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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

POR UMA GOTA D'ÁGUA...

... lá volto eu à pedinchice. Não é que esteja com sede, mas é para mais um passatempo fotográfico, desta vez a condizer com o verão: em férias o que não faltam são fotografias que metam água - do mar, das ondas, do rio, da piscina, do lago ou da fonte e muitas, muitas mais. E para quem ainda não gozou do merecido descanso, há sempre a águinha da torneira, que pinga ou enche copos, garrafas, banheiras, etc. e tal.

Portanto, o pedido é simples: uma fotografia inédita da vossa autoria, que envolva água e que deverá ser enviada para o meu mail (quiproquo.tete@gmail.com) até às 23 horas e 59 minutos do dia 14 de setembro. No dia 16 de setembro publicarei todas as fotos recebidas e caberá a cada um de vós adivinhar quem fotografou o quê, e a mim esclarecer quantos palpites acertaram (ou não). Por experiências anteriores já se sabe que não é tarefa fácil, mas no final prevalece a persistência e a lógica. E, espera-se, que também a boa disposição! Se entretanto ninguém conseguir identificar a autoria de todas as fotos, eu própria o farei no sábado 19 de setembro. Resumindo, todas as fotos serão devidamente identificadas, como manda o figurino - nome e/ou nickname e link do blogue (caso o autor tenha blogue, evidentemente, que o passatempo está aberto a todos que queiram participar).

Como alguns já adivinharam, as fotografias podem ser antigas ou recentes, não devem é ter sido publicadas anteriormente. E água aqui pode ser em qualquer estado - sólido, líquido ou gasoso - num vasto oceano ou num único pingo. Mas não vale a pena complicar, não precisa de ser a "última gota d'água no deserto"* em termos fotográficos, uma fotografia comum ao amadorismo de (julgo) todos nós serve perfeitamente. Quer dizer, não se trata de escolher a foto mais bonita, certo?

O porquê destes prazos tão dilatados? Pois, já se vê, para dar tempo a que vão e venham de férias e eventualmente pensem no passatempo com carinho e não com pressas de última hora. Porque, já se sabe, a própria foto pode conter algumas pistas que a tornem mais fácil de identificar e isso pode demorar algum tempo a engendrar. Por outro lado e de caminho, também para variar da politiquice nacional, que deverá estar ao rubro e (e)levada a extremos de enjoo em meados de setembro...

Enfim, até lá publicarei alguns lembretes, mas com calmex, que é verão e tempo de férias e isso é que é importante aproveitar bem. Bons clicanços, que cá ficarei a aguardar a vossa sempre simpática participação!

* - O meu filho usa as expressões "a última coca-cola no deserto" ou "a última bolacha do pacote", depreciativamente, para o que ou quem se considera superior, sem qualquer sentido. Eu acho piada às expressões, embora use mais frequentemente "o suprassumo da beterraba", para essas superioridades descabidas! Fica a explicação da alteração da expressão.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

UM ÁLBUM INVULGAR...

Verdade, é muito invulgar tirar fotos a nuvens que passam, nem que seja para recordar as formas mirambolantes que descobríamos nos seus contornos em crianças: ali é um pato, acolá um barco, mais além parece o Adamastor, no nosso livro da primária. E a brincadeira podia continuar durante horas, que as férias de verão eram longas... Óbvio que tenho muitas fotos com nuvens, em crepúsculos de tons rosados, como "figurantes" de outros motivos, até cinzentas e prontas a descarregar grandes chuvadas, mas só assim branquinhas a pintalgar um céu azulão e como personagens principais... nem por isso! 

Surpresa, foi encontrar uma gaivota a beber água da piscina. Se está habituada a beber a do mar, como é que não distingue a diferença? Ou será que é indiferente para a sua goela?

Já tinha passado ao lado deste burro umas largas centenas de vezes, sem querer exagerar. E não é hoje, é amanhã ou qualquer dia, nunca o tinha fotografado. Desta vez não perdoei: "Para aí!" e cliquei.

