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sábado, 4 de abril de 2015

MANIA DOS PATOS!

A este patinho "caçei-o" no jardim da Estrela, mais afoito que os restantes irmãos, que não largavam as penas da mãe. Feitios!

Por falta de coelhos nas redondezas - pelo menos daqueles fofinhos e simpáticos! - para fotografar, imaginei que a imagem era adequada para desejar... 

UMA FELIZ PÁSCOA, aos que seguem as tradições cristãs, e...

BOAS FÉRIAS, aos restantes!

domingo, 8 de março de 2015

NÓS, AS MULHERES...

... temos um dia no calendário - 8 de março. Um pouco por toda a parte, maridos, namorados, filhos, pais, amigos e até comerciantes nos enchem de flores, bombons, quiçá até algum presente mais significativo. Mas depois, quando se vai ver, a igualdade de direitos ainda é uma miragem: profissional ou politicamente, é preciso trabalhar o dobro ou o triplo do que eles costumam, para se chegar ao topo de carreira. Isto se não houver um outro workaholic masculino, que certamente se adiantará a ocupar o cargo. Às vezes, até fazem o "favor" de nos conceder umas quotas, para os lugares nos parlamentos, por exemplo, não serem exclusivamente ocupados por machos. Enfim, aqui e ali a representação feminina até tem melhorado, mas, pessoalmente, detesto essa "condescendência" das quotas - dá ideia que as mulheres lá estão por especial favor, não pela sua competência, o que está longe de ser verdade.

Pior, ainda há por aí muito macho latino com a veleidade de pensar (estes fulanos pensam?!?) que são donos e senhores das suas mulheres... ou até namoradas. E se elas se desviam do caminho que eles traçaram para elas nas suas mentes conturbadas, a coisa termina invariavelmente à pancada. Infelizmente, as estatísticas demonstram que, em Portugal, os casos mortais devidos a violência doméstica têm vindo a aumentar. Inadmissível, em pleno século XXI, e tendo em conta que o problema afeta a sociedade transversalmente: não são só os pobres e ignorantes que espancam as mulheres, há professores, juízes, polícias, empresários, políticos, etc. e tal. Daí, às vezes admirarmos-nos de ver publicadas nos jornais afirmações descabidas de celsos doutores...

Resumindo: não sendo exatamente um dia para "inglês ver", ainda há um longo caminho a percorrer no sentido da igualdade de género! 

Consta que a canção que se segue - "Woman" - foi uma espécie de pedido de desculpas de John Lennon a Yoko Ono, no seguimento de um desentendimento do casal. Era assim que devia ser sempre, quando o amor existe - uma reconciliação pacífica e (preferencialmente) amorosa:


Bom, mas se hoje é o dia da mulher, também é o dia do meu aniversário. E como primeira prenda da natureza, não podia ter tido melhor: algumas árvores aqui da zona já começaram a florir, dando assim sinal que a primavera está com vontade de chegar mais cedo...

FELIZ DIA DAS MULHERES PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS!
[e que também seja feliz, para os homens que (as) sabem amar]

sábado, 14 de fevereiro de 2015

FIM DE SEMANA (QUASE) PERFEITO

Neste fim de semana conjuga-se o dia dos namorados - já hoje - com o Carnaval. O que é sinal que os espíritos mais românticos vão estar a engendrar uma tarde (e uma noite?) inesquecível com direito a passeio, cinema, jantar e tudo o mais (ou menos) que assim o entenderem, enquanto os foliões têm presença marcado nos corsos e nos bailes lá da terra, ou, quando muito na discoteca local. Com ou sem namorad@s, mas dispostos a sambar noite fora. E com um pouco de sorte, quem sabe se até durante os 4 dias. 

