-feira, 13 de março de 2013

SABORES DO MUNDO...

O desafio hoje é gastronómico e muito fácil. Sabem identificar o país de onde estes diferentes pratos são oriundos? Bem sei que não são realmente representativos do mundo inteiro, mas são típicos e tradicionais do respetivo país, sobejamente conhecidos por todos os portugueses, mesmo que alguns possam nunca ter provado. Uns mais apreciados que outros, consoante o paladar de cada um.

Para ver melhor a imagem, basta clicar na foto. Mas não me responsabilizo por qualquer súbita e eventual  "água na boca"...

Bom apetite!

Adenda a 14 de março de 2013 - As respostas que mais se aproximaram foram da Maria, da Rosa dos Ventos e da Catarina, com 8 certas, até a Safira acertar em 9, com posterior idêntico resultado da Maria e eram as seguintes:
1 - Sushi - Japão;
2 - Feijoada - Brasil;
3 - Eisbein com chucrute - Alemanha;
4 - Cozido à portuguesa - Portugal;
5 - Esparguete à bolonhesa - Itália;
6 - Ratatouille - França;
7 - Paella - Espanha;
8 - Goulash - Hungria; (um guisado de carnes ou ragout, com muita paprika!)
9 - Arroz Chau-chau - China;
10 - Caril de gambas - Índia.
Obrigada a todos pela participação! 

Colagem de imagens da net.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

TOP CHEF

Sou espetadora assídua de programas televisivos de culinária. Sem pretensões a grande cozinheira, facto é que se aprende sempre qualquer coisa com os grandes mestres-cucas do mundo inteiro, inclusivamente a inovar um pouco os sabores e paladares das ementas do dia a dia ou a empratar de uma forma mais atraente e apelativa, já que "os olhos também comem"... 

Bom, mas enquanto alguns chefes procuram ensinar algumas das suas técnicas a "donas de casa", quando toca a concursos, estrangeiros ou nacionais, a coisa fia mais fino. Os concorrentes costumam ser profissionais, o júri também, mas as exigências destes raiam o absurdo: frequentemente dão pouco tempo para a confeção e o uso obrigatório de ingredientes que não combinam torna a tarefa mais complicada. Depois, no final, ainda torcem o nariz ao provar - ou porque ficou demasiado simples, ou porque a salganhada é grande, ou mais uma série de críticas parvas, face às circunstâncias. O que também dá azo a cenas caricatas, como daquela vez em que nenhum dos concorrentes conseguiu cozinhar a galinha ou o pato em 20 minutos, de modo que os jurados provaram o "pitéu" semi-cru. Eheheh, fartei-me de rir!

"Top Chef" é um desses concursos americanos, que já está a exibir em Portugal a sua 7ª temporada.  Das que vi (falhei as duas primeiras), a 6ª foi, sem dúvida, a competição de mais alto nível - fiquei absolutamente fascinada  pela dedicação e perícia dos finalistas, os irmãos Michael e Bryan Voltaggio e Kevin Gillespie. O primeiro acabou por vencer,  mas os outros dois deram luta renhida até ao fim e sem "golpes baixos", como vem sendo habitual. Engraçado é que mesmo sem provar ou sentir o aroma dos pratos, logo de início ficamos com uma ideia bastante clara que quem são os prováveis vencedores. Embora o júri seja exageradamente crítico, picuinhas e arrogante em relação a todos...

Escapou-me que a RTP também estava a exibir a versão portuguesa do programa. Que já vai no 9º episódio, mas perdi os seis primeiros. Porém, desta vez, não tenho a mínima pista de quem poderá vencer. Porquê? Porque muitas vezes a apreciação do júri faz-se mais por esgares e caretas - fala pouco e de modo imperceptível, para lá de um "não presta", "não gostei" ou um raríssimo "tá bom" e... fim de conversa. Sem duvidar da competência profissional dos jurados, facto é que nem toda a gente é capaz de falar clara e concisamente perante as câmaras de televisão, que é  técnica que também se aprende!