Mas não foi o único burro que vi por lá! De carne e osso é que não tive a sorte de encontrar nenhum, nem de passagem. Da classe dos mamíferos perissodáctilos, claro, que dos outros acabam sempre por aparecer uns quantos!

Ah, e o "meu" peneco, tal como o olhava diariamente em férias que já lá vão. A zona em redor está isolada, porque deve haver o risco de cair um pedregulho lá de cima, mas noutros tempos era uma espécie de guarda sol gigante para os tesos de férias ou das redondezas. Os toldos é que eram diferentes e ficavam muito mais próximos do rochedo.

Embora tipicamente algarvias, as chaminés não são fáceis de fotografar, dado o grande número de antenas e parabólicas em volta. Esta não sofria dessa maleita.

Claro que para quem é fascinado por janelinhas, não podia resistir à originalidade desta - junto ao azulejo da virgem imaculada, proclamada padroeira (da terra?) há mais de três séculos -

nem à típica e bonita cortina de crochet, tão bem enquadrada nesta outra.

Caracóis no Algarve existem em muitos locais, estes chamaram o nosso nome numa esplanada da Guia, que está sempre cheia de clientes. Não admira, são uma delícia!

Deliciosos também devem ser estes figos, ainda a amadurecer nas árvores, pelo menos a avaliar pelo perfume que já paira no ar.

A marina de Albufeira também é um local aprazível para dar um passeio ou para esplan(ad)ar um pouco ao final da tarde... Quer dizer, em julho, que nesta altura não faço a menor ideia.

Sei que a animação já se fazia sentir no dia 1 de agosto, quando estes veraneantes (de fim de semana ou não, que isso agora não interessa nada!) deram um ar da sua graça cantarolando à desgarrada fados, cantares alentejanos e MPB. Para gáudio de todos os presentes, que aplaudiram a alegre atuação.

E pronto, de caminho este carocha pestanudo piscou-nos o olho... e prometeu que nas próximas férias haverá mais!

sábado, 8 de agosto de 2015

ÁLBUM À ALGARVIA

Terminei por estes dias de fazer o álbum das mini-férias de Roma ("terminei" é uma força de expressão, que ainda estou à espera da resposta da editora para um problema que não consigo resolver sozinha) e pensei que era uma tremenda injustiça não fazer um sobre as férias algarvias: no fim de contas tenho passado lá tantos e bons momentos ao longo dos anos... Mas pronto, tem a explicação óbvia que acabo por cirandar sempre pelos mesmos locais, pelo que as fotos não têm grande novidade no geral, uma vez por outra lá se capta uma diferente do habitual. A de cima é mais uma das milhentas fotos de praias algarvias, desta feita na praia do Castelo, na segunda-feira 20 de Julho. "Anotem" aí, que a fotografia está lá por uma razão que perceberão mais adiante.

Entre as fotos pouco originais, constam sempre umas versões mais ou menos semelhantes a estas, no "Túnel", em Albufeira:

Isto deve ser para eu ficar com inveja de mim própria o resto do ano: cervejinha, numa esplanada à beira-mar, com um livrinho por perto, hummm... Sai uma saladinha de camarão e frutos, para compor o ramalhete!

Inusitado será fotografar este local, mas à distância. Numa pequena incursão do que resta da Albufeira da minha adolescência.

Olha, lá está ela! Na linha da frente de uma Albufeira onde abundam os cerros, que ali não se chamam de colinas, como em Lisboa.

E a torre da Igreja, cujo sino depreendo que dá horas para toda aquela cidade, que noutros tempos nem muito longínquos era apenas uma vila. E depreendo porque oiço o repenicar, mas sem certezas se é dali que provém o badalar do sino. A lembrar aquele poema que João Villaret tão bem declamava!

E a lua, que os amigos facebookianos não se cansam de avisar que em breve vai ficar azul? Para já, de azul só o céu...

Mas uma semana depois lá estava ela altaneira, se bem que de tons de azul só aqueles que acrescentei à força de "pintura"... para não defraudar expetativas. Cheia e redonda, mas pálida como sempre!

Oops, mas afinal em 479 fotografias até há algumas fora do (meu) vulgar, mas como já enchi o post de fotografias e historietas, terão de ficar para uma próxima oportunidade.