Ou seja, tudo a compor-se na paz dos anjos, ou não viessem os desmancha-prazeres deste governo, à sorrelfa, lançar mais um imposto, que mais uma vez podia ser que passasse despercebido nestes dias de festa para os românticos e bem-humorados. Um grande renhonhonhó que é um imposto verde, em defesa do ambiente, que é preciso acabar com os sacos plásticos. Como se estivessem realmente empenhados numa política ambientalista, que pouco ou nada deram mostras até então. E em que se traduz esse imposto? Pois, um vulgar saco plástico de super mercado vai passar de 0 ou 2 cêntimos (O Pingo Doce aqui há uns anos também se mostrou muito "preocupado" com o efeito dos sacos plásticos no meio ambiente e passou a cobrá-los a 2 cêntimos e, acreditem ou não, conheço gente que deixou de lá ir, pura e simplesmente), para 10 cêntimos. Ou seja, mais uma vez aproveitar a distração dos portugueses com momentos mais aprazíveis, para voltar a meter-lhe as mãos nos bolsos. À grande! Sabem quando vou (voltar a) comprar um saco plástico? Nunquinha! Por muito verde que seja, ladroagem é sempre ladroagem...

BOM FIM DE SEMANA!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015 À VISTA!

Que seja um ano cheio de paz, amor, harmonia, saúde, alegria e desafios positivos para todos nós. Se calhar é pedir demais em ano de eleições, mas sou de opinião que nunca devemos ser pobres a pedir...

FELIZ 2015 PARA TODOS OS AMIGOS!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

NATAL 2014

- Presépio - montado;
- Árvore de Natal - ornamentada;
- Presentes - comprados;
- Embrulhos - feitos;
- Iluminações das ruas - vistas;
- Frutas para a salada de frutas - à espera da confeção, mais perto da hora da consoada.

Então o que é que falta, para estar tudo a postos?!? Ora, desejar-vos a todos um NATAL MUITO FELIZ e enviar-vos um grande ABRAÇO, do fundo do coração! (pedindo desculpa se não tiver tempo de passar por todos os vossos cantinhos, para o fazer diretamente)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"AI DO BICHO...

... que passa pela goela de outro bicho", costumava dizer um amigo meu. E suponho que ainda costuma, embora já não o veja há imensos anos. É o que dá as pessoas não gostarem de falar ao telefone. Ele não gosta e faz até um certo secretismo sobre o seu número, de modo que ninguém lhe telefona e, como também foi viver para Cascais, o contato tornou-se praticamente inexistente. Enfim, coisas da vida! Mas lembro-me muito desta frase dele e de como é certeira.

Ainda mais em Portugal, quando qualquer festejo é habitualmente feito em redor de uma mesa. Como foi o caso de ontem, dia em que se festejou a licenciatura do meu filho e o 12º ano de uma sobrinha. A família quase toda, imaginem, a dar-lhe na sardinha assada. Que por sinal estavam uma delícia...

Sou uma mãe (e tia) babada? Não, não creio, mas claro que fico muito feliz quando ele e elas conseguem alcançar os seus objetivos!

Imagem da net.

terça-feira, 13 de maio de 2014

MAIO EM LISBOA

O Out Jazz não é propriamente só em maio, estende-se até o final do verão, desta vez com programação para sextas, sábados e domingos à tarde. Bem sei que o programa não é legível, mas para quem estiver interessado basta copiar e ampliar. De qualquer forma, a minha experiência com o Out Jazz é bastante reduzida: em anos anteriores nunca consegui assistir a nenhum dos espetáculos, pois a popularidade destes programas gratuitos é tanta, que inclui boas caminhadas para chegar aos locais estipulados. Ou, em contrapartida, filas de espera em trânsito ou horas à procura de estacionamento...

Espero ter mais sorte com esta festa, que inclui exposição de plantas e flores e se realiza já no próximo fim de semana, no jardim botânico da Ajuda. Tem um programa cultural paralelo e diversos workshops, mas confesso que a exposição é o que mais me atrai. Afinal maio não é o mês das flores?

Ainda este mês, mas lá mais para o fim - dia 29 - chega mais uma Feira do Livro a Lisboa, no local do costume, desta vez terminando apenas a 15 de junho. E essa é a festa de sempre, da qual falarei atempadamente, lá mais para diante... 

Imagens do facebook. A ilustração do cartaz do Out Jazz é de Ana Aragão e, no meu entender, absolutamente fabulosa.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

OS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL!