As provas são igualmente disparatadas, numa sessão os candidatos tiveram de confeccionar um prato usando três técnicas da gastronomia molecular e, claro, houve quem achasse que os pratos não faziam sentido nenhum. Mas então não foi o que pediram? 

No entanto, diga-se em abono dos concorrentes portugueses que a competição entre eles é muito mais salutar, sem as sacanices dos seus congéneres americanos, que não se acanham em alterar as temperaturas do forno dos colegas, "esquecer" a porta de um frigorífico aberta ou, cerejinha no topo do bolo, gamar literalmente um molho ao parceiro do lado, sem que este possa provar o gamanço. Valha-nos isso!

Imagem da net.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ORA VIVA QUEM INVENTOU O DESCANSO!

Festas, feiras, festivais gastronómicos, espetáculos, concertos musicais e outras atividades mais ou menos culturais sucedem-se em todo o litoral algarvio a um ritmo alucinante, nesta época do ano e até aos finais de agosto, princípios de setembro.

O oferta é grande, mas torna-se  praticamente impossível ir a todas, mesmo que haja muito interesse. Não fui a nenhum desses eventos, excetuando a feira do livro de Portimão - que estará em curso até ao dia 26 de agosto, diariamente entre as 18 e as 24 horas - onde não resisti à tentação de comprar mais um livrito. Mas fica a dica, para quem vier brevemente para estas paragens, sendo que em Faro também decorre a feira do livro local, até ao próximo domingo.

Azáfama em férias, para lá da da praia, piscina, petisqueiras, convívio com alguns amigos e uma ou outra passeata? Hummm... será para alguns, mas não para todos! Aqui o lema é mesmo o "ora viva quem inventou o descanso!", frase lapidar de um familiar... (e, por acaso, o mais incansável a organizar, cozinhar,  abastecer o frigorífico e a ressonar... que ninguém é perfeito!)

UM FIM DE SEMANA DESCANSADO PARA TODOS!


segunda-feira, 18 de junho de 2012

CASTELO DE S. JORGE

O dia estava assim meio fusco, mas até dava jeito que não estivesse muito calor, que isto de andar a subir e a descer encostas e escadinhas com uma grande caloraça... não é para todos! O passeio há muito estava agendado, acabou sempre adiado por isto ou por aquilo, mas ontem lá seguimos rumo ao castelo de S. Jorge.

Aliando o útil ao agradável, aproveitávamos para comer umas sardinhas numa daquelas tasquinhas e depois fazíamos a visita. Como já não fomos muito cedo (o velho costume de preguiçar na cama ao domingo de manhã) e já estávamos com fome, para lá apanhámos o metro e o autocarro até às portas do castelo e foi por ali que almoçámos, tardiamente. Numa viela toda engalanada de grinaldas dos santos populares, mas um autêntico fiasco, que de frescas e boas não tinham nada, pareciam requentadas da véspera ou sabe-se-lá-de-quando (não entendo estes comerciantes que pretendem manter um negócio assim!). Mas pronto, pagámos e não bufámos e seguimos caminho...

Tal como o Fatifer avisou há uns tempos, os residentes em Lisboa não pagam entrada - bastou mostrar o cartão de contribuinte na bilheteira. Para estrangeiros e outros portugueses, o preço normal é de 7,50 €.

Mas que valem bem a pena, pelos interiores...


... como pela magnifica vista panorâmica sobre a cidade...

... e o rio Tejo:

igualmente, quanto mais alto se sobe (subi, sim, não venham cá com coisas!), mais se alargam os horizontes e melhor ficam as fotografias.

Depois da caminhada ainda nos sentámos numa esplanada a beber uma imperialzita, mas o compagnon de route estava a começar a ficar cheio de bérie-bérie-pic-pic-holandês para vir para casa ver a bola (faltavam cerca de duas horas!), quase fui arrastada encosta abaixo pela mão dele, a tirar fotografias com a outra, até que as pilhas da máquina pifaram. Coitada, estava cansada de tanta atividade e ele... aliviado, que já não havia motivo para mais paragens!