Então mas a que propósito está aquela foto lá em cima, já que não é nada original? Para uma má comparação: esta foi tirada noutra praia (do Lourenço), no sábado 1 de agosto. Topam porque é que lhe chamam silly season?

Com ou sem férias, tenham um...

EXCELENTE FIM DE SEMANA!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FOFOCAS EM DIA!

E quando estamos de férias e apanhamos uma carraspana daquelas que nos faz ficar em casa, controlar a febre e tomar remédios consoante a indicação do termómetro? Pois, há que pôr a leitura em dia, nomeadamente a das revistas cor de rosa, que são esquecidas durante o resto do ano, à exceção de uma esporádica folheadela no dentista.

Ficamos assim a saber que um blogger "famoso" fez uma festa badalada (e fotograficamente documentada em várias revistas) para comemorar o seu primeiro ano na blogosfera (ahn?!?), que o Nicolau Breyner se está a divorciar da sua quinta mulher, que embora sem confirmação se suspeita que Angelina Jolie e Brad Pitt estão a enveredar pela mesma solução, enquanto ponderam comprar uma ilha grega, que aliás parecem estar em saldos para milionários, sendo que é dado que Johny Depp já comprou uma, que Alberto do Mónaco batizou os seus filhos gémeos, e que por esses dias um dos seus sobrinhos, filho da sua irmã Carolina, também casava pelo civil com a devida pompa, além de uma série de outras notícias igualmente de grande relevo. 

Mas pronto, aliadas a estas também não faltaram os resumos dos próximos capítulos das telenovelas portuguesas, sempre de vento em popa para ter os maus mais mais de toda a humanidade e os bons mais panacas de todo o planeta que caem em todas as trapaças.

Não sei se influenciada por este clima fofoqueiro, também passei o tempo a fotografar uns vizinhos próximos, antes que desalvorassem para outras paragens (o que realmente veio a acontecer, antes de voltarmos para Lisboa):

Eis a rolinha junior antes de aprender a voar e de abandonar o seu ninho...

... e a parentela que esvoaçava por ali perto e alimentava a pequena ave.

Enfim, felizmente foram só dois dias, o chato da coisa é que tive de pôr de lado outros planos que não se chegaram a concretizar, pois o tempo não é elástico.  Mas, quem sabe... numa próxima oportunidade? (e sim, também dei um avanço nos meus livrinhos, mas sobre esses talvez fale noutro dia)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A OUTRA FEIRA DO LIVRO...

... que costumo visitar todos os anos é a de Portimão. Foi ontem que lá estive a dar uma vista de olhos e, como é costume, não resisti à tentação. Quer dizer, nem tentei, mas contive-me nas compras. A escolha não é tão variada como a de Lisboa, mas mesmo assim ainda há uma série de livros que dá vontade de meter debaixo do braço e trazer para casa. Pelos menos para quem sofre de "consumismo compulsivo" quando entra numa livraria ou afim...

Um aspeto geral da feira que, como podem ver, tinha visitantes q.b.

Bom, para quem ainda não teve férias e conta vir passar uns dias ao Algarve, a boa notícia é que a 58ª Feira do Livro de Portimão estará na zona ribeirinha (numa tenda diferente do local habitual, note-se!) até ao próximo dia 22 de agosto, pelo que os leitores mais ferrenhos terão certamente a oportunidade de ainda dar lá um saltinho. Ou dois. Ou os que quiserem... 

E já que falamos de livros, aproveito a oportunidade para agradecer ao Rui Espírito Santo o livro que me mandou em PDF e que obviamente ainda não tive tempo de ler. A seu tempo o farei. O que não quero deixar de fazer desde já é enviar-lhe daqui uma grande beijoca de parabéns, pelo seu aniversário que se celebra hoje. 

H I M - T C H I M,  R U I!
(com um dos teus vinhos prediletos, claro!)

sábado, 25 de julho de 2015

A PRAIA "MAILINDA"!