Se há assunto que da direita à esquerda (quase) todos são unânimes é que hoje, em Portugal, vive-se muito melhor do que há 40 anos atrás. As exceções vêm de radicais de direita e de alguns taxistas, que gostam de falar por falar - em abono da verdade quase todos se esquecem (ou se calhar nem sabem, por ainda serem pequenos ou nem sequer terem nascido) que se fossem tão "faladores" na época, o mais provável era baterem com os costados na PIDE, num encontro pouco amigável com algum dos seus inspetores.

Um dia destes, em conversa com o maridão, concluímos que tínhamos tido muita sorte. Não só por viver aqueles tempos - na primeira semana pós 25 de abril a alegria esfuziante estava estampada na cara da grande maioria dos portugueses, como só voltei a ver anos mais tarde (e mais moderadamente) durante a Expo 98 - como por sermos a próxima geração a encaminhar para a guerra do ultramar. Quer dizer, eu estava safa, porque as mulheres não podiam ingressar no exército (ou marinha ou aviação), mas não deixaria de ver os meus amigos partir. Ou fugir do país, sem poderem voltar...

Por muito que aqui e ali os trilhos escolhidos não fossem os melhores, por muito que se possam criticar todos os governantes pelos erros do passado, certo é que o país teve um desenvolvimento inusitado, nomeadamente a nível de saúde e de educação - o analfabetismo rondava os 25% da população, quando atualmente está nos 5,2%. E de infraestruturas habitacionais, quando sobretudo no interior existiam inúmeras terras onde esgotos, água canalizada e eletricidade não chegavam. Quem se lembra de o único telefone da aldeia ser no café do ti Manel? Ou o televisor?

Bom, mas mesmo que hoje não nos possamos regozijar do governo que temos, que segundo dizia ontem Constança Cunha e Sá "a única promessa eleitoral que conseguiu cumprir foi a de empobrecer os portugueses", certo é que foi eleito democraticamente. Certo também é que o povo dificilmente cometerá a burrada de votar neles novamente (se bem que o líder da oposição também deixe muito a desejar - também ele formado nos jotinhas, com um perfil em tudo semelhante ao do PM). Mas os "homens dos tanques" não têm culpa nenhuma dessas más escolhas populares e estamos muito a tempo de lhes agradecer o que fizeram por todos nós! Já tenho um cravo vermelho a postos, em sinal dessa gratidão eterna...

Imagem do mural realizado por 4 grafitters dos Underdogs, na avenida de Berna, em Lisboa, tendo como figura central Salgueiro Maia (numa foto de há 40 anos, de Alfredo Cunha)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

MESMO COM CHUVA!

Fotografia de Ian Britton

Um dia destes enviaram-me este vídeo, via mail. E fiquei a pensar que, independentemente da música em si (que suponho ser do filme "Midnight in Paris", de Woody Allen, dado o título), iria agradar a muitos dos meus amigos bloguistas, que na infância e/ou adolescência viveram largos anos em Paris. Como a Safira, a Parisiense, a Luisa, a Nina e o Kim, dos que me recordo e sei, podendo haver outros que nunca o referiram. Pessoalmente, só passei uma férias em Paris, mas ao ver o vídeo fiquei com uma vontade enorme de lá voltar. Mesmo que chovesse, como nas imagens seguintes:


Como dizia Humphrey Bogart, "We'll always have Paris!" OK, o contexto era diferente, mas quem já lá esteve (ou viveu) dificilmente esquece a cidade luz. E em não podendo apanhar o avião e partir, pelo menos ficam as imagens. E uma certa nostalgia, também...

(Obrigada, Palicha!)

F E L I Z   P Á S C O !


domingo, 16 de março de 2014

50 ANOS DE FESTIVAL

Antigamente, quando se falava em festival nem era preciso especificar a qual nos referíamos: era ao da canção, está claro! Acontecimento único no ano, normalmente decorria a 7 de março, que é o dia em que a RTP faz anos. Era uma festa tal, que até os pais autorizavam os filhos a deitarem-se mais tarde nessa noite, para poderem assistir ao espetáculo. Enfim, pelo menos lá em casa era assim e suponho que nas da maioria das nossas colegas de escola, já que no dia seguinte todas trauteávamos as canções que tinham sido mais badaladas. 