O passeio ao miradouro de santa Luzia ficou prometido para outra ocasião, a viagem de regresso teve uns pequenos percalços (ihihih, nem vou contar!) , mas foi um domingo inesquecível... por todas as razões!

Recantos, encantos, bicharada e outros pormenores que encontrámos pelo castelo e arredores, também ficarão para uma próxima oportunidade...

Parabéns à rapaziada da seleção portuguesa de futebol!

terça-feira, 12 de junho de 2012

O DESTINO DAS ALCACHOFRAS

Na noite de santo António, rezava a tradição que se devia queimar a flor de uma alcachofra silvestre, replantá-la num vaso ou canteiro, regar a terra e esperar que voltasse a florir - se tal acontecesse, era sinal que o amor do/a jovem era correspondido, se não... nem por isso! Uns referiam que devia ser queimada na própria fogueira de rua nessa mesma noite, outros não eram tão específicos sobre o local onde se queimava. Certo é que tinha de ser nessa noite, para o "presságio" ser fiável!

Sempre achei piada a estas tradições populares - em miúda, uma coitada de uma alcachofra ainda foi vítima dessa minha vontade de saber o que o destino me reservava. Floriu! Nunca percebi o porquê de umas reflorirem e outras não. Mistérios...

Agora... comem-nas! Nunca provei, nem a a vontade é muita. Também não queimei mais nenhuma. Prefiro ver os campos salpicados pelo tom lilás das suas corolas. Certo é que as alcachofras deixaram de ser apenas procuradas no santo António: a "perseguição" agora é orquestrada pelos grandes mestres de culinária e por gastrónomos de gosto requintado.

Alguém já provou... e gostou?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O FRANGO INGLÊS

Uma noite destas fui jantar a um restaurante nepalês, no aniversário de uma amiga. Fui de boleia com outra e fomos das últimas a chegar. Pouco depois chegou outro retardatário, ficámos a um canto da mesa. Já as chamuças estavam a acabar e os restantes convivas tinham feito os seus pedidos. Sem problema!

Como não conheço a cozinha nepalesa e de caril não gosto nem do cheiro, lá escolhi um prato de frango grelhado com arroz e legumes. Não será a melhor opção para quem queira realmente experimentar a gastronomia do Nepal,  mas para quem apenas pretende não passar uma barrigada de fome, era mais seguro.

Entretanto, começaram a chegar os pratos dos outros e nós, ignorantes dos sabores locais, lá íamos perguntando no que é que consistiam. Um esclareceu:: "Este é frango inglês!" Na verdade parecia frango, só que de uma cor rosada inusitada. Ao verificar a  nossa curiosidade, ele explicou que aquele frango era exposto ao Sol durante três dias e que só depois era cozinhado, daí aquela tonalidade rosada. O três a acenar com a cabeça, com aquele ar entendido de quem percebeu tudo e já aprendeu qualquer coisinha com aquela novidade. 

Mas, ao constatar tanta credulidade, o fulano... desmanchou-se:

- Olhem lá, só estou a brincar! É frango grelhado, não faço a menor ideia porque é cor-de-rosa!

Enfim,  foi uma barrigada de riso, que para não parecermos tão totós assim, lá vieram à baila o café  feito a partir de caganitas de animal, ou os ovos que são enterrados até apodrecer e cozer, servidos posteriormente como grande prato gastronómico (e não, não é para tentar no próprio quintal, que essa "cozedura" tem segredos ainda não revelados!) e mais umas coisinhas, que calharam em conversa. Mas que foi a melhor peta que me pregaram nos últimos anos (e caio em quase todas), não me restam dúvidas...

ps - o frango inglês, a.k.a. frango grelhado, estava bom e o arroz idem!