Claro que é uma opinião muito subjetiva, mas a praia de Arrifes, na zona de Albufeira, é uma das praias "mailindas" do país, em termos fotográficos. Os três enormes rochedos, as gaivotas que poisam nos seus topos, os barcos que param ou passam, as outras pequenas rochas que aparecem e desaparecem consoante ondas e marés tornam-na sempre diferente para a câmara. É pequenina, tem muita rocha e a areia não é fina q.b. para pés delicados, mas lá que proporciona uma grande variedade fotográfica, é a pura da verdade.

Acresce a tudo isto que tem uma esplanada onde reina a simpatia e se pode apreciar o belo panorama, enquanto se bebe uma bebida fresca e se põe a leitura (ou a conversa ou a fotografia) em dia. 

Bom, nesta tarde estava a ver que não tinha muita sorte, porque uma "rapaziada" (que já tinha idade para ter juízo) estava a embebedar-se alarvemente no bar, depois de um almoço que adivinhei já bem regado. Os gritos e os risos ampliados pelos vapores do álcool a motivar algumas sobrancelhas franzidas e o visível incómodo dos restantes veraneantes. Por sinal, com tudo a ver com a vila onde Gabriela nasceu - personagem do livro que ando a ler: "Os outros rapazes [...] tinham alcançado rapidamente a monotonia dos mais velhos. Discutiam futebol e embebedavam-se. Punha-se-lhe um corpo de mulher à disposição e tinham a habilidade de um hipopótamo sentado frente a um piano. Nem sexo nem projectos. Nem vontade de viajar pelos sonhos. Apenas vinho e futebol. Ninguém era feliz na vila."

Enfim, dá para ver o "filme", se bem que estes não se ficassem só pelo vinho, rolaram também uísques, gins e cervejas. E o clube da predileção era o Sporting, embora admita que podia ser outro qualquer... Quando a coisa descambou para o palavrão sem mainada, foram avisados para sossegarem. Não sei se foi isso, se a conta de mais de 200 euros que lhes acalmou o facho. Acabaram por ir dar um mergulho e finalmente houve paz e sossego. E foi aí que a "minha" gaivota voltou e se instalou no seu poiso habitual... 

Estão a ver?

E se for mais perto?

OK, mesmo em cima!

Tenham um MARAVILHOSO FIM DE SEMANA, com tudo em cima!

sábado, 18 de julho de 2015

CONFIRMAÇÃO...

E pronto, está na hora de verificar se esta gaivota (ou outra familiar) está no poiso do costume. Já agora, onde ficará esse local tão "misterioso e recôndito"?!?

BOM FIM DE SEMANA
ou 
(continuação de...) BOAS FÉRIAS!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O MELHOR DE ROMA (3)

Vitor Emanuel II foi o unificador de Itália e, como tal, tem direito a um majestoso monumento bem no centro de Roma, na praça Veneza. Consta que o dito monumento não agradou muito aos romanos na época em que foi edificado, tanto por aquela ser uma zona arqueológica, como por ser de um mármore branco que não se enquadra com os edifícios que o rodeiam, que têm maioritariamente um tom acastanhado. Mas quer dizer, Roma não é uma cidade de contrastes? Porque ao lado de palácios, igrejas, fontes, arcos e estátuas de grande porte e magnificência surgem ruínas milenares, que em qualquer outra parte do mundo já teriam desaparecido há séculos...

E não, não me estou a referir apenas ao Coliseu ou ao Fórum Romano, encontramos umas colunas, um arco, um teatro ou anfiteatro, um antigo mercado ou outras ruínas em praticamente todo o centro da cidade, cujo interesse histórico é inegável, mas a utilidade prática muito relativa, a não ser para aspectos turísticos. Aqui, nestas ruínas no largo da torre Argentina, por exemplo, supõe-se que existiam quatro templos, mas parte de um deles continua soterrado debaixo de uma estrada local.

Além de tudo o resto, é preciso não esquecer que Roma também é uma das principais capitais da moda mundial e é aqui, em plena praça de Espanha,  que se realizam os mediáticos desfiles, com as modelos a descerem a enorme escadaria no alto dos seus saltos de 12 ou 14 centímetros... (e sim, a igreja lá no topo também estava em obras, grrrrr!)