Este ano, comemoraram-se os 50 anos do festival da canção. Que agora convém nomear, não se vá confundir com os múltiplos festivais em curso, simultaneamente. Claro que muita coisa mudou desde então, a própria dinâmica do concurso é diferente - dividida em várias etapas, em que na final estavam a concurso 5 concorrentes. Não sei ao certo, porque não segui, calhou só ver o fim da final. Ontem. 

E a coisa até estava animada, a cerimónia a decorrer no convento do Beato, com Carlos Malato e Sílvia Alberto a fazerem as honras da apresentação, Simone de Oliveira e António Calvário a serem homenageados como antigos vencedores e participantes dos primeiros festivais. Nos bastidores, Joana Teles dava conta do nervoso dos concorrentes, antes de serem conhecidos os resultados. Depois, três cantoras (também elas ex-participantes) interpretaram um medley de algumas das muitas canções que não venceram, mas que na época se tornaram um verdadeiro sucesso (por vezes, maior do que o da própria canção vencedora).  

Entretanto, já estava tudo a postos para ser anunciada a canção de 2014 (escolhida pelo público, segundo o critério do regulamento da RTP), as duas finalistas em palco, nervosas e de mão dada, e o suspense chega ao final: Suzy ganhou! E de repente levanta-se um grande sururu, vaias e grande parte do público presente levanta-se e sai da sala. "Mas o que é isto?", pensei. Ainda não tinham entregue o prémio a Emanuel, autor da letra e música, a rapariga ainda não cantara novamente a canção, como é de tradição acontecer e, pior, alguns dos que abandonavam a sala fizeram questão de o fazer junto ao palco, tapando a visão aos restantes e aparecendo (vagamente) perante as câmaras de TV. E a única palavra que me ocorreu para descrever o que estava a ver foi: labregos!

Ora se as pessoas reagissem quando lhes baixam os ordenados, aumentam os impostos ou as despedem, suponho que ninguém teria nada a apontar. Mas não, a maioria cala-se e/ou arma-se em vítima da sociedade, uns quantos manifestam-se e outros andam naquela brincadeira de subir e descer as escadas do parlamento, como se adiantasse de muito. No entanto, a "coragem" já não lhes falta quando o protesto é sobre a canção que achavam que devia vencer, e se for de forma ostensiva e mal educada, melhor ainda! Repito: LABREGOS!

(e parabéns à Suzy e ao Emanuel, que não conheço mais gordos, que defenderam a canção preferida pelo público!)

Imagem da net.

terça-feira, 4 de março de 2014

O CARNAVAL E OS OSCARS

Este ano e cerimónia de entrega dos Oscars calhou em pleno Carnaval. O que está muito bem, porque embora seja espetadora assídua da dita, há qualquer coisa de carnavalesco naquela passadeira vermelha, no luxo dos vestidos e jóias, nas piadas e interação no decorrer da própria gala. Ou seja, é uma noite de estrelas num contos de fadas... quando têm a sorte de receber a ambicionada estatueta dourada!

Ellen DeGeneres cativou na apresentação alegre, simpática e descontraída, sem uso e abuso de piadolas fortes que deixam um sorriso amarelo nos protagonistas da plateia, como por vezes já aconteceu com os seus antecessores. Novidades é que não se pode dizer que houvesse muitas: os americanos querem "vender" "Gravidade", toca de o embatucar de Oscars, mas daqueles de efeitos visuais, mistura e edição de som e outros que interessam pouco ou nada. De relevante, apenas o de melhor realizador para Alfonso Cuarón. Que me irá desculpar, mas nem sendo grande admiradora de Sandra e George me vai apanhar no cinema a ver os dois horas a fio perdidos a vaguear no espaço... Mas foi uma bonita soma de 7 Oscars, que deve enganar os mais incautos ou os grandes fãs de ficção científica.