Imagem da net.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

21º ANIVERSÁRIO

Pois, o tempo passa e um dia damos conta que já decorreram 21 anos desde que dissemos "Sim" e trocámos alianças, perante familiares e amigos...
Como a tradição aqui ainda é o que era, vamos comemorar a data com um jantarinho a dois, num restaurante de requintes gastronómicos diferente dos que habitualmente frequentamos. Normalmente é o maridão que escolhe, baseado em críticas jornalísticas ou comentários em sites internéticos. Não é muito fiável mas, verdade seja dita, só uma vez enfiámos um "grande barrete", porque de resto come-se muito bem nesses restaurantes lisboetas. Não propriamente em grande quantidade, mas numa qualidade recheada de sabores inusitados. Também costuma sair do nosso bolso, que são todos carotes!
A novidade é que este ano para fazer a reserva não foi fácil, ele só conseguiu ao terceiro contacto, que os dois primeiros já estavam cheios. "Então a malta queixa-se tanto da crise e os restaurantes mais finórios estão cheios de clientes, com dois dias de antecedência?", comentámos. No entanto, acabámos por descobrir que a data coincidiu com um congresso sobre estudos da diabetes, em curso, que reúne 18 mil congressistas, daí o excesso de marcações.
De qualquer das formas, embora ambos apreciemos os paladares quase exóticos destas incursões anuais, certo é que o local ou a gastronomia não são o mais importante, mas sim a continuação de um "namoro" prolongado... que sabe sempre tão bem:


ps -  raramente coloco temas musicais aqui, até porque as minhas preferências jazzísticas não agradam à maioria das pessoas, mas a voz desta menina encantou-me...
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terça-feira, 10 de maio de 2011

7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA?!?

Está em curso uma votação para apurar quais são as 7 maravilhas da gastronomia portuguesa, como podem comprovar ao clicar no link. Pessoalmente acho piada a estes concursos e até costumo votar. Mas desta vez cheguei tarde: já estão escolhidos os 21 finalistas, distribuídos por 7 categorias - entradas, sopas, mariscos, peixe, caça, carne e doces. Como é evidente, fui espreitar quais os 3 eleitos por cada categoria. E, surpresa das surpresas, o famoso cozido à portuguesa não consta do cardápio!
Pronto, bem sei que muita gente não é apreciadora (quase nenhuma criança o é, por exemplo), mas sem dúvida que é um prato tradicional servido de norte a sul do país, com mais ou menos nuances regionais. Até nos Açores há uma versão, se bem que essa nunca provei, não faço ideia se é semelhante. Mas curioso também é verificar quais os 3 pitéus de carne que chegaram à final - chanfana, leitão à Bairrada e tripas à moda do Porto. Cozinha típica e regional será, com imensos fãs, mas para além do cozido, o cabrito assado, a dobrada, a carne de porco à alentejana, entre tantos outros que habitualmente se encontram nos menus dos restaurantes de Portugal, todos foram ignorados?
E o que dizer dos pratos de caça, com coelho do Porto Santo à caçador ou perdiz de escabeche de Alpedrinha? E o xarém com conquilhas, nos mariscos? O bacalhau à Gomes de Sá e o polvo assado no forno são mais característicos do que o bacalhau assado com batatas a murro ou com natas, no capitulo dos peixes? OK, figuram lá a bela sardinha assada e o caldo verde, companheiros de todas as festas populares, o inigualável queijo da serra ou os pastéis de bacalhau (estes últimos como entradas). Mesmo assim, esta "ementa" parece um roteiro de viagens por continente e ilhas, custando a engolir que corresponda às preferências culinárias da maioria dos portugueses... dentro ou fora de casa.
Não podendo votar no cozido à portuguesa (e adoro leitão), não voto! Bem sei que a sardinha me perdoa...

terça-feira, 12 de abril de 2011

TALHADO

Ingredientes:
1 programa de um canal de televisão americano;
4 chefes de cozinha;
3 juízes entendidos em artes culinárias;
3 cestos contendo 3 ou 4 ingredientes obrigatórios cada;
1 cozinha bem equipada, com despensa e frigorífico bem fornecidos;
1 apresentador;
10 mil dólares;
Pitadas de imaginação.