La Barcaccia, a fonte em forma de barco existente em frente aos degraus da praça de Espanha, cuja autoria se pensa ser de Bernini pai.

Mas bom, mesmo muito bom, são as múltiplas esplanadas floridas que surgem em cada canto e recanto da cidade e onde se fazem refeições ou se bebe um copo. Ristorantes, trattorias, osterias, pizzarias, caffés, gelatarias, há-as para todos os gostos, embora normalmente sejam carotas, se comparadas com as portuguesas - uma imperial pequena não custa menos de 4 euros, um café pode custar 2,50, um gelado 6 ou 8. As pizzas ainda são os pratos mais em conta e são... uma delícia!

Também fiquei fã das saladas, das brushetas e dos gelados, mas foram as pizzas que mais me surpreenderam pela positiva: além de massas muito bem feitas e estaladiças, os ingredientes tinham um sabor forte - o tomate a tomate, o fiambre a fiambre, o ananás a ananás e por aí adiante.

Surpresa não tão positiva foram as respetivas casas de banho: nem sempre correspondiam à finesse do restaurante (não, não fomos a nenhum de luxo), muitas delas só tinham uma sanita para homens e mulheres e mesmo assim a dar para o acanhado. O funcionamento dos lavatórios também está longe de ser linear, uns inteligentes, outros funcionam a pedal, outros nem percebi bem como. E os autoclismos vão pela mesma! Resumindo, um restaurante mais modesto pode ter umas instalações sanitárias melhores do que outro mais finório. Excetuando as do Vaticano, as melhores que vi foram as do metro, mas aí paga-se 1 euro para utilizar (embora quase metade delas estivessem fora de serviço). Isto pode parecer disparatado referir, mas facto é que saíamos cedo do hotel, passávamos o dia a andar seca e meca e a beber água por causa do calor e para não desidratar, obviamente que de vez em quando tínhamos de usar. E normalmente era nos cafés e restaurantes onde parávamos para beber, comer e descansar.

Claro que para tem tenha mais pedalada e queira continuar a caminhada (sem paragens) - estou em crer que a única maneira de "conhecer" Roma um pouco melhor - não faltam estas roulottes que vendem frutas, pão, sandes, gelados e bebidas frescas. Não sei a que horas abrem, mas só fecham lá pelas 10 da noite.

Dito isto, não sei até que ponto um passeio nestas caleches não será igualmente simpático (e romântico), mas por esta altura já estávamos com o tempo contado, não valia a pena indagar o custo.

Muito mais ficou por dizer ou revelar, numa visita de 5 dias e 4 noites e 1326 fotografias depois. Mas tanto o Coliseu como o Vaticano são vastíssimos e já deram azo a vários livros, não é resumo que se faça assim numa penada bloguista (se bem que 20 mil visitantes por dia neste último, nos façam sentir um pouco como carneirada encurralada num redil, a seguir em frente a "toque de caixa", o que faz com que se perca muito da história ali patente - não só do antigo império romano, do cristianismo e dos seus primórdios, como do Egipto ou da Grécia, dois bastiões da antiguidade).  Fica a paisagem romana, vista de uma das janelas cimeiras do museu.

Last but not least, o hotel também demonstrou ser outra surpresa (muito) agradável. Se bem que à chegada desconfiámos que tínhamos "enfiado o barrete" (no edifício do hotel de 3 estrelas funcionam vários hotéis, o que à partida parece esquisito), ficámos muito bem impressionados com o atendimento - o recepcionista, além de simpático, falava português - e o quarto que, embora pequeno, era limpo e estava bem decorado em tons de laranja, espelhos frente a frente que davam uma sensação de maior dimensão, uma pequena casa de banho com base de duche, tinha uma luz boa para poder ler à noite, televisão, um mini-frigorífico (sem nada lá dentro, só para pôr o que eventualmente comprássemos e que foram essencialmente águas), ar condicionado e, ainda melhor, dava para as traseiras. E aqui não estou a brincar: situando-se na zona do Termini, o trânsito é realmente diabólico nas principais vias ali em volta. Apesar da zona estar um bocado degradada e à noite a principal estação de metro, comboios e autocarros ser frequentada pelos sem abrigo, facto é que nos deu um jeitaço para nos orientarmos nas nossas incursões iniciais pela cidade - assim, depressa nos deslocámos a qualquer lado, pelo que não nos arrependemos da escolha internética. O pequeno almoço também era bom e, para lá do tradicional, oferecia bolos caseiros, para quem tivesse apetite suficiente logo de manhãzinha!