Com uma conta menos redonda, mas sem dúvida em categorias mais sonantes, "12 Anos Escravo" venceu no melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor atriz secundária: Lupita Nyong'o. O prémio para melhor argumento original foi entregue a "Her".

Matthew McConaughey e Jared Leto não foram surpresa como melhores atores principal e secundário em "O Clube de Dallas", que também ganhou a melhor maquilhagem. Outras três estatuetas, duas delas relevantes. Cate Blanchett foi considerada a melhor atriz principal no filme de Woody Allen, "Blue Jasmine" - já era a favorita.

"Frozen" arrebatou o Oscar de melhor desenho animado e a canção "Let it go" ganhou a estatueta de melhor canção. Por seu turno, o filme italiano "A Grande Beleza" venceu na categoria de melhor filme estrangeiro. Novidades? Não há, temos pena! Mesmo assim não deixou de ser uma noite agradável, em que os comuns mortais se reuniram em frente ao televisor para vislumbrar aquela noite de espetáculo e glamour, como só os americanos conseguem realizar. É de faz de conta, que aquelas estrelas são pessoas (quase) como nós? Pois, até pode ser, mas sonhar e fantasiar um bocadinho nunca fez mal a ninguém.

Ah, last but not least, houve uns Oscars extra para Angela Landsbury, Steve Martin, Piero Tosi e Angelina Jolie - esta devido ao seu trabalho humanitário em África, certamente merecido - mas sem aquele cunho de grande homenagem, como noutras cerimónias anteriores. Fica a selfie da Ellen, para mais tarde recordar...



Mas pronto, se a cerimónia já acabou e só se repete para o ano, o mesmo não se pode dizer do Carnaval que, doa a quem doer, ainda se celebra nesta terra - embora alguns funcionários públicos fiquem "de castigo" e não tenham feriado como a maioria dos outros portugueses. Caturrices de gente embezerrada!

BOM CARNAVAL PARA TODOS!

Imagens da net e do facebook.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL 2013

Contava vir postar mais qualquer coisinha, mas os dias passaram a correr... e nada! OK, também foi preguiça, mas a blogosfera "às moscas" não incentiva. E será assim até ao final do ano, pois há bastante gente de férias. Como não é o meu caso, espero ainda passar por aqui, mas é melhor nem dizer nada...

Para já, resta-me desejar a todos um FELIZ NATAL 2013! Com tudo a que têm direito, pois está claro!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

NATAL: PASSADO E PRESENTE

Faltam poucos dias para o Natal e este ano ainda não escrevi sobre árvores, presépios, prendas, embrulhos, luzes natalícias na cidade, etc. e tal. Por acaso já fui ver estas, mas o fim de tarde foi mal escolhido: ao sábado não dá, especialmente no dia em que é inaugurado o espetáculo de luz no Terreiro do Paço (esse não vi, nem me parece que vá ver), de modo que foram duas horas presos no trânsito intenso. Gostei especialmente da decoração da rua Augusta, da árvore no Rossio e do colorido mutante dos "chupa-chupas" da avenida da Liberdade - OK, não é assim muito natalício, mas pelo menos é cheio de cor!

Bom, mas a razão porque não falei de nada disso, é que este ano a tarefa foi facilitada: o maridão fez a árvore e o presépio, e também tem feito as compras quase todas. Ele e a mana, conforme o presenteado. Assim, a minha "árdua" missão cinge-se a embrulhar umas poucas lembranças que não venham feitas das lojas, etiquetar todas (ainda faltam uns chocolates para a "miuçalha") e a acender diariamente as velas espalhadas pela casa... 

Enfim, como sempre adoro o Natal, mesmo que como mr. Scrooge vislumbre sempre o fantasma dos natais passados - essa melancolia também faz parte da época, se bem que sobressaiam as recordações de bons momentos. Mas há lá presente melhor do que passar a consoada rodeados daqueles que amamos? Pois é, é aproveitar bem o presente, com a alegria, a harmonia e a paz possível, que contrariedades e tristezas já temos q.b. o resto do ano.