Peguem no apresentador (Ted Allen) para apresentar os 4 chefes de cozinha e abram o primeiro cesto, contendo os ingredientes mistério para confeccionar um aperitivo em 20 minutos. Não ligue ao ar de espanto dos indivíduos perante o conteúdo do cesto - se eles não sabem o que vão fazer com o mangustão, a enguia ou o xarope de romã, deviam saber. Estão lá para ser criativos, correrem para a despensa ou frigorífico para encontrarem legumes, frutos, ovos, cereais ou molhos antes dos outros, fartarem-se de descascar, cortar ou moer, para depois encostarem a barriga ao fogão em fritos, cozidos e assados, enquanto suam as estopinhas. O aperitivo é servido em 4 pratos, convém que tenham quantidade suficiente para tanto.
Os juízes já lá estão sentados a observá-los atentamente o tempo todo, depois chega a sua vez de apreciar a apresentação, degustar (depende, por vezes há um lambão que come tudo), tecer considerandos sobre a criatividade e estabelecer comparações entre os concorrentes, também eles quase todos convencidos q.b. e que por esta altura já estão com cara de tacho diante das inúmeras críticas a que não são poupados. O que for considerado pior é "chopped"... quer dizer, eliminado!
Na segunda ronda o processo é idêntico, embora o cesto revele outras surpresas, que eventualmente podem incluir pêssegos semi-podres, raiz de inhame, papas de aveia ou um molho característico de uma qualquer região da China ou do Paquistão. A única diferença é que têm uma meia hora inteirinha para inventar uma entrada. Se o júri já chamou a atenção para um qualquer pormenor e o participante fez ouvidos de mercador, o mais provável é ir com as couves...
Segue-se a sobremesa já só com os dois finalistas, no cesto mistério podem encontrar água de rosas, gengibre ou bacon, que dão sempre um grande jeitaço para um docinho. As trituradoras devem ser utilizadas com moderação, porque nesta altura do campeonato geralmente já alguém lá triturou um dedito que pingou sangue por toda a cozinha. Os membros do júri não estão lá para perdoar essas cenas sanguinolentas, nem cabelos no prato, nem provas repetidas com a mesma colher já lambuzada na panela, enfim... uns enjoados! Mas se à primeira passa, na última volta nem pensar. A avaliação final tem em vista (e paladar) não só a sobremesa, mas o conjunto dos pratos apresentados por cada um. E uma porção de subjectividade, como é inerente a estas lides.
E pronto, ao fim das três fornadas lá servem os 10 mil dólares ao vencedor - dá à hora de almoço no Food Network e normalmente abre o apetite! (pelo menos, quando "Chopped" não significa cortar uma talhada a algum dedo e inclui-la como condimento...)

Imagem da net.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ÚLTIMA REFEIÇÃO

Se pudessem escolher a vossa última refeição - esperemos que não, que geralmente é (muito) mau sinal - qual seria a ementa que prefeririam? O desafio, que não é bem um desafio mas uma pergunta, partiu da Turmalina. Depois de matutar no assunto, a conclusão que se impõe é que a decisão seria consoante a época do ano em que se estivesse - mais quente e aconchegante no Inverno, mais leve e fresca no Verão. Assim, nestes dias ainda frios optava por: um creme de cenoura, eventualmente com cubinhos de pão frito a acompanhar (ou croutons); como prato principal,

favas guisadas com chouriço, farinheira, bacon, entrecosto e ovo escalfado, com fatias de pão torrado para o molho não ficar no prato... (nham, nham);  para sobremesa e em todas as estações do ano,

claro que seriam uns belos morangos com açúcar, regados com sumo de laranja. A acompanhar, um vinho verde branco fresquinho, possivelmente Alvarinho, mas aí não tenho esquisitices (nem conhecimentos).
Em estando calor dispensava a sopa, provavelmente umas tostas com paté (sapateira/caranguejo ou atum) de entrada, seguidos de um prato típico da culinária portuguesa:

sardinhas assadas com salada algarvia (não é a da foto, mas foi a que arranjei), com uma imperial fresquinha. Ou duas. E finalizava com os morangos, novamente...
Bom, mas se nem me apetecesse pensar no cardápio, o mais certo seria a escolha recair num bife do lombo com molho à Portugália e batatas fritas, sem faltar a cervejinha. E já não ia nada mal servida! 