E pronto, foi este o relato possível das nossas deambulações pela cidade eterna, que tem um encanto muito próprio... apesar de todos os seus contrastes!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O MELHOR DE ROMA (2)

O Tibre é o rio que serpenteia ao longo de Roma, com este tom esverdeado que se observa na fotografia. É atravessado por várias pontes, sendo que a de Sant'Angelo (em frente ao castelo com o mesmo nome) é uma das mais bonitas, decorada por vários anjos e outras figuras bíblicas - que foram sendo adicionados por diferentes Papas. E a propósito de Papa, só o vi aqui:

Quer dizer, nos túneis da estação de metro da Praça de Espanha, com o ar bem disposto do costume: soubemos pelas notícias televisivas que ele tinha viajado para Turim. Mas pronto, verdade seja dita que não fui a Roma para o ver, por muito que até simpatize com o atual Papa Francisco...

Ponte de Sant'Angelo

Voltando ao Tibre, no meio do rio existe uma pequena ilha em forma de barco (Isola Tiberina), na qual funciona uma das maternidades da cidade.

Ilha Tiberina

Na pesquisa que fiz sobre Roma antes da viagem descobri que a cidade tem cerca de 150 museus e mais de 900 igrejas, pelo que estava fora de questão visitar nem que fosse só um décimo - 5 dias não dão para tudo! Os museus do Vaticano e a Capela Sistina eram um must, obviamente, mas de resto era mais ou menos o que calhasse em caminho. Por curiosidade, calhou que quase todas as igrejas que vimos se denominassem de Santa Maria (in Cosmedin, in Trastevere, Maggiore).

A Bocca della Veritá, na basílica de Santa Maria in Cosmedin, deve ser uma das imagens mais conhecidas, devido à lenda que reza que mordia a mão dos mentirosos que ousassem enfiá-la na sua boca.

No entanto, a igreja mais sumptuosa que visitámos foi a de Jesus (Chiesa de Gesú), que dos lustres às talhas douradas, das pinturas às estátuas, da maior pedra de lápis-lazuli do mundo a adornar o túmulo de santo Inácio, não poupa nada em grandiosidade.

Por outro lado e a nível exterior, a igreja a que achámos mais piada (e que nem sequer estava no nosso "mini-roteiro" de visitas) foi esta de Sant'Andrea della Valle, precisamente pela razão que levou o Papa da época a "reclamar" da obra do seu escultor, Cosimo Fancelli: a fachada é assimétrica, pois só tem um anjo do lado esquerdo. Porém, o artista recusou-se a esculpir o do lado direito, respondendo que "Se quer outro, que o faça ele!" Artistas são assim, até com Papas...

Igrejas à parte e por muito católica que seja a população romana, no final do século XIX também ergueu uma estátua ao filósofo Giordano Bruno, uma das vítimas da Inquisição, precisamente no Campo de' Fiori, local onde era habitual realizar as execuções. A estátua, de autoria de Ettore Ferrari, não deixa de ser sinistra... 

Para terminar este "capítulo" que já vai longo, no último dia ainda nos demos ao luxo de dar um pequeno passeio por um jardim romano - Villa Borghese, o segundo maior de Roma, onde também se situam dois museus (Galeria Borghese e a Galeria Nacional de Arte Moderna).

Contudo, o objetivo era verificar in loco como os romanos passam os seus domingos de manhã, a remar no lago ou sentados nos bancos do jardim.

Aqui também há fontes e arcos e o lago, onde pululam gaivotas, patos e tartarugas (ainda dei o gosto ao clique!), é enquadrado por mais um monumento tipicamente romano.

Um passeio muito agradável, devo dizer, que terminou a comermos um gelado no café local.