Ah, e não, não me estou a despedir até ao Natal, que esse é só daqui a 7/8 dias, e com tamanha "trabalheira" ainda conto vir aqui postar mais qualquer coisinha até lá... 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

QUATRO EFES: FÉRIAS, FESTIVAIS, FEIRAS E FOTOS!

As férias estão a chegar ao final, pelo menos para já! Mas no início do agosto algarvio não faltam festivais gastronómicos e regionais de sardinhas, mariscos e petiscos, sendo impossível ir a todos - por várias razões. Por outro lado, a Feira do Livro na zona ribeirinha de Portimão já está aberta ao público (e até dia 22 de agosto), mas desta vez resisti à tentação...

Contudo, antes do regresso a Lisboa não consigo organizar as fotografias: são bastantes, algumas parecem giras, mas num portátil alheio e sem programa adequado (Picasa ou outro) é quase uma aposta no escuro. Portanto, essas ficarão para outros dias... dentro em breve.

Até lá, tenham um MARAVILHOSO fim de semana, com ou sem férias no cardápio!

(Nota: a foto é minha, que ainda passei algumas das primeiras, mas não quis sobrecarregar com as restantes...)

sábado, 8 de junho de 2013

PASSEIO NO ELEVADOR DA GLÓRIA...

... sai caro, como a São evidenciou em comentário ao post onde o referi: 3,60 €, ida e volta por pessoa. Porque não dá hipótese de ser só subir ou descer, tem de se comprar logo o conjunto. Isto para quem não tem passe, quanto aos módulos não sei se tornam a viagem mais barata. Mas adiante: fomos à mesma, que nenhum de nós se lembrava qual foi a última vez que entrámos lá. Neste ou noutros - no de Santa Justa tenho apenas a vaga noção de ter andado uma vez, em miúda. E a esse também está programado ir, já que funciona simultaneamente como um dos miradouros da cidade, em geral, e da baixa pombalina, em particular.

A ideia de os vestir a condizer com as festas lisboetas foi brilhante: por um lado, porque os vândalos dos gatafunhos os têm como um dos seus alvos preferidos, que lhes deixaram muitas mossas e "cicatrizes" pavorosas; por outro, porque o projeto vencedor do concurso camarário, da autoria de Mariana Cidade, tem tudo a ver com a emblemática da cidade - azulejos e calçada portuguesa. A bem dizer, nunca vi tanto frenesim a fotografar elétricos e afins. E não era a única tuga  entusiasmada com os 'cliques', no meio dos turistas... 

Refira-se que o passeio em si é bastante curto, mesmo que o funicular circule a passo de caracol - nos dois sentidos. Certo é que, pelo que pude observar, vem muito mais carregado na subida do que na descida. O que tem toda a razão de ser, basta um pequeno tropeção numa pedrinha da calçada e é rebolar por ali fora, num instante se chega lá abaixo, sem ajuda de santo nenhum. Mais rápido, inclusive. E se o pavimento fosse menos irregular, até se podia fazer como nas pistas de neve: pôr um saco de plástico no chão, sentar o rabiosque em cima e, ala que se faz tarde, escorregar até aos Restauradores. (num desporto radical, ainda não suficientemente explorado!)

Voltando aos trajetos nos dois funiculares, mesmo com a mesmíssima "velocidade", na descida a viagem foi aprazível e à vontade, se bem que estivesse perto da lotação escarrapachada no interior (salvo erro, 22  lugares sentados e 11 de pé). Na subida já foi encher até fartar, não sei se pelo volume dos turistas (alguns bem grandes e fortes, para não dizer gordos!), mas de certeza que os viajantes duplicavam a lotação. Tanto que quando chegou lá acima o motor ficou a roncar um bom bocado... não sei se em protesto!

(embora ainda não tenha visto ao vivo, as "fatiotas" no elevador da Bica são estas, numa fotografia do facebook.) 
Lindas, também! 
  

domingo, 2 de junho de 2013

LISBOA EM FESTA - 2013

Junho é o mês das festas populares e em Lisboa decorrem várias atividades recreativas e culturais, a par dos tradicionais arraiais nos diferentes bairros. Com início marcado para as 19h30m de ontem, no Rossio, com toda a pompa e circunstância... mas já lá vou!