Dieta na última refeição, é que nem pensar! Tudo a que tivesse direito, ora essa... Façam as vossas escolhas e
BOM APETITE

A última foto é da net.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COZINHA... INFERNAL!!!

Se há assunto que me prende a atenção, no zip zap do comando da TV, culinária é um deles: papo todos os programas, portugueses ou estrangeiros! Claro que alguns são vocacionados para as refeições rápidas do dia a dia - o que já me ri com a Nigella Lawson, que nem picar cebola sabe - outros para os pratos regionais (João Carlos Silva era um mestre do improviso "Na roça com os tachos"), talvez a maioria mais inclinada para a cozinha tradicional de cada país, mas certo é que se aprendem sempre alguns truques com todos eles. Embora nem sempre cresça água na boca...
Portanto, o que faltava era mesmo um programa sobre gastronomia, 'haute cuisine' ou como lhe queiram chamar, embora a probabilidade dos grandes chefes revelarem os seus segredos seja reduzida. Ou nula. O que até se compreende, pois é assim que eles ganham para o tacho!
Então, um dia destes, apanhei um episódio de "Hell's Kitchen" na SIC Radical. Vários chefes num concurso gastronómico? "Promissor!", pensei já a salivar. O que se seguiu, não tem semelhança nenhuma com qualquer programa televisivo, havido ou por haver: resumidamente, diria que é um concurso de terror para cozinheiros ambiciosos de tendências masoquistas e/ou sádicas! Querem mais original?!
Gordon Ramsay - um grande chefe escocês, co-proprietário de uma cadeia de restaurantes de luxo a nível mundial e coordenador de uma vasta equipa de cozinheiros de gabarito - ajuíza a prestação dos candidatos com uma mão de ferro, direi mesmo tirânica. Ele grita, insulta, provoca, ofende, goza e castiga todos, enquanto parte pratos e manda panelas pelo ar, numa agitação e irritação constante. De vez em quando também elogia algum e premeia as equipas vencedoras de cada desafio, numa nítida tentativa de incentivar os conflitos. O que consegue sem dificuldade, já que os concorrentes são igualmente egocêntricos, narcisistas e arrogantes, numa espécie de fotocópia do líder.
E afinal o que se aprende de gastronomia? NADA! As câmaras preferem mostrar as reacções estampadas nas caras de professor, alunos ou dos júris/convivas à mesa, do que propriamente a confecção dos pratos ou os movimentos em redor dos fogões! Quer dizer... ensina a ser um ditador na cozinha, mas isso interessa a alguém?

Imagem da net.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

20 ANOS!

Pois é, já lá vão 20 anos de casamento! Nas alegrias e nas tristezas...
Para celebrar a data, costumamos ir jantar a um restaurante mais chique, daqueles que servem especialidades gastronómicas, que não primam pela quantidade em cada prato, mas servidos vários dão para saborear paladares diferentes dos habituais. Ao contrário do que por aí se diz sobre a haute cuisine, saímos sempre devidamente saciados, nem os solícitos empregados incomodam assim tanto, embora a conta condiga com um estilo de vida que não é o nosso. Mas é só uma vez por ano, a dois, e sabe tão beeeemmm!!!
Dito isto, no ano passado foi um fiasco! Então o maridão leu uma crítica jornalística abonatória de um restaurante numa zona típica da cidade e lá fomos nós! Estacionar o carro foi difícil e para além de quase não existirem parqueamentos, ainda estavam em curso festas de caloiros universitários, a beberem tintol desalmadamente em cada tasca. Quando chegámos ao local, num prédio velho a cair de podre, encontrámos umas mesas iluminadas à luz das velas - provavelmente para não se ver melhor o que as rodeava - uma decoração de taberna antiga e minimalista, com umas peças artesanais estranhas  nas paredes e umas tias-não-sei-de-onde a gerir o estaminé e a servir às mesas com ar altivo. De gastronomia tinha muito pouco, receitas da vovó delas ou coisa assim. Basta dizer que a vela apagou logo no início do jantar, só quase no fim se lembraram de a substituir... 
Mas, enfim, não desistimos, que a música continua no ar:

Espero que hoje corra melhor, eheheh!