Junho é o mês das festas populares e em Lisboa decorrem várias atividades recreativas e culturais, a par dos tradicionais arraiais nos diferentes bairros. Com início marcado para as 19h30m de ontem, no Rossio, com toda a pompa e circunstância... mas já lá vou!
Como já referi anteriormente, também havia a manifestação contra Troika e a austeridade, essa marcada para as 16h em Entrecampos, que depois percorreria a avenida da República - com paragem obrigatória em frente à sede do FMI em Portugal - e seguiria para a alameda D. Afonso Henriques. Há pernas para tanta caminhada pelas ruas da cidade, quando se quer ir todas? Haverá, mas não são as minhas...
Carripana estacionada próximo da Gulbenkian (um bambúrrio!) e toca de atravessar os jardins. Onde igualmente se festejava, mas desta vez o Dia da Criança, com uma espécie de 'pedi-paper' que requeria a participação da miuçalha em diversas brincadeiras.
- Oh, Constança, se tu me foges outra vez... - a mulher nem concretizou a "ameaça", que a miúda já tinha fugido.
Enfim, uma animação pegada por tudo o que era canto do jardim, bom de ver que no regresso por ali não haveria descanso ao ar livre, entre os dois eventos. Mas compensou ver tantas crianças felizes e entusiasmadas com a iniciativa!
Em frente à sede do FMI já se encontravam umas dezenas de manifestantes: aqui o entusiasmo e empenho eram outros e vigiados de perto pelas forças policiais - as presentes no local e outras, de choque, meio a dormitar na carrinha que encontrámos no percurso, já que a manifestação em si tardava em passar. Não passou enquanto por ali cirandámos, nem se via de longe, já passava das cinco da tarde. Portanto, o nosso protesto não passou de uma vontade de sermos solidários com o movimento "Que se lixe a Troika" e o restante povo manifestante.
Meia volta volver, rumo ao miradouro de São Pedro de Alcântara, com uma breve pausa numa esplanada e uma imperial, para recuperar energia para a etapa seguinte.
O elevador da Glória (que a bem dizer são dois funiculares, que funcionam em sincronia e ligam a praça dos Restauradores ao Bairro Alto) despiu a habitual capa amarela e vestiu-se de "azulejos", em traje de festa junina. Lindo! Foi só apanhar (e pagar, que isto de festas gratuitas tem que se lhe diga!) e descer...
No Rossio a festa começou atempadamente, segundo o tema "PIGS" e com a participação de vários grupos voluntários de canto, dança e de capoeira, por exemplo, sendo estes últimos os primeiros a inaugurar as festividades. Tendinhas de comes e bebes com movimento q.b., se bem que duvidoso que acompanhassem as 7 horas de espetáculos anunciadas. Dúvida lógica, para quem tanto calcorreou pelas ruas citadinas e regressa a casa muito antes do final...
Já o crepúsculo pairava sobre Lisboa, o cansaço falava mais alto. Mas não houve arrependimentos por amar mais a terra que nos viu nascer, do que detestar os tipos da Troika...
post-scritpum - este blogue não é um diário! (faria se fosse...)