Como já referi anteriormente, também havia a manifestação contra Troika e a austeridade, essa marcada para as 16h em Entrecampos, que depois percorreria a avenida da República - com paragem obrigatória em frente à sede do FMI em Portugal - e seguiria para a alameda D. Afonso Henriques. Há pernas para tanta caminhada pelas ruas da cidade, quando se quer ir  todas? Haverá, mas não são as minhas...

Carripana estacionada próximo da Gulbenkian (um bambúrrio!) e toca de atravessar os jardins. Onde  igualmente se festejava, mas desta vez o Dia da Criança, com uma espécie de 'pedi-paper' que requeria a participação da miuçalha em diversas brincadeiras.

- Oh, Constança, se tu me foges outra vez... - a mulher nem concretizou a "ameaça", que a miúda já tinha fugido.

Enfim, uma animação pegada por tudo o que era canto do jardim, bom de ver que no regresso por ali não haveria descanso ao ar livre, entre os dois eventos. Mas compensou ver tantas crianças felizes e entusiasmadas com a iniciativa!

Em frente à sede do FMI já se encontravam umas dezenas de manifestantes: aqui o entusiasmo e empenho eram outros e vigiados de perto pelas forças policiais - as presentes no local e outras, de choque, meio a dormitar na carrinha que encontrámos no percurso, já que a manifestação em si tardava em passar. Não passou enquanto por ali cirandámos, nem se via de longe, já passava das cinco da tarde.  Portanto, o nosso protesto não passou de uma vontade de sermos solidários com o movimento "Que se lixe a Troika" e o restante povo manifestante.

Meia volta volver, rumo ao miradouro de São Pedro de Alcântara, com uma breve pausa numa esplanada e  uma imperial, para recuperar energia para a etapa seguinte.

O elevador da Glória (que a bem dizer são dois funiculares, que funcionam em sincronia e ligam a praça dos Restauradores ao Bairro Alto) despiu a habitual capa amarela e vestiu-se de "azulejos", em traje de festa junina. Lindo! Foi só apanhar (e pagar, que isto de festas gratuitas tem que se lhe diga!) e descer...

No Rossio a festa começou atempadamente, segundo o tema "PIGS" e com a participação de vários grupos voluntários de canto, dança e de capoeira, por exemplo, sendo estes últimos os primeiros a inaugurar as festividades. Tendinhas de comes e bebes com movimento q.b., se bem que duvidoso que acompanhassem as 7 horas de espetáculos anunciadas. Dúvida lógica, para quem tanto calcorreou pelas ruas citadinas e regressa a casa muito antes do final...

Já o crepúsculo pairava sobre Lisboa, o cansaço falava mais alto. Mas não houve arrependimentos por amar mais a terra que nos viu nascer, do que detestar os tipos da Troika...

post-scritpum - este blogue não é um diário! (faria se fosse...)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

LIBERDADE

Faço minhas as palavras de Sérgio Godinho: só há Liberdade a sério quando houver a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação. Para todos. Ideal longe de ser atingido, com os retrocessos dos últimos anos a tornarem o objetivo ainda mais distante.

As comemorações do dia vão ser fraquitas, para além dos discursos entediantes dos políticos "empoleirados" do costume, garantidamente sem assistência do povo: em 2013 até o acesso à AR ou ao palácio de Belém foi interditado. O que diz bastante sobre o rumo que a revolução tomou, 39 anos depois...


VIVA A LIBERDADE!

sexta-feira, 8 de março de 2013

HOJE HÁ FESTA!

Para todas as mulheres, em geral, e para mim, em particular! Com bolo de chantilly e morangos, com velinhas e tudo, numa pequena reunião com os familiares e amigos mais próximos, disponíveis para festejar o meu aniversário com alegria e boa disposição.

E como não há festa sem música, dedico esta a todas amigas virtuais - que o dia também é vosso (enfim, como todos os do ano, sejam mulheres, homens ou crianças)! - na extraordinária voz de outra mulher, Simone:


FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
e
UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

LOUCURA?

"Loucura é repetir a mesma coisa vezes sem conta, esperando de cada vez um resultado diferente."
Albert Einstein

Não se sabe exatamente porque razão, mas enquanto primeiro-ministro Cavaco Silva resolveu acabar com o Carnaval. Não se sabe, mas imagina-se que na sua habitual falta de sentido de humor não entendesse uma tradição popular tão antiga de cerca de dois séculos... ou mais! Não existiam leis que estipulassem que a terça-feira era feriado nacional, era apenas um costume de longa data, de modo que decidiu unilateralmente acabar com a tradição. Decorria então o ano de 1993. 

O fiasco foi enorme! Se até aí a contestação ao seu governo decorria maioritariamente na Assembleia da República, ela passou para as "ruas": tanto adversários como correlegionários não acataram de bom grado a medida, sucederam-se desobediências de ministros, autarcas e demais funcionários públicos, tornando-se no Carnaval mais contestatário de sempre no país. Em consequência dessa determinação (e de outras que se seguiram) abandonou a liderança do partido no final do mandato, antecipando os maus resultados nas eleições seguintes. Aí, acertou na 'mouche'!

Então porque é que 20 anos depois aparece um Passos Coelho - "El-Rei Dom Koelhone Esfolado Intéaotutano", na versão carnavalesca de Torres Vedras - com a mesma fixação? Como era de prever, foi novamente cilindrado! Não lhe bastava a experiência de Cavaco ou a do ano passado? Não! Insistiu, com a hipocrisia  de sempre e o blablabá da produtividade em tempos de crise e tal. 

Com tanta gente temerosa de perder o emprego (e o seu sustento!), supus que desta vez a injustiça passaria  "em branco". Mas não! O "feriado" existiu para a maioria da população e os poucos trabalhadores de serviço a pegar no batente ainda se divertiram com as máscaras e as cabeleiras dos colegas mais ousados... Quer dizer, os que não ficaram ainda mais indignados e irritados com o PM e a sua desnorteada governação...

Bingo!

Imagem de Vlad Rodriguez, artista peruano residente em Miami.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CARNAVAL, NO POLITEAMA...

... de outros tempos, tinha sempre concurso de máscaras, para deleite da criançada... e não só! Ainda longe de se tornar no palco preferencial de Filipe La Féria, as crianças desfilavam para um público folião e entusiasmado, que enchia a plateia, os camarotes, o 1º e o 2º balcão e que, no final, votava na sua máscara preferida. 

A menina fotografada ganhou várias vezes o primeiro prémio, para seu grande desgosto: ambicionava secretamente o segundo! "Porquê?", perguntarão. Pois, porque o prémio para a máscara vencedora consistia numa frisa para todas as estreias do cinema, durante um ano - do qual beneficiavam, sobretudo, as suas tias -, enquanto o segundo dava direito a uma bela e reluzente bicicleta. Mas essa, nunca conseguiu ganhar... 

Agora não admira que se sagrasse vencedora! Por muitas damas antigas que tivessem visto noutros carnavais, alguma se assemelhava ao deslumbramento de cada um destes vestidos, ricos em pormenores de pregas, franzidos, drapeados e enfeites, para além da atenção aos acessórios adequados e complementares de perucas, leques, luvas e bijuteria, entre outros?

E como é Carnaval e ninguém leva a mal, fica a pergunta que se impõe: quem é a menina? Hoje em dia mais "crescidinha", mas reconhecível pela expressão do sorriso simpático e alegre! (e não, não é da minha família...)

VIVA O CARNAVAL, HOJE E SEMPRE!

As fotografias (profissionais e dos anos 40) são de Marc Lenoir, via facebook. Com autorização da própria, evidentemente!

ADENDA a 13 de fevereiro de 2013 - Como o Rui da Bica depressa adivinhou, trata-se de Alice Vieira em menina e moça, nos Carnavais de 1949 e 1947, respetivamente. Obrigada a todos pela participação.